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Vírus: Como são Classificados?

Muitos leitores do Dicas têm me perguntado: Qual é o Reino dos Vírus ?

Os 5 reinos ( Monera, Protista, Fungi, Animal e Vegetal) são arrumados conforme o número de células e o tipo ( eucarionte e procarionte) de células. Sabendo que o vírus é acelular, não podemos colocar esses organismos em nenhum reino.

Existem muitas controvérsias na comunidade científica a respeito do vírus ser ou não um ser vivo; justamente por essa característica: não possuir células ( ser acelular).

Vírus e a Membrana de uma célula

Vírus e a Membrana de uma célula

O vírus  são constituídos por ácido nucléico que pode ser o DNA ou o RNA*, envolvido por um invólucro protéico denominado capsídeo. Possuem cerca de 0,1µm de diâmetro, com dimensões apenas observáveis ao microscópio eletrônico.

Em 1960, o físico alemão Manfred Eigen, ganhador de um prêmio Nobel, descobriu que era possível a replicação de RNA in vitro. O RNA, portanto, tornou-se um grande candidato à condição de supermolécula da vida primitiva, capaz de se replicar e sofrer mutações. Veja que interessante: se partirmos do princípio que o ser vivo é capaz de se replicar e sofrer mutações ( portanto ter a capacidade de se adaptar), esse RNA é um ser vivo.

Essa molécula, denominada de RNA de Eigen”, é muito semelhante ao vÌrus, pois se encontra na fronteira entre o químico e o biológico. Uma das hipóteses da origem do vírus, chamada de Teoria dos Elementos Subcelulares” é  de que o vírus seria proveniente de uma molécula de RNA .


 

DNA RNA são siglas de substâncias químicas envolvidas na transmissão de caracteres hereditários e na produção de proteínas compostas. RNA é a sigla para ácido ribonucléico (RNA), que é uma molécula também formada por um açúcar, um grupo fosfato e uma base nitrogenada. O RNA é o responsável pela síntese de proteínas da célula, são geralmente formados em cadeia simples, que podem, por vezes, ser dobrados.


HIV

HIV

 

Mas como os vírus são classificados?

Sabendo que os vírus possuem ou DNA ou RNA ( nunca os dois ácidos nucleicos juntos) , uma das maneiras é de classificarmos usando essa característica. Assim:

O International Committee on Taxonomy of Viruses (ICTV) vem aprimorando as normas de classificação viral passo a passo, estabelecendo, assim, uma taxonomia exclusiva para a organização dos vírus. O mais importante de todo esse principio é que os vÌrus podem ser agrupados de acordo com as suas propriedades físico, químicas e biológicas, assim como as das células que infectam. Dessa forma, os vírus podem ser classificados de acordo com o tipo de ácido nucleico, simetria do capsídeo, presença  ou ausência do envelope, tamanho e sensibilidade às substâncias químicas.

Por exemplo:

O vírus que causa a herpes tem um fita dupla de DNA, está na Classe I. O HIV é um Retrovírus que possui um RNA simples ( Classe IV). Um vírus, Parvovírus , que pode dar uma doença de pele possui uma fita simples de DNA ( Classe II).

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Vírus Gigantes

Um vírus foi encontrado na Amazônia Brasileira e recebeu um nome bem brasileiro.

Leia o artigo que saiu na Ciência Hoje para Crianças:

Samba viral

Vírus gigante é encontrado na Amazônia e ganha nome de um ritmo bem brasileiro

Após dias de expedição pela selva amazônica e pelo rio Negro, que cruza a região, cientistas finalmente encontraram o que tanto buscavam: um exemplar de vírus gigante.Acanthamoeba polyphaga mimivirus, apelidado de Samba, é o maior vírus já encontrado no Brasil.

Vírus – você deve ter lido na CHC 245 – causam uma grande variedade de doenças, desde gripes até dengue, e não só nos humanos, mas também nos animais, plantas e até bactérias. Eles são muito diversificados, e podem ter formatos e tamanhos completamente distintos.

O Samba mede 600 nanômetros de diâmetro – para um vírus, é muita coisa! Um nanômetro é a distância que temos quando dividimos um centímetro em dez milhões de pedacinhos.

O Samba mede 600 nanômetros de diâmetro – para um vírus, é muita coisa! Um nanômetro é a distância que temos quando dividimos um centímetro em dez milhões de pedacinhos.

Para você ter uma ideia, o vírus da dengue tem apenas 50 nanômetros de diâmetro, enquanto o Samba, um verdadeiro peso-pesado, mede 600 nanômetros de uma extremidade à outra! “É como se comparássemos o tamanho de um ser humano com o de um seismossauro, um dos maiores dinossauros que já existiram”, sugere o virologista Jônatas Abrahão, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Geralmente, os cientistas consideram vírus gigantes aqueles com mais de 200 nanômetros de diâmetro. “O maior vírus que já observamos é o Pithovirus sibericum, que tem 1500 nanômetros”, conta o pesquisador. Mas ainda não se sabe muito sobre esses seres: os primeiros vírus gigantes foram identificados em 2003 e, até hoje, foram coletadas apenas cerca de 100 amostras deles.

Quanto ao Samba, apesar de ter sido coletado em 2011, somente agora teve sua descoberta anunciada, e ainda não se sabe que tipo de doenças pode causar. “Ainda é cedo para dizer, mas suspeitamos que ele pode causar pneumonia em seres humanos”, explica Jônatas. Seu principal hospedeiro, no entanto, são amebas, especialmente as da espécie Acanthamoeba polyphaga.

Outro fato curioso é que, de tão grandes, esses vírus podem ser infectados por outros vírus menores – neste caso específico, o Sputnik virus. Os cientistas acreditam que a interação entre o Samba, o vírus menor e a ameba pode ser muito importante para o equilíbrio do ecossistema onde eles estão presentes.

A explicação é simples: o vírus pequenino, ao infectar o Samba, evita que sua população cresça demais. O Samba, por sua vez, controla o crescimento populacional das amebas. E elas, por serem comedoras vorazes de bactérias, exercem importante papel para a manutenção do equilíbrio natural.

Henrique Kugler, repórter do Instituto Ciência Hoje

 

Gripe espanhola

Pedi para um amigo meu ( Professor de História) escrever um artigo sobre a Gripe Espanhola. Aqui , vamos ler sobre a gripe com uma visão mais histórica.  Veja, as semelhnças e as diferenças da  Nova Gripe ( H1N1)

Escrito pelo Professor Luiz Alberto

A GRIPE ESPANHOLA

Vocês sabiam que a humanidade já passou por várias pandemias? Para citar algumas das mais recentes, tivemos a Gripe de Hong Kong em 1968 (700 mil mortos), a Gripe Asiática em 1957 que matou 1 milhão de pessoas e a mais mortífera de todas: A Gripe Espanhola que, entre 1918 e 1919, matou mais de 20 milhões de pessoas pelo mundo (1% da população do planeta!).

Com o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918, os exércitos começaram a ser desmobilizados e a voltar para seus países de origem; com isso, foram disseminando a doença.

Aqui no Rio de Janeiro, que era a capital do país, em menos de dois meses morreram 12 mil pessoas! Os cadáveres eram amontoados nas ruas e levados em carroças. Eram sepultados diretamente em valas coletivas já que não era possível, para as funerárias, produzir caixões suficientes para tamanho número de mortos! Foi decretado o toque de recolher na cidade para evitar as aglomerações; Igrejas, escolas e estabelecimentos comerciais foram obrigados a fechar.

Os sintomas eram semelhantes aos da gripe comum, mas depois o quadro ia se agravando com diarréia, febre alta e hemorragia, causando a morte em pouco tempo.

Atualmente, com os meios de transporte cada vez mais rápidos, as distâncias foram encurtadas e os contágios das doenças  tornam-se ainda mais fáceis. Prova disso é o que está ocorrendo no momento com a gripe H1n1, que já atinge muitos países do planeta.

FONTES:

KOLATA, Gina. Gripe: a história da pandemia de 1918. Rio de Janeiro: Record, 2002. 382p.
JORNAL EXTRA – 13/04/2003.

H1N1 – “Gripe Suína”

Com mais uma semana de férias podemos descansar. Porém, cada vez que eu ligo a TV, as notícias da nova gripe ficam mais assustadoras.

De início, não se fez alarme. “É como uma gripe comum!” – diziam. Ouvi também alguém falar ( recebi um daqueles emails fantásticos também), que a Gripe Suína era uma forma de desviar a atenção do mundo para a crise mundial. Mas que forma de se desviar a atenção, não é mesmo ?

Agora, estamos vendo o que muitos pesquisadores ( incluindo Professores meus de Universidade) diziam que ia acontecer: ” Cuidado! Vai virar uma pandemia muito rapidamente”! E virou. Então, vamos conhecer esse vírus?

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Vírus Reprodução

Este é o tópico para os alunos do Colégio don Quixote para as próximas aulas:

Vírus – Reprodução

Como já foi visto od vírus são formados por uma cápsula de proteína com o material genético dentro. E eles se reproduzem assim:

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Vírus – O que são ?

Em Biologia, dizemos que a maioria dos seres vivos é formada por células. Isso quer dizer que quando observamos um ser vivo, ele , provavelmente, é formado por uma célula ( ser vivo unicelular) ou mais de uma células ( ser vivo pluricelular). Mas eu falei em “provavelmente ” , por quê?

Porque existe um grupo de seres vivos que não são formados por células: Os Vírus.

Os vírus são formados por cápsulas de proteína e materila genético dentro ( ou DNA ou RNA). Um sábio Professor meu dizia que “vírus é um pacotinho de proteína com má notícia dentro”.V�rus da Gripe

A palavra vírus vem do latim : “virus”, que significa toxina ou fluído venenoso. Isso se deve porque precisam entrar nas células dos seres vivos ( animais, vegetais, bactérias e fungos), pegar todo o “equipamento” da célula hospedeira – proteínas e ácidos nucléicos – para fazer cópias de si mesmo, se desfazem, se multiplicam e saem várias cópias suas da célula. Para tanto, o vírus precisa destruir a célula hospedeira, causando doença e morte – por isso a “má notícia”. É por essa razão que dissemos que o vírus é Parasita Obrigatório, pois necessita parasitar uma célula para se reproduzir.

Assim, há uma grande discursão sobre se o vírus pode ou não pode ser considerado um ser vivo. Pense só: ele não é formado por célula, entra em uma célula ou injeta o seu material genético em uma célula para se reproduzir ( neste processo se destrói) e não tem nenhuma atividade metabólica ( não se alimenta, não respira, não elimina resíduos) ; coisas que um ser vivo faz. Por outro lado, se reproduz como qualquer ser vivo. Então, o que você acha : o vírus é ser vivo ou não?

Os vírus são classificados conforme o seu ácido nucleíco : se é formado por DNA ou RNA. E são responsáveis por diversas doenças humanas, como: catapora, sarampo, a gripe, AIDS , dengue,… Os antibióticos não conseguem combater os vírus, pois são feitos para matar as células de bactérias. Como os vírus não possuem células… nada feito.

O mais comum, no caso das viroses, é deixar o corpo atuar para acabar com a infecção. Ou evitar a doença ( como no caso da AIDS). Embora já existam drogas que evitam essa multiplicação dos vírus, o normal, na maioria das vezes, é tomar a vacina. A vacina é feita de vírus atenuados ( mais fracos) que entram em nosso corpo e fazem que o nosso sistema imunológico reconheça o vírus. Assim, o nosso sistema imunológico “aprende”a combater a virose, mas o corpo não fica doente ( já que o vírus está fraco). Quando um vírus “bem forte” entra em contato com a gente, o sistem imunológico reage e “já sabe o que fazer”. É como se ele pensasse : “Oba ! Este eu já conheço! Não vai tirar farinha comigo”! Claro que sistema imunológico algum “pensa”, no entanto fica mais divertido imaginar assim, não é mesmo?

Então, o que você acha : Vírus é ser vivo ou não ? Coloque nos comentários!

Monocotiledôneas e Dicotiledôneas

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