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Aula Síntese- Lipídios

Uma aula síntese para o Ensino Médio.

Atenção: é uma revisão para estudar voltada para o ensino médio sobre lipídios.

Clique no esquema abaixo:

Lipidios

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Carboidratos

Mais uma forma de estudar para as provas.

Mapa mental-

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Quiz:

Our Questions

Our Questions

Mapa Mental – Seres vivos

Você já procurou estudar com um mapa mental?

Eu faço isso com os alunos. Primeiro, montamos juntos um e depois cada um monta o seu.

Mapa mental não é para aprender nada do zero, é para ajudar a organizar o monte de coisas que tenhamos que saber para fazer uma prova ou falar de algo.

Veja o exemplo abaixo. Clique na Imagem para que o Mapa fique dinâmico:

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Plano de Aula – Propriedades do Ar

Mais um pedido de Sugestão de Aula !

Dessa vez, escolhi a Talita. Professora com sete anos de experiência e que pediu uma aula sobre as Propriedades do Ar.

Vamos ao resumo do pedido da Talita:

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Considerações iniciais:

Dois pontos me chamaram a atenção no pedido da Talita: o tema em si e o tipo de aula.

O tema parece fácil. Falar do ar é uma das minhas aulas favoritas, mas é bem complicado. Primeiro que não podemos mostrar concretamente o ar, no máximo, podemos mostrar o que o ar é capaz de fazer. Mostramos a existência do ar indiretamente, ou seja: mostramos que o ar está aqui pelo que acontece quando ele age e não mostrando de fato essa mistura.

O tipo de aula me chama atenção. Vídeo-aula é um artifício bem interessante se você não tem como mostrar de fato, em sala, alguma prática ou algum material.

Mas se você está em sala de aula, por que não fazer alguns experimentos simples?

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Ar, um tema para experimentos.

É próprio das Ciências, o experimento. Vamos ver algumas habilidades que podemos trabalhar nessas aulas e usando alguns experimentos:

  • Observar acontecimentos, situações ou fenômenos
  • Explicar acontecimentos, situações ou fenômenos
  • Elaborar hipóteses sobre os acontecimentos, situações ou fenômenos observados

Você pode pensar assim: Não tenho laboratório e então não farei, por isso o vídeo seria interessante. Guarde um pouco o vídeo para depois, não estou descartando.

Mas nada substitui o experimento e esses podem ser demonstrados em sala de aula. O experimento é  muito rico pois a gente erra, errar é bom, errar faz parte… Os alunos se interessam e gostam muito. Sua aula vai dar samba.

Ideias de Experimento:

Escolha um experimento para começar. Mas não fale assim: Farei um experimento para provar…

Explique que eles verão um experimento e que depois a aula vai acontecer. Veja bem comece a aula pelo experimento, não pela teoria.

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Começando com a Experiência…

Veja o que os meninos têm para perguntar e comece por ai: Por que aconteceu aquilo? Por que a água subiu? Por que o submarino sobe ou desce?

E ai.. vem a aula. As explicações, os comentários e os registros. Não deixe de fazer os registros. Pode ser em grupo, no quadro, em um blocão… Mas explique a experiência ou vira um Show de Mágica.

Lembre-se que nesta aula você não está só trabalhando o tema ar e sim outras habilidades:

  • Observar
  • Explicar
  • Concluir

Observar não é fácil…

Temos que ajudar o nosso aluno a observar. Nessa idade, os meninos olham um monte de coisas mas não observam o que de fato é importante. Ajude!

Faça perguntas sempre que possível: “Será isso mesmo? Você tem certeza?”

Coloque dúvidas, pois assim a explicação fica mais sólida.

Vídeos…

Por fim, mostre os vídeos. Atente que o vídeo da “água que sobe”tem dois tipos de experiência e nem sempre é fácil ter água quente em sala, por isso é importante mostrar esse tipo de vídeo.

Comente os vídeos e sistematize.

Sistematizar…

Esse é o ponto que de modo muito chato volto. Se você não sistematizar de alguma maneira ( resumo, exercícios, textos..) aquilo tudo se evapora na cabeça do seu aluno.

Espero ter ajudado.


Se quiser mais ajuda…

Clique aqui:

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Sugestão de Aula – Origem da Vida

Hoje, escolhi o pedido da Adalgiza. Professora com 25 anos de sala de aula. Acho que começamos juntas, infelizmente não a conheço pessoalmente.

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Acho muito interessante isso: uma Professora com anos de experiência quer novas ideias, não se contenta com aquilo que já faz ou fez. Sabe aquele Professor que diz: eu tenho a experiência e pronto? Ela não é assim. Lindo isso.

Então vamos lá?

Um resuminho do pedido da Professora Adalgiza: adalgi1

Competência & Habilidade

Uma grande competência que podemos relacionar com esse tema é:

Compreender a ciência como atividade humana, histórica, associada a aspectos de ordem social, econômica, política e cultura

E a habilidade ligada à essa Competência:

Estabelecer relações entre transformações culturais e conhecimento científico e tecnológico.

Uma consideração…

Será que podemos identificar a “Origem da Vida”? Será que a Ciência já tem essa explicação?

Claro que não. São especulações com forte evidências, mas nada está concluído. Gosto de brincar com meus alunos, quando estou falando sobre isso, é que o que estou falando naquele momento poderá se transformar numa grande idiotice daqui a pouco. A Ciência é um prédio em construção, onde algumas coisas não estão prontas ainda e o pior, aquilo que estamos pensando que é uma janela, poderá ser uma porta.

Então, cuidado com o objetivo! Se meu objetivo é que o aluno identifique a Origem da Vida… Para tudo! Nunca atingirei meu objetivo.

Mas meu objetivo poderá ser:

Reconhecer os diferentes tipos de teorias que explicam a Origem da Vida.

Para a aula…

Como a Adalgiza quer incentivar a pesquisa, vamos pegar por ai.

O perigo da pesquisa é o tal CRTL C e CRTL V. O aluno puxa da internet o assunto, copia e cola e te entrega. Ninguém aprende, ninguém ganha nada e a responsável pelo Blog aqui, ainda tem que ler nos comentário: meu Professor  não gostou do seu artigo, tirei zero.

Bom… para evitar isso, dou essa sugestão: peça o material para acabar a pesquisa em sala.

Para essa aula, eu divido a turma em grupos e peço para cada grupo ou cada 2 grupos pesquisar sobre uma hipótese da origem da vida:

  • Autotrófica
  • Heterotrófica
  • Abiogênese
  • Panspermia

Origem da Vida

A grande dificuldade aqui dos alunos é o tempo. É perceber uma Terra diferente, em um tempo diferente. Fique atento nessa dificuldade. Isso é da idade, não é um defeito.

Com o material…

Faça os grupos estudarem o seu tema e perceberem o que é a favor da teoria e contra.

Ajude a turma a montar os argumentos. Deixe claro que todos do grupo têm que saber tudo.

Remonte os grupos, permitindo que cada grupo novo tenha ao menos um elemento de cada tema. ( Isso pode ser em outra aula).

Cada aluno pode fazer uma fichinha de anotações para levar para o outro grupo. Faça os meninos conversarem e explicarem para o resto do grupo a sua hipótese. Vai ser uma confusão em sala, aviso!

Explique que cada aluno deve defender sua teoria, tentar convencer o restante que sua teoria vale.

Abra a discussão..

No grupão da turma, abra o debate.

Liste no quadro negro ( de giz) as teorias e converse os prós e contra de cada uma. Deixe a turma falar. Faça as anotações agora com a turma, sistematize.

Fale dos Experimentos de Pasteur.

Mostre e deixe claro que é assim que a Ciência funciona, uma teoria vai e outra vem. Essa é o melhor ganho para seus aluno. As hipóteses, eles encontram na Internet, mas pensar e questionar é com sua mediação, Professor!

Experimento de Miller

Por fim, mostre o Experimento de Miller. Cuidado para não assustar com a química. Diga só que no fim, ele observou os elementos mais simples para a construção da vida.

Simplifique um pouco para que os alunos entendam. CUIDADO!

Avaliando…

Perceba que sua avaliação de ser feita ( deve ser feita) em todo o processo.

Mas na avaliação formal, Prova e Teste, cuide para medir se os alunos têm argumentos prós e contra cada hipótese.


Quer mais sugestões? Fique aqui:

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Destino do Lixo -Tema de Aula

Um pedido muito interessante da Priscila: Lixo.

Aqui está um resuminho do pedido feito por ela no post Sugestões de Aula.

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Pode parecer um pouco pernóstico, mas esses temas de Meio Ambiente pode se tornar altamente pouco sustentável. Pois no afã de querermos ensinar aos alunos que é importante preservar o meio ambiente podemos ou tornar o projeto lindo, mas pouco prático ou altamente poluente. Já explico isso!

Competência

Antes vamos traçar uma competência e que se torne um guia para todo o ano.

Compreender a natureza como um sistema dinâmico e o ser humano, em sociedade, como um de seus agentes de transformação.

Veja que essa é a ideia. Não será em uma aula que esgotaremos o assunto, nem em um projeto na escola ( nem que seja nela toda) ou uma simples coleta de lixo que fará realmente a diferença.

lixo

Processo

É o conjunto da obra que fará a diferença. Este é o tipo de tema que é uma construção, desde os pequenos que aprendem a jogar o lixo no lixo até os maiores que aprendem que o tipo de consumo gera mais ou menos lixo. Temos que ter isso sempre em mente antes de continuarmos. A formação de um cidadão é um processo lento e eterno.

E ai é que temos que ter pontos de atenção:

  • Cuidado ao falar de consumo.

Alunos com renda menor têm dificuldades de adquirir bens e ter algo não é feio. O feio é ter algo que não se necessita. Então fazer pouco dos meninos que querem o celular da última geração, talvez seja um tiro no pé. Claro que eles querem e claro que é lícito eles quererem . Mas a pergunta que tem que ser feita: é necessário mudar de celular todo ano?

  • Cuidado ao falar de alimentação.

Sabemos o quão a pecuária impacta o meio ambiente. Mas nada de radicalismos. Já trabalhei em uma comunidade bem carente. Muitas famílias só podiam comer carne no domingo. Falar que eles não podem comer carne, é terrível ali. Cuidado com o público alvo. Também não torne demoníaco o cara que come carne todos os dias. Esse é um hábito difícil de romper, que por vezes pouco depende da criança… Lembre-se: você está em um processo de formação.

  • Cuidado com projetos de reutilização.

Sabe aquele projeto muito bem intencionado com o Professor de Artes para fazer brinquedos com sucata? Isso é um problema! Primeiro que fica a ideia no aluno assim: Fiz um brinquedo de garrafa PET. Legal. Jogarei fora em uma semana.

Mais lixo.

Depois é que você pode estar estimulando o aluno a juntar mais lixo. Vou dar um exemplo: Em uma escola onde trabalhei, as Professoras de 1o até 5o anos montaram um projeto “Ecológico”. Uma das tarefas era montar tais brinquedos com sucata. Uma das turmas precisava juntar mais de 50 tampinhas de PET. Conclusão: tomaram refrigerante pra caramba, as famílias compraram literalmente a ideia. E a garrafa? Lixo

Tenha em mente

Lembra do que falei em tornar o projeto pouco sustentável? O último ponto de atenção mostra o quão estamos no limiar do que eu falo mas não faço.

Tenha em mente que o exemplo grita mais do que as palavras. Se você escreve em um cartaz: cuide da natureza. E não mostra que com atitudes simples isso de fato pode acontecer… Isso vai por água abaixo.

Projeto para a Escola

Não acredito que esse tema seja um tema de uma aula em Ciências. Isso tem que ser abraçado pela escola. Darei uma sugestão para a escola.E esse foi usado em uma escola onde trabalhei, em uma semana ( 5 dias), com turmas de 6o ano até ensino Médio.

No começo do Projeto usei vídeos pequenos para sensibilizar os alunos. Cada professor em cada disciplina usou um vídeo e conversamos com os alunos. Coloco alguns aqui:

No mesmo dia, era uma segunda, fornecemos para cada aluno uma sacola bem simples de pano relativamente pequena e combinamos. Tudo que vocês precisarem para a aula durante essa semana terá que caber nessa sacola.

Claro! Nessa semana, procuramos não exigir material muito pesado ou grande. Antes, na semana anterior, reunimos os responsáveis e explicamos o que aconteceria.

Você imagina o que foi. Adolescentes de classe média / alta, que levavam trocentas coisas, teriam que levar um pouquinho. Olha o desafio!

Nesta semana, debatemos o lixo que produzimos, a razão desta quantidade, como reduzir, como reutilizar… O que era realmente reciclar. Porque reciclar é o último dos recursos.

Ouvir é uma das ideias desse projeto. Os alunos têm opiniões formadas, já ouviram, leram sobre o assunto. Mas, muitas vezes, é superficial,não tem consistência. Sem consistência, não há como manter as ações.

Montamos um painel enorme durante a semana que separava assim os objetos do dia-a-dia: o que eu necessito, o que eu acho que necessito e o que não necessito. Os alunos iam escrevendo e colocando no painel. E por incrível que pareça , começou um troca troca. Coisas que eles necessitavam foram andando para o que eles não necessita. E o tema do recreio era o painel. 

No final, perguntamos: era necessária a mochila enorme com um monte de coisas?

Depois, deixamos que a meninada usasse a mochila. Mas observamos. Realmente, teve aluno que reduziu os badulaques da mochila. Outros não. Mas creio que deixamos uma sementinha ali.

Para adaptar nas aulas de Ciências

Talvez, a escola não compre essa ideia. Mas você pode mostrar um ou dois vídeos em sala.

Debater, ouvir o que os alunos acham. Fazer o painel em sala. 

Uma ideia que sempre coloco em prática é pedir para os alunos jogarem qualquer papel em um recipiente selecionado. Não jogue fora por uma semana. Mostre a quantidade de papel que eles jogam fora e como poderia reutilizar. 

Mas lembre-se do processo. Não será em uma aula, em um dia ou em uma semana que você tornará uma turma de 40 alunos em cidadãos sustentáveis.

Espero ter ajudado.

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Jogos para Aprender Ciências

Mais um pedido de Sugestão de Aula.

Estou realmente me divertindo e achando que se tem muito o que trocar. O pedido deste artigo vem de uma querida leitora Nilce Siqueira de Lima Damião. Ela fez o pedido com um tipo de aula muito legal: Jogos

Então… Vamos nós?

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A Criatividade realmente é uma habilidade que tem que ser trabalhada em Ciências. Sempre imaginamos essa criatividade sendo trabalhada em áreas como artes, línguas… Mas o Cientista é um cara criativo e vejo o Professor também.

O jogo que  proponho é um jogo conhecido por todos: Cara-a-Cara.

Lembra, como é? Coloca-se um monte de carinhas de pessoas e se tenta adivinhar a pessoa que seu amigo escolheu pelas características delas. O importante é que as respostas têm que ser sim ou não.

Agora, substitua as caras por animais ou seres vivos. Primeiro, antes do jogo organize as características que você quer trabalhar e sistematize os conceitos.

  • Pluricelular? Unicelular?
  • Heterotrófico? Autotrófico?
  • Tem pêlo? Escamas?
  • Vive no mar?

Depois desse trabalho e então vá para o jogo.

Geralmente, uso imagens disponíveis na internet. Preto em branco mesmo. E dou para os alunos ( para cada um) uma folha com vários seres vivos. Escolhidos por mim. Por quê? 

Porque escolho animais ou seres vivos variados. Mamíferos, peixes, invertebrados, amebas, plantas, cogumelos… Já tentei usar as imagens que os alunos trazem, mas daí temos que fazer uma pré seleção ( até porque a dupla que vai jogar tem que ter o mesmo conjunto de seres vivos) e entramos nas saias justas: usei mais imagens de fulano e nenhuma de sicrano. Para evitar isso, levo as imagens !

Peço para cada aluno pintar e observar as imagens. Depois lembro as regras do cara a cara. Cada aluno em dupla, um de frente do outro, fica com uma ficha de imagens e eles fazem uma barreira entre eles ( com livros) e cada um escolhe um ser vivo.

Depois começam as perguntas. 

  • É unicelular ? ( o colega só pode responder sim ou não)
    • Se sim , exclui -se os pluricelulares. Se não, exclui-se os unicelulares.
  • É heterotrófico?

Veja que vai aparecer dúvidas e ai entra sua estratégia:

  • Pode olhar no caderno / livro
  • Pode perguntar pra você.
  • Pode perguntar ao colega.

Em cada sala de aula, cada turma a estratégia é diferente. Cabe a você, combinar.

Criatividade

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E a criatividade?

Existe um Jogo que se chama Baralho Animal. Que tal fazer os alunos montarei essas cartas como se fosse um super trunfo? 

Combine as características e como será a pontuação.

Pluricelular mais bem pontuado / Autotrófico mais pontuado/ …

E cada um monta um grupo de cartas ( 10 para cada um) e depois eles jogam.

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Para montar o Cara – a – Cara …

Use esse link: Cara- a – Cara

Ou simplesmente use uma ficha como essa:

cara a cara

Espero ter ajudado!

 

 

Sugestão de Plano de Aula- Reprodução Humana

Tem muita gente participando da pesquisa de sugestão de Plano de Aula. Isso realmente é maravilhoso e me põe para pensar muito.

O plano de hoje vem da Raquel. Ela é “acadêmica em licenciatura em ciências biológicas” e portanto está começando. Seja bem-vinda, Raquel. Ame essa profissão.

Vou colocar aqui um resumo do que ela pediu no formulário.

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Vamos lá?

Reprodução Humana realmente é um assunto delicado. Por um lado, os alunos têm um enorme interesse, no entanto ainda é um tabu. E temos um novo ingrediente: os nossos alunos agora acham que sabem tudo. Sabem muito mas não sabem tudo.

E a gente tem que ser como o grilo falante do Pinóquio, a voz da consciência. Sem falsos moralismos ou hipocrisias: hoje em dia tudo pode, tudo vale e tudo é permitido. Será?

Habilidades

Vejo as habilidades como um conjunto de saberes e posturas que levarão o aluno a certas competências. Por isso, volto a falar, têm que ser poucas ou perderemos o foco.

No caso do 8o ano, temos que nos perguntar: O que queremos ao tratar um assunto como reprodução? Formar médicos? Biólogos? Transformar alunos em senhores do total conhecimento de medicina? Ou ajudar a transformar alunos em jovens que se respeitam e respeitam o outro?

Se você concorda comigo na última pergunta continue lendo. Se você acha que vai formar médicos ou biólogos, desista desse artigo agora ( não perca seu tempo!!).

Então, as habilidades listadas pela Raquel não são habilidades e sim objetivos para o bimestre.

Para ajudar, vamos pensar em uma Competência ampla para ser trabalhada durante o ano letivo nas turmas do 8o ano do Ensino Fundamental:

 Compreender o próprio corpo e a sexualidade como elementos de realização humana, valorizando e desenvolvendo a formação de hábitos de autocuidado, de autoestima e de respeito ao outro.

Duas habilidades que podemos atingir nas aulas de Reprodução Humana são: ( Durante o Bimestre)

Valorizar o cuidado com o próprio corpo, com atenção para o desenvolvimento da sexualidade

Criticar as posturas que levam ao desrespeito consigo e com o outro.

Objetivos

Por que saber caracterizar os órgãos do sistema reprodutor é importante?

Para mim, é importante para que o aluno saiba tomar as decisões de maneira consciente. Veja bem, estamos sendo bombardeados pelo que é “normal”. Uma normalidade não sadia envolta do “politicamente correto” que joga contra a gente. Temos que lutar ( como don Quixotes ) contra esses “todo mundo faz…”ou é da “idade”. Na minha opinião, há uma banalização do sexo.

Se os garotos e garotas conhecem o corpo, saberão que por exemplo, uma gravidez adolescente é delicada. O corpo ainda não está desenvolvido para isso. Saberão também que um aborto é sério, não é como fazer xixi ( perdão). Ou entenderão que gravidez não dá em árvore e que é preciso um homem e uma mulher para isso.

Tudo isso coloca em xeque os modismos de que pode se transar em qualquer idade, ou em qualquer lugar… Começar a se conhecer é se aceitar e se respeitar.

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Aula…

Uma sugestão… 

Eu sou ousada ( ou maluca). Tenho por hábito pedir no início das aulas de Reprodução Humana perguntas dos alunos. Peço para que escrevam em um pedaço de papel perguntas.

Mas antes converso com eles:

  • As perguntas e respostas ficarão aqui.
  • Não vou identificar o autor da pergunta ( embora goste que coloquem no papel quem fez a pergunta.)
  • Posso precisar de dar algumas informações antes das respostas. Invariavelmente, tenho que falar dos órgãos sexuais para responder.

Em cima das perguntas, monto meu plano de aula. E durante a aula nunca ( de maneira nenhuma) repito a pergunta palavra por palavra para não constranger ninguém.

As perguntas comuns são as que podem estar passando na cabeça de vocês.

  • Dói da primeira vez?
  • É verdade que se pode pegar AIDS sem preservativo?
  • Como uso a camisinha? Existe a feminina?
  • Menina que tem camisinha na bolsa é vadia?
  • AIDS mata?
  • Por que temos cólicas?
  • Podemos transar menstruadas?
  • O que é masturbação? Ficamos doentes fazendo?

Vejam que tudo isso envolve objetivos como os que a Raquel levantou, mas eu estou trazendo o blá blá blá do livro para perto dos meninos.

Sei que é o caminho mais difícil e sei que teremos muitas saias justas… Mas acreditem: funciona! Com esse método já zerei o número de meninas grávidas em uma escola municipal do Rio.

Vale dizer que as rodadas de perguntas têm que ser refeitas com o passar das aulas.

Espero ter ajudado…


 

Para pedir outro plano de aula acesse aqui:

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Novo Portifólio

Uma maneira nova de divulgar o Blog, com espaço para mandar e-mail e mandar as dúvidas.

Espero que gostem.

Para visitar, clique aqui:

Portifólio Dicas de Ciênciasblog2

Rede Social como meio de Formar

Os limites são tênues. Quem está dentro da caixinha, pensando somente em um formato, vai se perder.

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O que vejo é que essa geração não usa mais as redes sociais somente para encontrar amigos, fazer novas amizades ou postar “bobagens”! Quem acha que só é isso está se limitando e perdendo uma oportunidade.

As Redes Sociais ( estou incluindo o WhatsApp) estão ai e devem ser usadas para formar. Já tive essa experiência e cada vez mais vejo essa experiência com maior valor.

Segundo a Professora Andréa Ramal:

“As redes sociais potencializam as atividades que se realizam em grupo, pois por meio delas os alunos podem se relacionar com outras pessoas. Pode haver produção coletiva de conhecimento, numa espécie de rede cooperativa de aprendizagem. Acredito que as redes sociais vão ajudar a fazer da sala de aula um ambiente mais interativo e dialógico, pois o modelo unidirecional da comunicação, no qual o professor fala e o aluno ouve, será substituído pelo modelo das redes em que todos os sujeitos têm vez e voz”.

Claro que temos que tomar alguns cuidados com o uso das redes sociais, principalmente quando falamos em alunos com menos de 18 anos. 

Um dos cuidados é estabelecer regras. No meu caso, estabeleci que não podíamos usar palavrões, que devíamos usar a língua escrita culta e que não poderíamos usar “internetês” (vc, pq, eh…)

Outro cuidado é que os alunos que não tinham rede social não poderiam ficar de fora. Assim, estabeleci momentos em sala onde trabalhávamos o que estava na rede.

Um dado que observei é que os alunos não estabeleciam limites e não ficavam somente nos post de sua turma/ ano. Como o grupo que formei no Face era formado por uma mistura de alunos de vários anos, eu postava informações para todos e todos podiam interagir. Postava a agenda deles, alguns desafios, algumas explicações e algumas piadas do Face. Nestas piadas, os alunos comentavam sobre o artigo, alguns deles tinham mais conteúdo para entender e outros menos.

E isso… tem um potencial enorme. O que quero mostrar é que neste caso, a rede social tira as fronteiras de turmas/ anos/ conteúdos e é isso que essa garotada quer.

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Com uma imagem dessas, que postei no grupo de meus alunos, quanto não foi trabalhado. Alunos do ensino médio e do fundamental interagindo , comentando e formando. O interesse era variado e o assunto era pura Ciência. E sem minha interferência, alunos do 7o ano entenderam genética… Não faz parte do currículo do 7o ano? E quem liga?

Uma das minhas funções agora é ajudar na Formação de Professores. E como a rede social ajuda. Coloco artigos e os Professores que me seguem interagem. Uso a rede a nosso favor e procuro mostrar as várias Faces dessas Redes.

Um dos cuidados que procuro mostrar é de onde os artigos veem, quais são as fontes e quanto tempo têm esses artigos.

Somos parte de uma rede que está ai, não podemos negar… Vamos interagir, compartilhar e formar.

 

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