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O Segredo é não ter segredos

Procuramos modelos para melhorar o nosso sistema educacional. Olhamos sempre outros países e, por vezes, nos contentamos com os “patinhos feios da vida”. É uma síndrome do brasileiro, excetuando o futebol, nos contentamos com pouco.

Mas olhemos os cisnes da educação, a Finlândia.

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Nunca me contentei com pouco em sala de aula. Se meu aluno não tem acesso ao que é de melhor, corro atrás para que tenha. Não importo se ele é aluno de lugares mais pobres ou mais ricos, meu aluno tem que ter o melhor! Por que não fazemos isso em âmbito nacional?

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A Finlândia é um dos melhores países em termos de educação. Começou sua reforma nos anos 1960 e não parou. A educação não pode ser mudada em 4 anos, por decreto ou por força de um governante. É um processo.

Na Finlândia, o Professor é valorizado. Isso não significa que ele não é cobrado. Valorizar ( aumentar salários ) somente, não garante um ensino de qualidade. Claro, que o Professor ( com P maiúsculo) tem que ser valorizado, mas há de se ter um conjunto de propostas que garantem a mudança de fato. Na Finlândia, as boas práticas foram pinçadas de dentro das salas de aula e valorizadas. O Professor protagonista, não qualquer Professor, o Professor que garante o aprendizado.

O conteúdo foi rearrumado. Conteúdo pelo conteúdo, não funciona. Temos que dar significado ao conteúdo, aproximando do aluno. Mas cuidado para não se contentar com a realidade do aluno, porque pobre do aluno pobre. Vamos nos contentar com o que ele tem ( ou não tem)? A educação tem que ser um agente de mudança.

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O currículo finlandês é aberto o bastante de maneira que o Professor possa trabalhar as singularidades em sala, no entanto, garante o aprendizado de todos.

Transdiciplinaridade ! Trabalhar com componentes disciplinares estanques? Não dá mais. A vida não requer somente uma habilidade. Se formos ao mercado como aprendemos os conteúdos nas escolas, passaríamos um ano fazendo as compras do mês. Primeiro, Matemática: vamos ver os preços ,fazer as contas. Depois, Português: vamos ler os rótulos. Agora, Ciências: vamos ver os nutrientes… Já pensaram nisso? A vida é transdisciplinar por excelência. Por que não é assim nas escolas?

Competências e habilidades novas são trabalhadas via esses conteúdos: cooperação, empatia, concentração, criatividade.. E porque não dizer: amar o ato de aprender!!!

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O sistema finlandês é tão cheio de obviedades que dói. Por que não olhar para ele com mais calma? Dizemos que a realidade deles é diferente da nossa, que eles já partiram de um patamar melhor ( será?), … Mas não temos coragem de garimpar o que deu certo e fazer aqui. Por que não?

Vejam o vídeo,que não é atual ( 2013)  mas dá pra ver como é a Educação na Finlândia e comente:

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Pessoas fazem a Internet

Tenho pensado muito no novo papel da Escola e do Professor. Estamos no começo de uma Revolução Digital e a Escola está sendo levada por uma onda. O problema é que temos nas mãos alunos conectados ( alunos 3.0) e uma escola moldada ainda na revolução industrial. Estamos sendo levados pela onda e é preciso pegar o leme do barco.

Mas quando falo em pegar o leme, não estou me referindo a dar meia volta! Temos que seguir em frente e dar um rumo ao nosso ensino. Estou certa de que essa Escola que temos não pode existir mais.

Bom… estão, vamos analisar um fato, que de primeira mão você vai achar que não tem relação alguma com a Escola. Veja só o que um cliente do Banco Bradesco fez e como o Banco respondeu!

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O Cliente fez um pedido em forma de poesia usando uma rede social e o Banco respondeu na mesma forma. Analise a mudança da forma de se relacionar. Talvez, o normal (  da norma) seria o Cliente telefonar ou mesmo escrever um e-mail de um jeito mais formal. No entanto, não … Foi tudo feito de maneira informal e por meio de uma rede social, tantas vezes acusada de superficial e pouco informativa. É uma pessoa respondendo outra e a resposta não deixou de ser útil, não é ?

E a Escola? E o Professor?

Temos que ver além deste currículo que ai está. Claro: o conteúdo é importante mas para trabalhar as habilidades. E essas habilidades têm que ser revistas. As relações humanas estão mudando, estamos vivendo um aumento na quantidade e na qualidade destas relações… Veja o nosso exemplo do Banco: será que faríamos isso há dez anos? Será que faríamos de modo tão próximo, quase familiar?

Nossos alunos estão imersos nessa cultura, mas podem ser levados para qualquer lugar. Cabe à Escola se reformular para guiar esses meninos em uma nova estrada. O grande problema é que estamos no início disso tudo e vamos tatear um pouco nesta caminhada. Mas caminhemos!

Para terminar, fico com as palavras de Pierre Lévy:

 Falo em inteligência coletiva para enfatizar e estimular o aumento das capacidades cognitivas em geral, sem fazer juízo de valor. Refiro-me ao aumento da memória coletiva, ao crescimento das possibilidades de gestão e de criação de redes e das oportunidades de aprendizagem em sistemas de cooperação, com acesso universal a informações e dados. Acredito que esse aspecto é inegável e que todos os atores intelectuais e sociais responsáveis deveriam utilizar essas novas possibilidades na educação, na gestão do conhecimento, nas empresas e nas deliberações políticas democráticas. É preciso inserir a internet na longa série que passa pela invenção da escrita e do impresso.

Você está convidado a pensar: quer ser levado pela onda ou tomar conta de seu leme?

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“Não me convidaram pra essa festa pobre…”

Brasil

Composição: Cazuza / Nilo Roméro / George Israel

Não me convidaram
Pra esta festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer…

Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta
Estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito
É uma navalha…

Brasil!
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim…


Perdemos a Copa, fomos eliminados …

É hora de pensar: Valeu a pena perder dias , horas de aulas para ficar olhando e torcendo por essa seleção?

Já digo para vocês que não. Temos que parar de achar que é normal ( da norma) parar o país inteiro para assistir a Copa? É de 4 em 4 anos, podemos falar para justificar o absurdo. Mas o que se perdeu, não volta mais. Temos que parar de nos chamar de “pátria de chuteiras”. O Brasil pode ser a pátria de chuteiras, de caderno, de lápis, de livros, de tubos de ensaios, de artes, de dança… É essa a nossa cara!

Recuso-me, terminantemente, a ser patriota de 4 em 4 anos. Na Copa vestimos amarelo, nos enrolamos na bandeira, cantamos – mal e porcamente- o hino nacional. ..E depois ? Vem ai as eleições, sejamos patriotas tal qual na copa.

Vamos mostrar a nossa Cara ! Verdadeira cara! Quem topa ?

Gostei! E por isso , Postei!!!

Sei que aqui terão palavras nada educativas. Mas faz sentido… Vamos ver se a Filosofia do Pardal funciona em 2010 ? ( risos)

Frase da Semana

Para refletir:

“Só existe dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.”
Dalai Lama

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