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Seja um Fracassado

Meu leitor Haroldo enviou esse vídeo. Qual uma aula, onde a gente pensa em atingir um objetivo e vai para outro, esse blog é assim.

Adorei a palestra do Professor Gustavo: Inovar em educação é ensinar! Talvez, seja isso que falte.

E é engraçado, a trajetória acadêmica dele quase parece com a minha. Em dado momento, eu larguei a pesquisa para ensinar para adolescentes. Muita gente me viu como fracassada.

Vai o vídeo!


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Qual é o mal de premiar o Mérito?

Quando há uma copa do mundo, quais são as seleções premiadas? Quando acontece uma competição de vôlei, quais são os times premiados? Parece óbvio que os que merecem prêmios são os melhores, ao menos os que melhor desempenharam aquele atributo naquele momento. Mas o mérito é dado aos melhores.

Parece um caminho lógico, não é ? Não é ! 

Quando falamos de mérito para Professores essa lógica é pervertida. Somos uma categoria que se auto protege, quase inexplicavelmente. Tudo pode, nada pode ou quase tudo é possível.

Para não vermos o rei nu, quebramos o termômetro e fazemos uma geleia geral. Todos nós, Professores, somos categorizados de coitados e mal remunerados. Somos mal formados ( todos nós) e por fazermos um trabalho mais ou menos, somos mal remunerados. Ou por sermos mal remunerados, não temos tempo de nos aperfeiçoar e por isso… mal remunerados.

E os bons Profissionais ? Conheço muitos. Mas onde estão? Na geleia geral! Todos estamos em um mesmo barco e não separamos quem é quem. Conheço pessoas que não deveriam estar dentro de uma sala de aula, nem para dar avisos para alunos e estão lecionando. Conheço Professores que deveriam estar na Universidades formando Professores. Mas não podemos premiar por mérito esse profissional.

Os sindicatos da vida fazem pouco e nomeiam de Meritocracia o sistema que dá o mérito ao bom Professor. E o uso da palavra Meritocracia é feito com desdém.  Vale dizer que Meritocracia é (do latim mereo, merecer, obter) é a forma de governo baseado no mérito. As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no merecimento, e há uma predominância de valores associados à educação e à competência. Mas isso não pode!

Por quê? Porque somos uma classe que deve ser unida. Não há diferenças entre um profissional e outro. Não há possibilidade de um ser melhor que outro. Nada disso! Somos todos iguais e não há forma de se medir essa diferença. O que rola é um cooperativismo perverso. Sei bem do que falo, pois conheço profissionais que são maravilhosos na Rede Particular e promovem copias de livros na Pública. A razão é que na Particular pode ser mandado embora e na Pública, ganha seu salário independente do que faça em sala, basta estar em sala!

Ai? Ai o IDEB cai ou não sobe com deveria! Enquanto não pudermos premiar quem merece,seremos isso: os bons profissionais não serão reconhecidos e não terão voz!

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Máquinas de Camisinhas no Colégio

A instalação de máquinas de camisinhas em colégios do Ensino Médio é uma proposta elaborada à 4 anos e que vem criando polêmica.

Como Professora de Ciências e também com vasta prática em aulas com adolescentes de Educação Sexual, permito-me a dar minha opinião:

A ideia é trazer e facilitar a prevenção, dando acesso ao preservativo, evitaremos as DSTs e gravidez indesejada. Mas sexo se resume a isso ?

Em um debate no Colégio don Quixote ( onde leciono) isso foi vastamente falado com os meninos. E criou e cria polêmica. Um dado assustador, se soma a isso: jovens entre 13 e 19 anos têm vida sexual ativa e não se previnem. A máquina seria um jeito fácil e pouco constrangedor de  conseguir o preservativo.

Mas sem a orientação da família e da escola , o preservativo seria usado ou ficaria na carteira ? A resposta é que a camisinha seria um troféu na carteira do jovem. Conheço muitos que sabem usar e não usam pois não estão convencidos da importância do  preservativo. A informação faltou neste caso.

E por que o constrangimento de ir à farmácia adquirir o preservativo? Será que se você não tem cara para comprar o preservativo, está preparado para o ato sexual? Tem uma enorme diferença entre saber usar a camisinha e ter ” cabeça ” para fazer sexo. Não é porque se tem acesso ao produto, que você tem que fazer sexo. Não podemos agir como pessoas inconseqüentes!!! Neste caso, falta orientação, que tem que ser dada pela família e pela escola.

E escola é local de se distribuir camisinha ? A orientação tem que ser dada na escola. Não se pode negar ao jovem esse tipo de informação. A escola não pode estar a parte deste processo de formar e informar. Se isso falhar, corremos o risco do jovem procurar esse tipo de orientação em outros locais. Mas acho que escola não é local de distribuição de camisinha. Podemos estar banalizando o ato, podemos estar influindo de modo errado essa galera, podemos estar atirando no que vemos e acertando o que não vemos…

Sou contra a distribuição de camisinha na escola. Tem outros lugares para fazer isso. Tem outros meios. Vamos informar e trabalhar contra a banalização do sexo, que já é grande ( ligue a TV nas novelas e veja). Temos que agir como o contra-ponto desta usina onde tudo é moderninho e tudo pode. A escola tem que orientar, sem sermos moralistas ao  extremo mas sem perdermos de vista nossa função social: de formar.

Não as máquinas de camisinha.

Para os alunos do Colégio don Quixote

Vamos entrar em um novo Projeto.

Veja o vídeo e se inspire:

É uma triste realidade, mas é o que acontece!

Bom mesmo seria se dividíssemos as responsabilidades. A Família e a Escola juntos têm que ver o que aconteceu com esse aluno. Nada acontece de repente, a nota só mostra o que vinha ocorrendo com o aluno ao longo de um período- seja ele o Bimestre ou o Ano. Somos co responsáveis por isso – Aluno, Escola e Família.

Copenhague – Terminou em Pizza

Talvez fosse só por falta de força política. Mas há muitos interesses ali que não foram bem discutidos. Copenhague fracassou! A reunião de lideres que devia traçar metas para salvar o planeta, não fez o que deveria.

Muito se discutiu e pouca coisa ficou para se fazer. Os líderes dos países da África ( com razão) estavam indignados pois não poderiam( nem deviam) pagar a conta de uma revolução industrial, a qual não fizeram parte. Os Países mais ricos ficaram no Blá Blá Blá… Não quiseram e não souberam se comprometer. A China… bom… a China é uma ditadura e como tal, tem uma população enorme amordaçada.

Está certo… tiveram alguns líderes que  tentaram, mas vozes que não foram ouvidas. Lula me surpreendeu em seu discurso dizendo que os países ricos deveriam pagar , não uma esmola, mas pagar o que os países pobres não tiveram a felicidade de ter ( um desenvolvimento industrial). Mas nosso Presidente fala muito e não tem muito embasamento, ficamos também no Blá Blá Blá….

Mas tiremos algo bom disso ? Temos o poder de mudar sim, se a população se mobilizar . Temos que inverter a razão das coisas – não são os líderes que comanda, nós estaremos no comando. Pensemos globalmente, para agirmos localmente. Próxima eleição, fique de olho para os candidatos. Vote no que for mais coerente e depois cobre.

Temos que repensar nas nossas ações e salvar a Terra de uma catástrofe. Somos bons disso e eu acredito!

Para saber mais leia –Greenpeace Blog

Não às Olimpíadas no Rio

Na sexta-feira ( 02/10) , ficaremos sabendo se as Olimpíadas veem ou não pra cá. Eu sou contra!

O PAN nos deixou um legado de obras inacabadas e monstros esportivos que não serão usados para a Olimpíada de 2016!

Mais uma vez o dinheiro irá pro bolso de outros, que não seremos nós. E a cidade não ficará com nenhuma benfeitoria.

Achei esse vídeo e gostei! Ele resume o que penso! Não ligue para os erros de Português do vídeo.

Um Poema!

Um poema para enfeitar a alma e refletirmos um pouco:

Eu sei, mas não devia

(Marina Colasanti)

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos
e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.

E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.

E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.

As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.

Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães,
a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.

Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.

Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo
e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se
da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta,
de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Não se acostume com as injustiças, com os medos, com a infelicidade, com a falta de oportunidades….

Não se poupe para não chorar e assim perder o que a vida te proporciona. Arrisque-se para ter coisas legais e para ser uma pessoa melhor! Coragem…

O que te faz feliz ?

Veja o vídeo é me responda :

Webquest – Adolescência

Para o pessoal do 8o ano do Colégio don Quixote:

Entre na Webquest sobre a adolescência. Execute as tarefas e entregue para a sua Professora na data marcada.

Clique aqui: Adolescentes – Ontem e Hoje

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