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Aula sobre Adaptações dos Seres Vivos

No Formulário de Sugestões de Aulas, recebi várias mensagens com o mesmo tipo de pedido: Sugestão para aula sobre Adaptações de Seres Vivos.

Essa aula dá um pouquinho de trabalho. Primeiro, porque a gente tem que estar firme em certos conceitos ou viramos lamarckistas, ou seja: podemos passar a ideia de que o organismo se adapta ao meio ambiente.

Lembrando: Segundo a seleção natural, o meio ambiente seleciona os seres vivos mais bem adaptados.

Segundo, porque é um conceito bem complicado mesmo, não dá para sair de uma aula sabendo tudo. Não espere isso de seu aluno para não se desesperar.

Habilidades:

Vamos pensar em um aluno do 7o ano. Uma habilidade que podemos trabalhar nessas aulas é:

Associar características adaptativas dos organismos com seu modo de vida ou com seus limites de distribuição em diferentes ambientes, em especial em ambientes brasileiros.

Essa habilidade também pode ser usada no Ensino Médio. Veja que é bem complexa. Mas acho que se o aluno de 7o ano acabar seu curso de Ciências com essa habilidade, muito do trabalho do Professor do Ensino Médio será facilitado.

Mas se a gente quiser trabalhar outra habilidade , além da primeira , no Ensino Médio:

Compreender o papel da evolução na produção de padrões, processos biológicos ou na organização taxonômica dos seres vivos.

Atenção:

Comece com uma conversa e explique claramente que o que estamos fazendo é Ciências. A religião é de cada um e temos que respeitar.

Coloque um tom de respeito, para não dar a impressão que você está desfazendo a religião de um ou de outro. Isso é muito importante.

Outra coisa, acho interessante correlacionar os conceitos de adaptação e seleção natural com o dia-a-dia do aluno. Explique a razão de não podermos tomar antibiótico a torto e a direito quando você falar de Seleção Natural, por exemplo.

Início..

Eu começo com uma aula expositiva mesmo. Faço um histórico de Lamarck e Darwin, pontuo a diferença entre as duas teorias, uso a Girafa como exemplo a toda hora…

Depois, uso alguns jogos. Veja abaixo:

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Esse jogo mostra como age a seleção natural.

bico a bico

Um jogo tipo Cara a Cara para mostrar a variedade de bicos e o tipo de alimentação.

Atenção: não pare no jogo. Abra o debate. Converse. Lembre-se de sistematizar.

Faça os alunos lembrarem das adaptações e da Seleção Natural. Use o jogo para tirar dúvidas e promover uma troca entre os alunos.

Slides para ajudar:

Texto e Guia de Estudo

Recurso para Sistematizar

Um resumo sobre Evolução para o Ensino Médio.

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Finalmente!

Use vários recursos.

Não deixe de avaliar cada passo.

Não ache que você está perdendo tempo nessa aula, ela é muito importante.

Por outro lado, não imagine esgotar tudo em uma aula ou em um ano de escolaridade. Não é possível.

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Evolução das Plantas – Aula Síntese

Essa aula foi um pedido antigo dos meus leitores.

Veja e participe com seus comentários.

No Issu, você pode baixar: Evolução das Plantas

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Sugestões de Animações

Dar aulas é sempre procurar novidades. E eu na busca de coisas novas para animar os alunos, encontrei duas animações ( desculpe-me a redundância ) bem interessantes.

É muito complicado mostrar para alunos a passagem de tempo. Tempo é um tanto complicado. Não dá para dimensionar 1 milhão de anos. Principalmente, se o menino viveu 12 anos.

Para ajudar, podemos usar animações. Vejam as duas.


 

Dá para trabalhar muita coisa na Árvore da Vida. Apresentar os Reinos em um olhar mais evolutivo. Além de apresentar as eras. Veja o tanto que podemos trabalhar nessa animação.

A outra a animação, Tempo Geológico, mostra de uma maneira bem didática como Darwin intuiu a datação dos fósseis. Olhe bem como podemos propor uma parceria com Matemática.

Para ver as animações clique nos links abaixo:

Árvore da Vida

Tempo Geológico

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Aula Síntese – Flores das Angiospermas

Uma aula síntese sobre as flores das angiosperma. Pode servir de resumo para o ensino fundamental ou uma introdução para o ensino médio.

Vamos lá?

Para baixar, clique aqui: Flores das Angiospermas.

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O Lego da Vida

Esbarrei com esse vídeo super interessante e muito esclarecedor sobre a evolução dos Vertebrados. Gabriel Marroig, professor do Instituto de Biociências da USP e Diego Melo, doutorando no mesmo instituto, dois “Pesquisadores [que] testam teoria da evolução para entender como surgem os módulos que constituem os vertebrados” 

Indiquei para o meu parceiro do Educa Tube, , que fez um artigo bem legal ( Teoria em Construção: O Lego da Vida). A rede do bem se conecta aqui para fazer uma rede educativa.

Vamos ao vídeo:

Infográfico – Especiação

Uma maneira muito eficaz de se estudar é utilizando Infográficos. Esse é um resumo e é claro que não está tudo ai.

Para entender um Infográfico, você tem que entender o conteúdo inteiro e depois ver o resumo que ele lhe dará. Vamos nós?

Especiação - resumo Para saber mais, veja esse vídeo:

 

Uma Galinha Gigante?

Olhe para o Tiranossauro rex e responda a pergunta: ele se parece ou não com uma galinha?

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Os paleontólogos fazem essa mesma pergunta a muito tempo. Desde o tempo de Charles Darwin, os naturalistas achavam que os Dinossauros tinham algum parentesco com as aves. Thomas Huxley, amigo de Darwin, pautou-se na semelhança do esqueleto de aves e dinossauros para, em 1870, sugerir a existência de um elo de parentesco entre eles. Foi necessário esperar 120 anos para comprovar a hipótese. 

Pesquisadores das universidades norte-americanas de Harvard e da Carolina do Norte, compararam fibras de colágeno de um osso de Tiranossauro T-Rex com 68 milhões de anos com animais atuais como a galinha e o jacaré. E adivinhe?

As fibras de colágeno do T. rex  têm sequência moleculares mais parecidas com as fibras das galinhas. E bem distante dos jacarés. Some a isso, a ideia defendida por muitos pesquisadores de que o terrível Tiranossauro era emplumado! Pronto …. temos uma galinha gigante!

t-rex e galinha

O fato de os Tiranossauros serem, a partir de agora, representados como galináceos hiperanabolizados os torna mais ou menos assustadores? A seleção natural equipou o Tyrannosaurus rex com um formidável par de mandíbulas, donas da mordida mais poderosa de qualquer animal terrestre, vivente ou extinto. Quem já teve a oportunidade de ver num museu o crânio de um deles pode imaginar o terror que sua bocarra, com dentes em formato de adaga, infligia sobre suas presas. As aves não são particularmente conhecidas por sua inteligência – especialmente as galinhas. A presença de tiranossauros no mundo de hoje seria como um galináceo gigante ciscando um terreiro. Caso avistasse um ser humano, poderia confundi-lo com uma minhoca? É reconfortante saber que o bicho está extinto há 65 milhões de anos.

 

Qual é a diferença entre Mimetismo e Aposematismo?

Essa foi a pergunta que ganhou na última enquete sobre “qual é a diferença…”

Ambos são adaptações dos seres vivos, uma forma de sobreviver ao ataque de predadores. São bem parecidos, mas não são o mesmo tipo de adaptação. Vamos aos conceitos:

Aposematismo é uma adaptação que certas espécies adquirem ao longo de sua evolução para a sua defesa. Através do aposematismo essas espécies revelam cores vivas e marcantes, como uma forma de advertir seus possíveis predadores de seu gosto impalatável ou dos venenos que possui. É um aviso do tipo: “Não se mete comigo ou vai se dar mal.” Veja, que o animal possui mesmo essas características: tem veneno, não possui gosto bom… É o tipo de aviso que sua mãe dá : “Olha se você colocar a mão na tomada, vai levar um choque.” E leva mesmo.

O mimetismo ocorre quando um organismo qualquer, denominado mímico, possui características físicas que o tornam parecido à outra espécie (o modelo), trazendo com esta semelhança, alguma vantagem para uma ou ambas as espécies.  É como a falsa cobra coral: ela tem jeito de cobra coral, tem quase as mesmas cores… Mas não é a cobra coral, nem tem veneno. Mas na dúvida, o predador se afasta. Brinco com meus alunos que eles mimetizam quando chutam algo, ou seja: não sabem e fingem que sabem.

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A diferença é que no Aposematismo , o animal possui mesmo aquelas características e avisa aos predadores que as possui. Já no Mimetismo, o animal, faz de conta que as possui. 

Vale também falar de outra estratégia, a Camuflagem. Na camuflagem os seres confundem-se, no aspecto ou na cor, com o ambiente em que vivem, o que dificulta sua visualização pelo predador ou pela presa. Impedindo, assim, que o predador o encontre. Além de ser uma ótima defesa, a camuflagem também ajuda o indivíduo a se aproximar de sua presa o suficiente para dar o ataque sem que este seja descoberto. Os exemplos no reino animal são muitos: o urso-polar, o leão, o bicho-pau, o bicho-folha e etc. 

Lagarto

Lagarto

 

Somos uma Tecno – Espécie?

Serei ousada hoje! E logo vou avisando: a ideia/ conceito não é minha (meu)! É do Professor Carlos Nepomuceno  ! 

Mas vamos à ideia central!

Para compreender as mudanças atuais, é preciso fazer uma revisão na relação ser humano-tecnologia, pois estamos vivendo mudanças radicais por causa de alterações em tecnologias estruturantes da espécie: as de como nos relacionamos entre nós, a saber, comunicação, informação, trocas, aprendizado.

Desde que o Homo sapiens sapiens ou melhor o Homo sp.  se tornou espécie, usa tecnologia: um osso, uma pedra, o fogo… Tecnologias que nos fizeram o que somos. Para ser Homo sp. temos que nos relacionar, comunicar e usar a tecnologia. Nosso cérebro nos permitiu isso, usar e modificar o meio para sobreviver. Nossas mãos livres e o polegar opositor manipulou ossos, pedras, madeira… para fazermos objetos que facilitavam a nossa vida, nos habilitando a viver em um meio ambiente hostil ! Nossa capacidade de comunicar passou de geração para geração cada habilidade apreendida. 

O cérebro plástico, capaz de fazer novas sinapses e aprender com nossas próprias práticas e com as práticas dos outros, foi o grande órgão que possibilitou esse sucesso. Nossa espécie se adapta rápido em qualquer ambiente. O ser humano tem que fazer tecnologia para se adaptar e sobreviver ao meio.

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Mas o que está acontecendo agora? Vivemos o era da tecnologia, mudanças rápidas, usos diversos da tecnologia. Uma criança de dois anos usa um smartphone como extensão de seu corpo. Meninos e meninas pequenos clicam, abrem e procuram aplicativos no tablet sem saber ler. Não precisam de treinamento ou ensinamento prévio. É só olhar em volta e você vai concordar comigo! 

Será que a espécie mudou? Será uma mutação como Lamarck diria: a força do meio mudando nossos genes? Como as girafas de dando esticar o pescoço, tiveram o órgão esticado? Será que estamos observando mutações em massa? 

Bom… sou Darwinista e não acredito nisso. O que vejo é que estamos mutando mesmo e essa geração nova definitivamente não é como a minha! Talvez, com o tempo vejamos isso em nosso cérebro, quem sabe, em nossos genes. O que acho que está acontecendo? ( Veja bem, é minha percepção!). 

Acho que sempre tivemos essa capacidade em nosso cérebro ou melhor uma parte da população tem essa capacidade de usar novas tecnologia digitais em permanente mudança. O que está acontecendo é que o meio é outro e essa geração nova está usando essa parte do cérebro para se adaptar a essa mudança. Bom, que parte do cérebro é essa ou se é uma parte só; não sei! Estou conjecturando. Os adultos ( como eu), que não cresceram com essa nova tecnologia digital nas mãos, têm que procurar dentro do cérebro essa parte, e, como não exercitou essas sinapses desde cedo, têm uma dificuldade enorme de usá-las ! Mas crianças novas fazem essa sinapse rapidamente, muito cedo e usam elas de diferentes maneiras. Conclusão: dê um tablet para um menino de 2 anos, mostre como acessar a Galinha Pintatinha e você verá a mágica. 

Somos sim uma Tecno espécie, mas estamos nos tornando um Homo sapiens tecno? Ou estamos trocando o software do mesmo hardware ?

Sem respostas no momento!!!

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O que é Seleção Natural?

Tem gente que ainda tem muita dúvida! E você pode ser uma!

Darwin e evolução

Não tem importância, não! Essa ideia de seleção natural é bem complicadinha mesmo, e, como acho que temos que ser diretos e retos vamos ver o que é seleção natural:


A Seleção natural é um dos mecanismos básicos da evolução, junto com a mutação, migração e deriva genética.

A grande ideia de Darwin e Wallace sobre a evolução por seleção natural é relativamente simples, porém frequentemente mal compreendida. Para descobrir como ela funciona, imagine uma população de besouros:

  1. Há variação nos traços.
    Por exemplo, alguns besouros são verdes e outros são marrons.
Variação da cor nestes besouros
  1. Há reprodução diferenciada.
    Como o meio ambiente não pode suportar crescimentos populacionais ilimitados, nem todos os indivíduos conseguem reproduzir usando todo seu potencial. Nesse exemplo, besouros verdes tendem a ser comidos por pássaros, logo, sobrevivem para reproduzir em menor frequência que os besouros marrons.
reprodução diferencial
  1. Há hereditariedade.
    Os besouros marrons sobreviventes têm besouros bebês marrons porque esse traço tem uma base genética.
A hereditariedade das características dos besouros que sobrevivem
  1. Resultado final:
    O traço mais vantajoso, a coloração marrom, que permite que os besouros tenham maior descendência, se torna mais comum na população. Se esse processo continuar, eventualmente todos os indivíduos da população serão marrons.
Eventualmente, o traço vantajoso domina

Veja o vídeo:

LIVRO-A-origem-das-especies-e-a-selecao-natural

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