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E quem precisa de educação no Brasil?

Recebi esse artigo via email e fui cutucar pra ver de quem é. Descobri o Blog Vespeiro, gostei!

Sei que estou mexendo também em vespeiro ao republicar o post, mas a gente tem que pensar fora da caixinha e não se deixar levar pelos “achismos”! Que mal tem em premiar os Professores que fazem um bom trabalho? E o que é o tal “bom trabalho?”

Leiam, comentem e vamos em frente!

Foi tocar no assunto no artigo anterior e os fatos vieram em meu socorro.

A discussão sobre a última medida tomada da indigência educacional brasileira na Globonews, o canal de notícias com que a Globo mira a elite intelectual brasileira, mostrou que ela é ainda muito mais profunda do que registrou o último “Pisa”, um exame internacional que, este ano, deixou de lado as avaliações mais técnicas que costumava fazer em torno dos temas Leitura, Matemática e Ciências para se concentrar na solução de problemas de lógica e raciocínio.

Entre 44 países que participaram do certame testando alunos de 15 anos de idade, o Brasil ficou em 38º lugar…

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Globonews mobilizou seus amplos recursos entrevistando os “especialistas” do costume no Brasil e no exterior, que falaram longamente nas “causas” — também as do costume — da tragédia educacional brasileira, incluindo no rol os salários dos professores, a falta de verbas, a “inadequação do currículo à realidade do cotidiano dos estudantes”, etc., etc. e tal.

Mas, como de hábito, a todos passou despercebida a “pista” que, lá do início da lista de classificação, clamava aos céus a razão essencial pela qual não saímos dessa miséria, ao contrário, afundamos cada vez mais nela.

Quem são, pela enésima vez, os primeiros classificados nesse exame? Os asiáticos. Quais asiáticos? Aqueles que, tendo partido de situações infinitamente mais calamitosas que a do Brasil de hoje, importaram tecnologias institucionais modernas – uns depois de perder uma guerra mundial e levar duas bombas atômicas na cabeça, outros a partir de condições nacionais de semi-selvageria e miséria absoluta – e, graças a isso, colheram o mesmo resultado que tinham colhido, pela mesmíssima razão, os países que as tinham adotado antes deles.

Até a sequência dos três primeiros colocados aponta nessa direção. O último dos três a importá-las – Cingapura – é o primeiro colocado, o penúltimo – a Coréia do Sul – é o segundo, e o que as importou ha mais tempo – o Japão – é o terceiro.

São as consequências naturais da acomodação na abundância de quem a conquistou duas ou três gerações antes dos outros contra a disposição para a luta mais aguerrida em quem a tem desfrutado ha menos tempo.

Mas o que há de comum entre esses três países é que todos transplantaram para suas realidades os elementos básicos do ferramental institucional norte-americano, aquele que, no melhor momento da cultura da Humanidade, foi especialmente desenhado pela elite do Iluminismo fugida para a América para fundar uma sociedade que deveria ser a antítese da Europa feudal onde tudo que valia era ser amigo do rei, num processo revolucionário cujo sentido pode ser sintetizado na frase “nenhum dinheiro e nenhum poder que não seja fruto do mérito”.

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A educação, que este teste procura medir, foi a faísca inicial da Revolução Americana.

Tudo começou pela perda momentânea do controle que a Igreja e os monarcas absolutistas mantinham sobre a circulação da informação provocada pela invenção da prensa de Gutemberg que disseminou para além das trancafiadas bibliotecas de uns poucos conventos edições completas da Bíblia, uma das quais caiu nas mãos de Martinho Lutero que, ao lê-la, deu-se conta de que a versão que davam dela os bispos e os padres de cima de seus púlpitos não tinha nada a ver com o que realmente estava escrito no livro. Era tudo uma empulhação para justificar pela palavra “de deus em pessoa” a exploração dos muitos pelos poucos espertalhões dispostos aos crimes mais hediondos — sendo o cultivo deliberado da ignorância o maior deles — para manter seus privilégios.

Os primeiros “protestantes” das mentiras até então universalmente aceitas como verdades na Inglaterra, por exemplo, andavam pelos campos encapuzados, à noite, perseguidos de morte que eram, batendo de porta em porta dos camponeses analfabetos para ler-lhes à luz de velas trechos da verdadeira Bíblia e encerrar a visita com sua mensagem subversiva: “Não aceitem as verdades de segunda mão que o poder lhes impinge. Aprendam a ler para ir buscá-las diretamente na fonte. A libertação está na educação”.

Não é por outra razão que, desde sempre, o maior esforço de todo tirano é manter a informação controlada e fazer do sistema educacional uma máquina de falsificação da verdade.

O teste internacional “Pisa” mede precisamente a eficácia com que os tiranos brasileiros têm conseguido atingir esse objetivo, o que hoje depende essencialmente de manter todos longe da “prensa de Gutemberg” da hora, que é a internet. Não chega a ser uma tarefa hercúlea como pode parecer à primeira vista posto que, estando aqui dentro “tudo dominado”, o que resulta em que a esmagadora maioria mal fala português, é só deixá-la longe do inglês que eles só terão acesso ao que o poder constituído quiser lhes dizer. É, de qualquer maneira, impossível aprender democracia em português pois nenhuma sociedade que fala essa língua jamais viveu numa.

O controle absoluto das escolas e da imprensa – mais da primeira que da segunda porque uma coisa conduz naturalmente à outra – já dizia Antonio Gramsci, é o elemento essencial desse esquema de dominação.

A educação é o instrumento essencial da meritocracia. E a meritocracia a antítese do “amiguismo”, do “emprego sem trabalho” mas com aposentadoria gorda e precoce, e do “jeitinho” para se conseguir tudo isso.

Logo, os privilegiados de hoje fogem da meritocracia como o diabo da cruz.

Agora pense bem. Lembra-se de quando José Serra decidiu dar aumentos de salário por aferição de desempenho para os professores de São Paulo, ainda que sendo só um adicional sobre os aumentos automáticos que eles arrancam anualmente só na mumunha sindical?

O Palácio dos Bandeirantes foi cercado pela milícia do sindicato dos professores, o mais agressivo e radicalmente ideologizado entre todos do país, que por diversas vezes tentou invadi-lo, derrubou seus muros, agrediu quem tentava entrar e sair de suas dependências e jurou de morte o então governador.

E como professores que nunca na vida foram submetidos a qualquer avaliação de desempenho poderiam formar alunos para enfrentar a competição global onde o que desempata o jogo é o desempenho e o esforço individual minuciosamente medidos e aferidos?

Que incentivo tem o estudante brasileiro para ser mais que o 38º do mundo se o que decide quem vai se dar bem ou mal na vida neste país continua sendo a proximidade que as mãos sôfregas dos contendores estão do saco de “el rei” e se a diferença entre ficar ou não exposto à intempérie está em conseguir ou não saltar para dentro da nau dos exploradores entrando para o “serviço público” o que explica o fenômeno único no mundo da nossa juventude “concurseira”, que dedica a vida a entrar para o redil do Estado na base da água mole em pedra dura?

Quem precisa, enfim, de educação onde o esforço e o merecimento não contam para nada?

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A primeira vítima dessa arapuca, ironicamente, são os próprios professores, já que salário não pode ser outra coisa, de forma sustentável, que função de resultado.

Mas como mudar isso se mais da metade da população já está direta ou indiretamente embarcada no Estado recebendo seu chequinho e vivendo de explorar a única minoria realmente discriminada deste país que é a que tem de trabalhar para viver?

Um dia inteiro de discussões na Globonews sobre o nosso vergonhoso desempenho no “Pisa” sem que a palavra “meritocracia” – um arranjo de sociedade que não admite meio termo: ou é ou não é – fosse mencionada uma vez sequer dá a medida do buraco. Porque reformas, mesmo nas democracias mais avançadas, só as puxadas pela imprensa. Os beneficiários do sistema é que não tomarão nunca a iniciativa de fazê-las. E no entanto a imprensa…

 

Publicado em “E quem precisa de educação no Brasil?” 

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Um perfil nas Redes Sociais

Que tipo de pessoa você mostra nas Redes Sociais ? O que você quer deixar transparecer nas Redes Sociais? E que não é aceitável de jeito algum?

Vejo coisas nas redes sociais que não entendo. Como pessoas que lidam com a formação de jovens podem ” deixar escapar” alguns detalhes? Não acho que somos santos, mas algumas coisas são inacreditáveis.

Se somos Professores de Ciências, como colocar posts com falsas ciências, por exemplo? Nem estou falando de posts eticamente duvidosas. O que estou querendo refletir  é o seguinte: O Professor pode colocar tudo em seu perfil?

Minha resposta é não. Somos formadores e se você ( como eu!) tem um monte de alunos no seu perfil, não pode postar coisas que valorizam o alcoolismo, a violência, a desonestidade… Não dá para escapar.

Se a gente em sala de aula exige uma postura ética dos nossos alunos e de nós mesmos, não podemos ser diferentes nos Facebooks da vida. Os exemplos gritam e calam qualquer discurso feito.

Então, cuidado com a Persona que você quer mostrar no Face ou em outra rede social. Não estou querendo dizer que devemos ser falsos, mas coerentes.

Pense nisso!Dúvidas

Novas Tecnologias e Novos Horizontes.

As novas tecnologias…. os novos horizontes… novas ideias… novos ideais…

Estou imersa nestes assuntos, mais do que nunca, por vários motivos: um deles é ter que lidar com novos Professores. Adoro isso: compartilhar ideias e remixar tudo que eu sei, trocar ideias com Professores; é muito bom!

Mas vejo algumas velhas práticas com roupagem nova. Sou fã das novas tecnologia, mas usar o computador em aula não garante inovação. Temos que repensar na forma que estamos montando nossas aulas. Será que colocar um exercício, por exemplo, que poderia estar impresso em um Power Point é inovador?

Por incrível que pareça meus melhores alunos não gostam de aulas em Power Point, gostam sim de entrar na Internet para construir seu conhecimento e isso eu tenho conseguido com o meu site (www.profaandrea.com.br). Porém, nem isso por si só garante o aprendizado.

Ai, entra o Professor: mediando, questionando, explicando, ajudando… É o momento do Professor!

Veja o vídeo e reflita sobre velhas práticas com novas roupagens! Está aberto o debate!

Monocotiledôneas e Dicotiledôneas

Monteiro Lobato proibido !

Hoje, só hoje, descobri a notícia…

As aventuras da turma do Sítio do Picapau Amarelo poderão ser banidas das salas de aula. O Conselho Nacional de Educação (CNE) quer proibir nas escolas públicas do País o livro ‘Caçadas de Pedrinho’, um clássico da literatura infantil escrito por Monteiro Lobato. Os 12 conselheiros do órgão acataram por unanimidade denúncia da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, que considerou a obra racista. Conforme parecer do Conselho, o racismo estaria na abordagem da personagem Tia Nastácia e referências a animais, como urubu e macaco

O Dia On Line

É assim que se começam as Censuras. Acreditei piamente que a gente ( o povo brasileiro) já tinha superado isso. E pensar que logo Lobato que me acompanhou na infância, logo ele, Narizinho, Pedrinho, Emília,… me ensinaram que o livro é uma ótima companhia. Isso é um insulto de toda a ordem.

Alegam que frases como : “Tia Nastácia (…) trepou, que nem uma macaca de carvão, pelo mastro de São Pedro acima (…) parecia nunca ter feito outra coisa na vida”(Trecho do capítulo ‘O assalto das onças’ ); são racistas. Vejam bem: a frase tirada do contesto é racista, mas na história é engraçada , é divertida…

Ora, meus amigos, isso vem de gente que nem sabe o que é um livro, nem sabe o que é infância, nunca leram Lobato debaixo das árvores , nunca se imaginaram com Tia Nastácia na cozinha comendo seus quitutes.

Vão plantar batatas!!! Isso é pura ditadura!!!

Convoco para assinarem contra a isso:  http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7383

Tem que ter CPF para assinar!

Paradoxo entre Ciências e Educação no Brasil


É uma pena que não se leve Ciências à sério na Educação Básica deste país. Nos primeiros anos, salvo honrosas exceções, a criança estuda Ciências quase como uma matéria de ” hora do você sabia”! A alfabetização científica que se espera nesta etapa é quase nula.

O aluno não se aprofunda como deveria nos primeiros anos da Educação Fundamental. E logo nesta época, que a criança é criativa e muito curiosa. Depois, no 6o ano em diante, se dá uma corrida contra o tempo na melhor da hipóteses. Ou se deixa estar: se ele não aprendeu antes, não vai ser no 6o ano que irá aprender… e ai é a catástrofe. No Ensino Médio, o aluno é adestrado para o vestibular…

E o Brasil vai ficando com um Déficit de cabeça pensantes. Temos que dar uma virada e parar de ser o país do futebol, vôlei, samba, … Podemos ser isso tudo, e, mais ! Teremos que ser o país das Ciências também.

Eu aposto nisso. E você ?

“Não me convidaram pra essa festa pobre…”

Brasil

Composição: Cazuza / Nilo Roméro / George Israel

Não me convidaram
Pra esta festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer…

Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta
Estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito
É uma navalha…

Brasil!
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim…


Perdemos a Copa, fomos eliminados …

É hora de pensar: Valeu a pena perder dias , horas de aulas para ficar olhando e torcendo por essa seleção?

Já digo para vocês que não. Temos que parar de achar que é normal ( da norma) parar o país inteiro para assistir a Copa? É de 4 em 4 anos, podemos falar para justificar o absurdo. Mas o que se perdeu, não volta mais. Temos que parar de nos chamar de “pátria de chuteiras”. O Brasil pode ser a pátria de chuteiras, de caderno, de lápis, de livros, de tubos de ensaios, de artes, de dança… É essa a nossa cara!

Recuso-me, terminantemente, a ser patriota de 4 em 4 anos. Na Copa vestimos amarelo, nos enrolamos na bandeira, cantamos – mal e porcamente- o hino nacional. ..E depois ? Vem ai as eleições, sejamos patriotas tal qual na copa.

Vamos mostrar a nossa Cara ! Verdadeira cara! Quem topa ?

Aprovação Automática

O Senado é um espelho !

O que há em comum entre o Senado e a Escola Pública ? Em um primeiro momento podemos achar essa pergunta, vagamente, estranha e fora de propósito. Mas hoje, depois de um manhã estafante de reunião, chego a uma conclusão: o que é comum ? A impunidade. Já me explico !

Continue…

Mais uma do nosso Prefeito !

Parece piada ? Mas não é não ! Antes fosse ! Leia e me conte depois o que achou !

Mérito Escolar : Suborno ? É só clicar !

E lembre -se da música do Luiz Gonzaga : “Mas doutô uma esmola a um homem qui é são
Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão” ( Vozes da Seca)

Para Professores – Quem te viu, Quem te Vê .

A novela da Aprovação Automátca no município do Rio de Janeiro continua ! Quer saber mais leia e comente o Post : Quem te viu, Quem te vê !

É só clicar e ler ! Conto com a sua participação e, quem sabe, indignação !

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