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Ciências com Sentido

Sarampo e Pólio, doenças facilmente evitáveis se a população se vacinar. Ambos os casos, o Brasil já tinha recebido o certificado de erradicação. Mas…

Estamos vivendo uma situação um tanto escandalosa. Famílias decidem não vacinar os filhos. Não por falta de vacina, mas porque acreditam na Pós -verdade.

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Pós -Verdade

Conjunto de circunstâncias ou contexto em que é atribuída grande importância, sobretudo social, política e jornalística, a notícias falsas ou a versões .verossímeis dos factos, com apelo às emoções e às crenças pessoais, em detrimento de .fatos apurados ou da verdade .objetiva

“pós-verdade”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/p%C3%B3s-verdade [consultado em 07-07-2018].Conjunto de circunstâncias ou contexto em que é atribuída grande importância, sobretudo social, política e jornalística, a notícias falsas ou a versões .verossímeis dos factos, com apelo às emoções e às crenças pessoais, em detrimento de .fatos apurados ou da verdade .objetiva
Ou seja: você acredita no sentimento, na emoção e não nos fatos. Um Movimento Antivacina ganhou força entre os ” naturebas” de plantão e está fazendo o estrago na população. Essa é uma pós verdade que, fora a política, temos que nos vacinar.

Movimento Antivacina

antivacina

O médico britânico Andrew Wakefield, em 1998, espantou a comunidade científica com um estudo publicado na prestigiadíssima revista científica The Lancet. Ele analisou 12 crianças portadoras de autismo, das quais oito manifestaram os primeiros sintomas da síndrome apenas duas semanas após tomarem a tríplice viral, que protege contra caxumba, sarampo e rubéola. Conforme Wakefield, o sistema imunológico delas entrou em “pane” após os estímulos “excessivos” da vacina ao sistema imunológico. Resultados: inflamação do intestino que levaria toxinas ao cérebro. Os resultados apareceram em jornais e tevês do mundo inteiro.

 

Wakefield, no entanto,  pouco a pouco começou a ser desmascarado. Uma série de investigações descobriu que algumas crianças voluntárias do estudo haviam sido indicadas por um escritório de advocacia que queria entrar com ações contra a indústria farmacêutica. Em 2010, a The Lancet retirou o estudo de seu site. No mesmo ano, o Conselho Britânico de Medicina cassou a licença de Wakefield e ele não pôde mais atender pacientes no Reino Unido.  

Mas o estrago havia sido feito. Nos Estados Unidos, por exemplo, o sarampo atingiu 189 pessoas em 2013, após estar erradicado há quase 15 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Para controlar o estrago, vários estados não permitem a matrícula de alunos sem a apresentação da carteira de vacinação completa.

Apesar de toda a tentativa de apagar a falsa pesquisa, tem gente que ainda se referenda a ela para não se vacinar e o pior, não vacinar seus filhos.

Com uma parte da população não vacinada, podemos ter a volta da doença ( no caso do Sarampo isso já está ocorrendo aqui no Brasil) e, com o tempo, criar uma cepa de vírus ultra resistentes, isso tomaria uma população inteira desavisada imunologicamente e estaríamos em maus lençóis.

sarampo

Risco para a População

Entenda que não vacinar seu filho não é uma escolha sua, é uma escolha para a população. 

Se um grupo de vírus encontra as condições ideais de reprodução, essas condições são o corpo de um ser humano não vacinado, ele pode mutar. Essa mutação silenciosa pode ser aquela que o organismo vacinado não está preparado para ” reconhecer”. Então, ocorre a epidemia ou uma pandemia. 

Olhe para esse fato como uma seleção natural dos vírus que se volta contra o nosso corpo. E olhe para a campanha de vacinação como a solução e não como um mal a ser controlado.

E a escola?

pós verdade

Na escola temos que preparar nossos alunos para essas pós verdades. Não existe o eu optei por não vacinar meu filho ou eu não acredito em vacinas ou a teoria da conspiração.

É neste momento que a ciência tem que fazer sentido.

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Sexo, Gênero e Orientação Sexual

Vou tocar em um ponto ou em vários pontos altamente delicado. Mas tenho a mania de colocar a mão nos temas polêmicos. Por causa da ideologia dos gêneros, tenho lido textos que fazem uma confusão enorme entre definições como sexo, gênero e orientação sexual. Isso torna qualquer debate insano, pouco construtivo ou colaborativo.

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Vamos tentar entender esses termos, para depois construirmos algo menos radical. Acho que qualquer visão radical, torna tudo mais nebulosa. O caminho do meio, neste caso, é o melhor.

Dito isso, vamos aos conceitos:

Sexo é o que somos biologicamente. O que nossos genes traçam no nosso corpo. É pura e simplesmente o que nos indica os órgãos reprodutores em nosso corpo: pênis, homem e vagina, mulher.

Gênero é uma construção da sociedade. É o que a sociedade diz sobre o que é próprio do comportamento do Homem e o da Mulher. Por exemplo, na nossa sociedade é impróprio para dois homens darem dois beijinhos ao se encontrarem. Já para as mulheres, esse tipo de comportamento é próprio.

Orientação sexual é a escolha de cada sexo  com quem irão se relacionar. Tem um grupo de pessoas que preferem namorar pessoas de outro sexo ( heterossexuais); outras, preferem namorar pessoas de seu próprio sexo ( homossexuais) e, por fim, têm pessoas que preferem ambos os sexos (bissexuais).

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Veja que não estou fazendo juízo de valor de nenhum desses conceitos e é ai que, talvez, tenhamos que pensar melhor. Quando vejo um homem mais atencioso, menos mal educado… tenho que pensar que ele “não gosta da fruta?”E se ele for homossexual? O que tem ?

Quando uma menina é pequena ( e portanto, eu acredito, não têm sua orientação sexual formada) gosta de brincar de carrinho… não quer dizer que ela vire uma “cabra macho”! Talvez, seja o caso da gente desconstruir estereótipos ( meninos gostam de azul e meninas de rosa) e construir uma sociedade mais gentil, menos preconceituosa, mais aberta ao diferente… Sem desrespeito ao que cada família acredita. E é ai que a família entra.

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A escola dá o acesso a diversidade e a família mostra valores, entre eles o respeito ao diferente. É uma linha tênue, delicada e facilmente podemos cair para tudo vale ou tudo é feio.

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