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Formação de Professores

Estou sumida, porque tenho feito muitas formações para Professores. Isso me dá muito trabalho, mas eu estou muito satisfeita com os resultados.

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Fui para Pelotas para uma formação de Professores sobre o uso da Educopedia ( plataforma da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro com aulas ). Esta formação já tem dado frutos, os Professores de Pelotas têm usado de diferentes maneiras a Plataforma.

Tenho dado outras formações para Professores da Rede Municipal Carioca e sempre falo que o Município me deu régua e compasso. Com todos os questionamentos que faço na rede, ela tem me dado condições para crescer na carreira.

E é nesse ponto, que quero tecer alguns pensamentos soltos:

1-  Há uma distância enorme entre o que se ensina nas Universidades e o que acontece em sala de aula. Estou aqui, sem medo, generalizando mesmo: em qualquer Universidade e em qualquer sala de aula. Os Professores recém saídos dos bancos universitários têm um arsenal de conhecimentos, estão ávidos por fazer direito, porém não estão preparados para a realidade de uma sala de aula.

A academia deve pensar no Profissional que está entregando. Não adianta somente ler Paulo Freire ( saber citar) sem entender que a sala de aula é um universo diverso, dinâmico, imperfeito e desafiador. Parece que existe na cabeça dessa rapaziada uma turma ideal com um aluno ideal.

2-  Outro ponto é a ideia de que cada componente disciplinar vai formar um especialista. O Professor de Ciências acha que vai formar um Biólogo no final do 9o ano. A gente forma alunos com conhecimentos fundamentais de Ciências, já é bem desafiador. Claro, que nossa intenção é formar alunos apaixonados por Ciências, mas Ciências do Ensino Fundamental.

3-  O terceiro ponto é que estou encantada com a capacidade destes meninos que estão entrando nessa Profissão ! Estão cheios de vontade de fazer diferente, de inovar e colocar a mão na massa. Como sempre, me identifico com os jovens rebeldes, os que não se aquietam e que acham que podem mudar o mundo.

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Tipos de Reprodução

Uma forma de estudar e de tirar as dúvidas.

Veja aqui:

Mapa mental para relacionar conceitos de tipos de Reprodução de seres vivos.

Clique na imagem abaixo:

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Exercícios on-line para ver o que aprendeu.

Clique na imagem abaixo:

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Deixe a sua dúvida aqui mesmo. Bons estudos!

Inhame e Dengue

Muito cuidado com o que saí na Internet. Nem tudo é verdade!

Existem “verdades”que se disseminam na rede, que são altamente perigosas. Envoltas em uma aura de pesquisas científicas, viralizam e as pessoas acreditam. Então, preste atenção nisso.

“Tome suco de Inhame, que vai eliminar uma toxina em seu corpo, mudar seu cheiro e a fêmea do Aedes aegypti não vai picar a pessoa”.

Que máximo, né? Simples. Faz um suco, até a Ana Maria Braga ensina, toma e pronto. E se não fizer efeito? Não faz mal, é natural. Senso comum.. Só que…

As substâncias,  que estão Inhame para “assustar”  o mosquito, precisam ser consumidas em grandes quantidades para que a eliminação chegue a confundir o mosquito. Inhame em grande quantidade não faz tão bem ao organismo.

O mau dessas estratégias é que a pessoa descuida dos criadouros de mosquito. Achando que estão imunes, enchem a cara de Inhame e … Criam o mosquito. Cuidado.

“O Inhame possui uma propriedade que aumenta o sistema imunológico e “corta” os sintomas da dengue.”

Novamente, nada comprova esse dado. Realmente, o Inhame é um alimento importante e aumenta o sistema imunológico assim como a laranja, a acerola, o mel… Mas não torna seu sistema imunológico esperto o bastante para eliminar o vírus da dengue ou qualquer um.

Volto a pontuar…Nem tudo que é natural, é inócuo. O Inhame tem ácido oxálico, que pode causar coceira se muito ingerido.

Portanto…

Cuidado! Não há mágica.

Evite deixar água parada, ou melhor não deixe água parada.

Se começar a ter os sintomas da Dengue ou de outras doenças, procure um médico. É importante para o poder público saber onde e a quantidade de pessoas com essas doenças para tomar as providências devidas. ( Não entrarei do mérito da eficácia ou não do poder público). Não procure milagres!

Por fim, copio aqui o parecer de um especialista sobre o assunto:

A população leiga precisa entender que o inhame e nenhum outro alimento tem o poder curativo da dengue e de fato não existe nenhum princípio ativo, nenhuma medicação que possa curar a dengue.

(Marcos Vinícius Siqueira – médico infectologista)

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Mais informações..

Para evitar a dengue pode usar e abusar do repelente.Calma, não vai exagerar no repelente! Ele serve sim, pois como modifica o cheiro da nossa pele, confunde a fêmea e a afasta. O mesmo acontece com o uso de perfumes e outros cremes. Mas atenção: a utilização em excesso de tais produtos pode causar reações alérgicas. Não se deve passar no rosto de crianças e nem nas mãos de bebês, que podem levá-las à boca.

O mosquito não consegue atingir locais altos. Algumas pessoas que moram em andares altos de prédios acreditam estar longe do Aedes aegypti. Mas não estão. É mais incomum, porém já foram encontrados focos do mosquito em locais altos. Em um prédio, a proliferação de mosquitos deve ser motivo de preocupação para os moradores de todos os andares. Os mosquitos podem ser levados até dentro de elevadores. Em relação ao deslocamento do mosquito em áreas planas, já se sabe que ele pode voar até um quilômetro distante dos locais onde estão os seus ovos.

Aspirina e outros medicamentos similares devem ser cortados. A Aspirina®, assim como o AAS® e o Melhoral®, contém ácido acetil-salicílico, substância que “afina o sangue” e ajuda na circulação, o que pode facilitar hemorragias. São medicamentos que devem ser evitados. Entretanto, existem pessoas que normalmente usam estes ou outros remédios até mesmo naturais, como Ginkgo biloba, por exemplo, para prevenir varizes, infartos e formação de coágulos. Como nestas situações a medicação faz parte de um tratamento, verifique com seu médico a importância de manter a medicação nesta época de epidemia. E em caso de suspeita de dengue, é melhor suspender o medicamento e entrar imediatamente em contato com o médico.

Para saber mais, clique qui: In Vivo


 

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Dengue-combate

 

Qual é o novo assunto?

Preencha o formulário para escolher o novo assunto para o próximo artigo no Dicas.

Sabe aquela dúvida que não sai da sua cabeça? Ou aquele assunto que você não entendeu direito na aula? Ou aquilo que você ainda não entendeu para a tarefa de casa?

Vamos lá… Coragem… Coloque aqui.

Clique na imagem abaixo para preencher o formulário.

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Jogos para Aprender Ciências

Mais um pedido de Sugestão de Aula.

Estou realmente me divertindo e achando que se tem muito o que trocar. O pedido deste artigo vem de uma querida leitora Nilce Siqueira de Lima Damião. Ela fez o pedido com um tipo de aula muito legal: Jogos

Então… Vamos nós?

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A Criatividade realmente é uma habilidade que tem que ser trabalhada em Ciências. Sempre imaginamos essa criatividade sendo trabalhada em áreas como artes, línguas… Mas o Cientista é um cara criativo e vejo o Professor também.

O jogo que  proponho é um jogo conhecido por todos: Cara-a-Cara.

Lembra, como é? Coloca-se um monte de carinhas de pessoas e se tenta adivinhar a pessoa que seu amigo escolheu pelas características delas. O importante é que as respostas têm que ser sim ou não.

Agora, substitua as caras por animais ou seres vivos. Primeiro, antes do jogo organize as características que você quer trabalhar e sistematize os conceitos.

  • Pluricelular? Unicelular?
  • Heterotrófico? Autotrófico?
  • Tem pêlo? Escamas?
  • Vive no mar?

Depois desse trabalho e então vá para o jogo.

Geralmente, uso imagens disponíveis na internet. Preto em branco mesmo. E dou para os alunos ( para cada um) uma folha com vários seres vivos. Escolhidos por mim. Por quê? 

Porque escolho animais ou seres vivos variados. Mamíferos, peixes, invertebrados, amebas, plantas, cogumelos… Já tentei usar as imagens que os alunos trazem, mas daí temos que fazer uma pré seleção ( até porque a dupla que vai jogar tem que ter o mesmo conjunto de seres vivos) e entramos nas saias justas: usei mais imagens de fulano e nenhuma de sicrano. Para evitar isso, levo as imagens !

Peço para cada aluno pintar e observar as imagens. Depois lembro as regras do cara a cara. Cada aluno em dupla, um de frente do outro, fica com uma ficha de imagens e eles fazem uma barreira entre eles ( com livros) e cada um escolhe um ser vivo.

Depois começam as perguntas. 

  • É unicelular ? ( o colega só pode responder sim ou não)
    • Se sim , exclui -se os pluricelulares. Se não, exclui-se os unicelulares.
  • É heterotrófico?

Veja que vai aparecer dúvidas e ai entra sua estratégia:

  • Pode olhar no caderno / livro
  • Pode perguntar pra você.
  • Pode perguntar ao colega.

Em cada sala de aula, cada turma a estratégia é diferente. Cabe a você, combinar.

Criatividade

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E a criatividade?

Existe um Jogo que se chama Baralho Animal. Que tal fazer os alunos montarei essas cartas como se fosse um super trunfo? 

Combine as características e como será a pontuação.

Pluricelular mais bem pontuado / Autotrófico mais pontuado/ …

E cada um monta um grupo de cartas ( 10 para cada um) e depois eles jogam.

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Para montar o Cara – a – Cara …

Use esse link: Cara- a – Cara

Ou simplesmente use uma ficha como essa:

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Espero ter ajudado!

 

 

Rede Social como meio de Formar

Os limites são tênues. Quem está dentro da caixinha, pensando somente em um formato, vai se perder.

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O que vejo é que essa geração não usa mais as redes sociais somente para encontrar amigos, fazer novas amizades ou postar “bobagens”! Quem acha que só é isso está se limitando e perdendo uma oportunidade.

As Redes Sociais ( estou incluindo o WhatsApp) estão ai e devem ser usadas para formar. Já tive essa experiência e cada vez mais vejo essa experiência com maior valor.

Segundo a Professora Andréa Ramal:

“As redes sociais potencializam as atividades que se realizam em grupo, pois por meio delas os alunos podem se relacionar com outras pessoas. Pode haver produção coletiva de conhecimento, numa espécie de rede cooperativa de aprendizagem. Acredito que as redes sociais vão ajudar a fazer da sala de aula um ambiente mais interativo e dialógico, pois o modelo unidirecional da comunicação, no qual o professor fala e o aluno ouve, será substituído pelo modelo das redes em que todos os sujeitos têm vez e voz”.

Claro que temos que tomar alguns cuidados com o uso das redes sociais, principalmente quando falamos em alunos com menos de 18 anos. 

Um dos cuidados é estabelecer regras. No meu caso, estabeleci que não podíamos usar palavrões, que devíamos usar a língua escrita culta e que não poderíamos usar “internetês” (vc, pq, eh…)

Outro cuidado é que os alunos que não tinham rede social não poderiam ficar de fora. Assim, estabeleci momentos em sala onde trabalhávamos o que estava na rede.

Um dado que observei é que os alunos não estabeleciam limites e não ficavam somente nos post de sua turma/ ano. Como o grupo que formei no Face era formado por uma mistura de alunos de vários anos, eu postava informações para todos e todos podiam interagir. Postava a agenda deles, alguns desafios, algumas explicações e algumas piadas do Face. Nestas piadas, os alunos comentavam sobre o artigo, alguns deles tinham mais conteúdo para entender e outros menos.

E isso… tem um potencial enorme. O que quero mostrar é que neste caso, a rede social tira as fronteiras de turmas/ anos/ conteúdos e é isso que essa garotada quer.

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Com uma imagem dessas, que postei no grupo de meus alunos, quanto não foi trabalhado. Alunos do ensino médio e do fundamental interagindo , comentando e formando. O interesse era variado e o assunto era pura Ciência. E sem minha interferência, alunos do 7o ano entenderam genética… Não faz parte do currículo do 7o ano? E quem liga?

Uma das minhas funções agora é ajudar na Formação de Professores. E como a rede social ajuda. Coloco artigos e os Professores que me seguem interagem. Uso a rede a nosso favor e procuro mostrar as várias Faces dessas Redes.

Um dos cuidados que procuro mostrar é de onde os artigos veem, quais são as fontes e quanto tempo têm esses artigos.

Somos parte de uma rede que está ai, não podemos negar… Vamos interagir, compartilhar e formar.

 

Aula sobre Diversidade

Muito legal ver o interesse dos Professores de querer fazer diferente. No artigo, Sugestão de Aulas, tive muitas repostas. E para a minha supresa, a Maria escreveu como trabalha nas turmas de 6o e 7o anos ( acredito que seja mais para o 7o ano) o tem diversidade de seres vivos.

Vou compartilhar aqui um resumo e comentar.

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O que mais me chamou atenção é o protagonismo que essa Professora dá aos alunos. Ela não fica falando, falando e falando. Ela faz uma espécie de jogo e os meninos se envolvem com a aula. O importante aqui é ver que ela trabalha termos como revestimento, locomoção… junto com o jogo de adivinhação. Já fiz isso como um Cara – a – Cara ( lembra do Jogo ?) animal. Muito bacana mesmo.

Outro ponto importante são os objetivos. Repara que ela não lista um monte de objetivos. Quando usamos 1 ou 2 objetivos podemos ter tempo de trabalhar, ficamos menos ansiosos em chegar lá.

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Mas vamos a algumas ideias para somarmos as ideias da Maria.

Olhe para as habilidades que estão listadas no plano de aula. 

Entenda que as habilidades cognitivas são mecanismos do cérebro que estão relacionados com processos de aprendizagem e de memorização de informações. Por vezes, confundimos isso com os nosso objetivos. Os objetivos ajudam nas habilidades e um conjunto de habilidades formam uma competência.

Neste caso as habilidades e os objetivos se confundem. O que gosto é de traçar habilidades transversais, que serão trabalhadas em vários momentos ( junto com vários objetivos) no ano.  Atenção, novamente escolha uma ou duas ( acho que duas já é demais) para trabalharmos por aula ou aulas.

A habilidade que eu seleciono para esse tipo de aula é:

Relacionar diferentes seres vivos aos ambientes que habitam, considerando características adaptativas.

Bom… Você está pensando assim: Não dá para esgotar essa habilidade em uma aula. Por isso, ela é transversal. Não dá mesmo e ela tem que ser trabalhada em vários anos de escolaridade.

Então… vejamos aos objetivos?

Reconhecer a diversidade dos seres vivos temos que relacionar com o meio ambiente onde vive. Vamos aos exemplos?

Pergunte ao seu aluno porque um urso polar tem pelos e um camelo poucos pelos. Coloque esse ser vivo no meio e mostre que existe uma relação entre os dois. A diversidade só tem sentido se ligarmos ao meio.

Uma ideia é pedirmos para o aluno fazer desenhos do animal ou planta no ambiente onde está e trabalhar isso.

Respeitar os seres vivos.

O respeito aos seres vivo se dá quando conhecemos esse ser vivo. Não caia na besteira de dizer que um ser vivo é importante para o ser humano e que por isso ele deve ser preservado. Não é bem assim.

Mostre a diversidade, mostre filmes bacanas que ilustram a diversidade. Fale, debata e dê voz aos alunos.

E como a Maria bem fez… Dê protagonismo a eles. É isso que a meninada gosta e vamos combinar, fica mais legal mesmo.

Uma ideia de documentário que gosto de passar é o Life (BBC):

Você quer outras ideias? Preencha o nosso formulário:

Clique aqui na imagem!

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O que são Habilidades Socioemocionais?

Uma nova tendência?

No meu entender não tão nova. Acho que ficamos muito focados em Conteúdos pelos Conteúdos ( não que eu seja contra o Conteúdo), no passar no Vestibular, no Enem, no … Mas a gente tem que sair dessa caixinha ou dessas caixinhas e olhar além. Vamos entender o que são essas habilidades e repensar no nosso fazer.

Talvez tenhamos mais sucesso e batemos menos a cabeça. Vamos lá?

“As competências socioemocionais são habilidades que você pode aprender; são habilidades que você pode praticar; e são habilidades que você pode ensinar”

Porvir

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Agora é com você?

Como você acha que poderíamos trabalhar essas habilidades em sala de aula?

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Formação de Professores

Ando me arriscando nesse campo e gostando. Trocar ideias com meus pares e ter outro olhar… é muito legal.

Minha experiência como Professora de sala de aula e como Coordenadora de Ciências Naturais, me dá uma certa autoridade. No entanto, não é só isso que me chama atenção. Ser parte de um processo, de procurar diferentes caminhos, me dá um novo gás.

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Professor é uma profissão atropelada. Temos que nos atualizar constantemente, estamos vivendo no olho do furacão das mudanças, mas, por outro lado, temos que trabalhar em 2 ou 3 escolas diferentes para sobreviver. O tempo é curto. O que não podemos nunca fazer é fossilizar. E aí que está meu ponto polêmico.

Claro que não estou generalizando, mas alguns Professores ( novos, por vezes!) estão quadradinhos. “Sempre fiz assim! Sempre se aprendeu assim! Eu aprendi assim e não morri!” E assim, ficamos na mesma. Esperamos por resultados diferentes, fazendo o mesmo.

As salas lotadas, os alunos pouco interessados, as condições ruins… São o cenário. É o que temos. Não estou dizendo que temos que engolir esse sapo. Mas o que fazer enquanto o melhor dos mundos não acontece? Parar? Esperar que o Governo mude? Ou criar demandas? Fazer pequenas revoluções em sala de aula?

Sou Professora da Rede Municipal Carioca desde 1994. O cenário não é o ideal. Mas sempre procurei fazer o melhor! Se precisasse dar aulas no pátio, para ter mais espaço, ia para o pátio. Se a escola não tinha laboratório, levava a experiência para dentro de sala. Se não tinha internet, montava a aula em casa e dava aula o mais interativa possível. Para quê? Para ensinar! Simples assim.

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Depois, meu trabalho ia aparecendo e a direção da escola ( ou instâncias maiores) percebia as necessidades. Demanda criada e eu ia colocando as pessoas na área de desconforto. Veja bem, não fazia para isso, fazia para ensinar. Meu objetivo sempre é atingir o aluno. Se para isso tenho que encher a paciência dos outros… Vamos lá!

Não pense também que a Rede Particular lhe dá tudo. A maioria das escolas particulares é extremamente tradicional. Inovar é um jogo de paciência. Já fui demitida com essa justificativa: “Você inova demais. Talvez daqui a 10 anos, vamos te querer como Profissional!”

Bom… O que tenho visto nas formações e o que me incomoda muito é a sensação de falar para um grupo ( não quero generalizar) que me vê como a direção dessa escola: “Isso só poderá ser feito daqui a 10 anos!” Se esperarmos as condições ideais de pressão e temperatura, vamos combinar outra atividade? Vamos tomar um Chopp?

Se para ser um Professor que faça a diferença em sala de aula, temos que montar aulas em casa ou levar um material diferente para a sala; faremos. Não sei se você concorda, mas amo quando percebo que consegui chegar lá com os alunos. Ser Professor é uma escolha. E você, o que escolhe?

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Inspirem-se, Meninas!

Não sei se isso é novo ou se eu cresci em um ambiente mais aberto; mas nunca ouvi frases como: isso não é para meninas!

Cresci olhando plantas no mato, pegando frutas, observando bichos, coletando insetos… Tudo me maravilhava. Ficava na areia da praia olhando por horas os sarnambis ( moluscos bivalves) se enterrando na linha da maré. Seguia formigas para achar a entrada do formigueiro. Polinizava artificialmente flores até conseguir a cor desejada. E nenhum adulto falava para mim: isso não é coisa de menina?

Por que agora estamos vendo esse fenômeno? O que é coisa de menina? Por que uma menina não pode desenvolver um projeto de Ciências? Por que só os meninos podem se interessar por isso?

Meninas, vamos nos revoltar! Isso é coisa de menina sim!

Inspirem-se!!!

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