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STEM- Por que devemos adotar?

Stem é um termo, em inglês, usado para designar o campo do conhecimento composto por ciências, tecnologia, engenharia e matemática (science, technology, engineering, and mathematics). O acrônimo é utilizado, principalmente, para caracterização de currículos de instituições de ensino ou como forma de dar ênfase às áreas de conhecimento de determinada política pública de educação.

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Os países que alcançaram excelência no ensino de Ciências e Matemática usaram, em sua maioria esse método de ensino. Experimentar, pensar em projetos, em resolução de problemas, errar e acertar… basicamente é isso. Nossa tradição em ensino de Ciências no Brasil é dar aulas, falar, falar e falar. Os alunos escutam e tomam notas, depois são testados. Isso não é aprender Ciências.

Um método que ajude ao aluno a testar um conceito e aprender; é ensinar Ciências. E a gente ( Professores) temos medo de deixar que as crianças errem, errar é feio, mas errar é fazer Ciências.

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Preparando crianças para empregos do futuro

Nunca é cedo demais para crianças de todas as idades começarem a se preparar para uma carreira profissional, especialmente aquelas que estão interessadas ​​em tecnologia. O mundo em que vivemos hoje continua dependendo cada vez mais de habilidades digitais e as ofertas de trabalho em programação estão em alta demanda. Agora que as carreiras do STEM são um grande foco no mercado, aprender habilidades tecnológicas é essencial para qualquer caminho de carreira bem sucedida. Por isso, listamos os principais motivos de como o ensino de STEM ajuda na futura profissão de seu aluno:

  • Resolução de problemas. É essencial aprender a resolver problemas, pois essa habilidade é um benefício para qualquer profissão. Resolver problemas geralmente inclui muitos testes e erros, permitindo reflexão e análise quando surgem complicações. Quando aprendemos a lidar com a tecnologia, adquirimos a capacidade de entender a importância do sequenciamento, organizando problemas em etapas menores e mais gerenciáveis.
  • Comunicação. Quando as crianças aprendem habilidades tecnológicas, elas mudam positivamente a maneira como são capazes de se comunicar uns com os outros. Com a criação de jogos e aplicativos, desenvolvem-se tanto habilidades técnicas como criativas. Para fazer isso com sucesso, elas são estimuladas a se comunicar com os outros. Quando as crianças estão criando e construindo, suas mentes estão sempre procurando as novas ideias.
  • Desenvolve habilidades essenciais para o futuro. Permite que compreendam melhor uma variedade de assuntos, o que significa que elas poderão se relacionar melhor com o mundo exterior. Oferece aos alunos uma vantagem competitiva porque ajuda na alfabetização de competências essenciais, tais como pensamento crítico, colaboração, liderança, adaptabilidade, empreendedorismo, escrita eficaz, acesso e análise de informações, criatividade, trabalho em equipe, entre muitas outras. Estas competências serão fundamentais para o futuro das crianças.
  • Prepara o caminho para carreiras em demanda. Milhões de trabalhos relacionados às áreas de STEM estarão disponíveis nos próximos anos, com possibilidades ilimitadas que podem literalmente mudar vidas para melhor, e seu aluno pode encontrar soluções para problemas importantes do mundo real.
  • É a alfabetização básica na era digital. As crianças estão crescendo em um mundo muito diferente do que os de seus pais. Uma coisa é saber como usar essas tecnologias, outra, no entanto, é entender a lógica por trás delas. É necessário que compreendam e manipulem o mundo digital que habitam. Os estudantes de hoje devem poder não apenas consumir passivamente tecnologia, mas também compreendê-la e controlá-la, tornando-se parte ativa desta grande mudança digital.

Uma sugestão de onde começar:

A Microsoft disponibilizou planos de aula para serem usados e adaptados com essa metodologia. Entrem no link da imagem abaixo e veja alguns:

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Uma Palestra para Pensar, Professor!

Esse é um vídeo que mexe com muitas ideias que temos.

Veja a comparação que o palestrante Mario Sérgio Cortella faz: educação e cozinhar. Não importa o tipo de fogão que a pessoa usa para fazer a comida, o que importa é que ela saiba fazer a comida. E é claro que a tecnologia muda o jeito que a gente monta a aula: uma aula expositiva é diferente de uma aula com várias tarefas em grupos diferentes.

E a pergunta que não quer calar: o que se quer com o cozido? Quais são seus objetivos com aquela aula?

Cortei a palestra, pois ela é longa. Vale a pena assisti-la por inteiro, mas vamos começar por essa parte?

Para ver a versão completa, clique aqui: Palestra do Professor Mario Cortella

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Ensino Híbrido

O ensino híbrido ou blended learning é uma mescla entre o ensino presencial e o virtual. Hora o menino está aprendendo em sala com o Professor e seus colegas e hora está aprendendo no mundo virtual. E se engana quem pensa que isso é só para quem está querendo “correr atrás do prejuízo” porque não aprendeu na “idade correta”. Esse tipo de ensino está acontecendo em salas de aulas comuns ( ou nada comuns?) onde um Professor conseguiu romper as ideias do ensino tradicional e inovou.

Uma matéria no site PORVIR nos mostra a ideia deste Ensino Híbrido:

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(…)  Um dos especialistas internacionais que tem ajudado na disseminação dessas práticas e na análise de como o fenômeno tem se manifestado em diferentes redes de ensino é Michael Horn, que em 2008 escreveu com seu professor em Harvard, o renomado Clayton Christensen, o livro Disrupting Class: How Disruptive Innovation Will Change the Way the World Learns (Classe disruptiva: como a inovação disruptiva vai mudar a forma como o mundo aprende, em livre tradução), no qual abordava o nascimento de uma nova forma de fazer educação. Horn tornou-se cofundador do Innosight Institute, que em 2013 passou a se chamar Clayton Christensen Institute.

Em entrevista ao Porvir, o norte-americano, que tinha experiência na área pública e na de negócios antes de enveredar pela educação, diz considerar que o ensino híbrido é a única forma de se promover a transformação em redes de ensino. Dissse ainda que essa abordagem é capaz de oferecer ao aluno tanto o conhecimento quanto a oportunidade de desenvolver as habilidades de que vai precisar para ser bem sucedido na vida. “O ensino híbrido abre espaço para trabalhos em equipe, pensamento crítico como nunca antes”, afirmou. Para Horn, o ensino híbrido tem também trazido à tona discussões sobre avaliação e organização dos alunos por idade e série.

Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista.

O que você chama de inovação disruptiva em educação?

A palavra “disruptivo” tem sido tão usada que seu significado real tem se perdido. A disrupção é algo muito específico. Significa que uma inovação transformou algo que era caro, complicado, centralizado e inacessível, que só servia a um número limitado de pessoas, em algo com um preço muito mais acessível, conveniente e simples, que pode servir a muito mais gente. As inovações disruptivas em educação são sempre muito primitivas em seu início. Elas não começam como rupturas muito fortes. Elas vão melhorando e se aprofundando com o passar dos anos.

Existem muitas diferenças entre o que se chamava de disruptivo em 2007, no início do Innosight Institute, e agora?

Não. A disrupção sempre terá a ver com o ensino híbrido. Na educação básica, pelo menos. Na superior é diferente. No livro Disrupting Class ainda não usávamos o termo ensino híbrido, mas três ou quatro outros nomes. Agora o vocabulário amadureceu e é mais fácil falar de ensino híbrido.

Por que você acredita tanto em blended leaning?

Nosso sistema educacional, não apenas nos EUA, não foi construído para otimizar o aprendizado para cada aluno. Foi construído como uma indústria para atender a um grande número de alunos. Funcionou bem numa economia industrial, mas [não] na economia do conhecimento, quando se questiona por que o modelo não serve a muitos alunos. O sistema [educacional] está fazendo exatamente o que ele foi programado para fazer. O que temos visto consistentemente é que a inovação disruptiva é o único jeito confiável de se transformar o sistema. A coisa mais legal do ensino híbrido é que você pode personalizar o ensino para diferentes necessidades dos alunos.

Que bons exemplos práticos você já tem visto acontecer, especialmente em grandes redes?

Temos visto distritos do país inteiro se engajarem mais profundamente com o ensino híbrido. A cidade de Nova York, Houston, Miami Dade… São grandes distritos que estão fazendo dessa metodologia o centro de sua estratégia de transformação. Em uma escala menor, temos outros, como o Quakertown Public Schools in Pennsylvania. Temos também a Florida Virtual School, que é um distrito de escolas públicas que está servindo centenas de milhares de estudantes não só na Flórida, mas no mundo. Existem alguns sinais de esperança.

Já dá para ver como o ensino híbrido tem mudado a vida das pessoas individualmente?

Conheci algumas boas histórias. Estava em uma escola de ensino médio que adota o ensino híbrido em Utah. Eles tinham lá uma jovem que era totalmente desestimulada. Ela me disse: “Pela primeira vez, o professor está me ensinando individualmente, não para a turma inteira. De repente, estou aprendendo o que eu preciso. Percebi que sou alguém que importa e que pode ter sucesso”. E agora ela, que não tinha muita esperança na vida, falava pela primeira vez em ir para a universidade. Outro grupo muito beneficiado com o ensino híbrido é o de alunos com necessidades especiais. Cada aluno tem um plano individual de aprendizagem, então eles não se sentem diferentes, eles se sentem mais pertencentes ao grupo.

É uma questão de aumentar a autoestima e a noção de identidade, certo?

[Disrupção é] uma inovação transformou algo que era caro, complicado, centralizado e inacessível, que só servia a um número limitado de pessoas, em algo com um preço muito mais acessível, conveniente e simples, que pode servir a muito mais gente

Identidade é grande parte disso. Faz diferença dizer a todos que eles importam, que vamos buscá-los onde estiverem e que vamos ajudá-los a serem bem sucedidos. Tenho uma história daSummit. A Diane [Tavenner] fala sobre um aluno que tinham que ido mal em toda a sua vida acadêmica. No modelo que adotaram na escola, os alunos precisam dominar os conteúdos para avançar [os alunos têm acesso primeiro ao conteúdo por um programa de computador]. No primeiro dia de aula, esse aluno ficou apenas sentado, não fez nada [no programa]. No segundo dia, nada. No terceiro, ele levantou a mão e disse: “professora, acho que não estou evoluindo”. Ela perguntou por quê. “Na escola anterior, eu ia para a aula e o professor falava as coisas. Eu não entendia o que ele dizia, mas todo dia era uma coisa nova. Então eu evoluía. Agora, nada está mudando e ainda estou parado no mesmo lugar”, ele disse. “É porque agora você tem que fazer alguma coisa”, respondeu a professora. Esse sentimento de que o aluno precisa dominar, ser persistente, que ele é o dono daquilo é o que acontece num ambiente de aprendizagem.

E isso tem a ver com as competências para o século 21?

No século 21, você tem que ser capaz de aprender a vida inteira, de encontrar materiais de diferentes fontes. Os empregos estão mudando tão rapidamente, é preciso aprender a aprender. O ensino híbrido bem-feito – e não são todos os modelos que fazem – diz: “você é o dono do seu próprio aprendizado”. O ensino híbrido abre espaço para trabalhos em equipe de forma como nunca antes havia sido possível, abre espaço para o pensamento crítico. As pessoas passam a dominar os assuntos a partir de aulas virtuais e aprofundam esse conhecimento com seus professores com perguntas importantes.


Para ler mais, clique aqui: Ensino Híbrido

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