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Grupos de Estudo

Nessa reta final de Bimestre ou no início do próximo, você, Professor(a), já experimentou  montar grupos de estudo para auxiliar os seus alunos?

Vantagens de um grupo de estudos:

  1. Dar protagonismo ao aluno;
  2. Se a explicação é de aluno para aluno, tudo fica mais fácil;
  3. Dá tempo ao Professor de dar atenção mais individualizada;
  4. Trabalha liderança, organização, capacidade de síntese, empatia, resiliência…

Tipos de Grupos de Estudo:

Podemos montar vários tipos de grupos de estudo ( veja as sugestões abaixo), mas o importante é que se combine o modo de trabalho. Por exemplo, se for com outros colegas de outras disciplinas, como será o material e quem vai organizar. Se for com outras turmas, como será o espaço dos grupos.

Permita que os alunos se envolvam, fica mais fácil para o engajamento.

Sugestões de Tipos de Grupos:

  1. Grupos com uma turma só em uma matéria só.
  2. Grupos de várias turmas e anos em uma matéria só.
  3. Grupos de várias turmas e anos envolvidos em várias matérias.

Em todos os casos, podemos lançar mão de um formulário para começarmos a pensar nos grupos. Veja abaixo a sugestão de formulário.

 

 

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Inteligência Artificial

Nós, Professores, temos que estar atentos a isso.

Muitas profissões serão criadas ou sumirão por causa dela. A inteligência Artificial vai modificar o modo como lidamos com o nosso dia-a-dia. Trabalhos repetitivos não, necessariamente, serão feitos por pessoas, mas por máquinas. O que sobra então: criatividade, proatividade, cooperação… estamos formando pessoas para isso?

Veja o gráfico do que o RH de algumas empresas procuram mais:

carreira-profissional-2011-habilidades-comportamentaisOutra ideia que me passa pela cabeça: a Inteligência Artificial pode criar trilhas de aprendizado para nossos alunos. Veja, se conseguirmos montar uma plataforma que identifique as dificuldades e modele planos de estudo para cada aluno, estaremos sendo muito mais eficientes.

Mas veja que impressionante… como uma Inteligência Artificial, o Google Duplex, interage  com o ser humano.

 

Kahoot! Um jeito gostoso de estudar.

conhecimento

Desculpem-me o sumiço. Andei muito atarefada e me descuidei do Dicas.

Mas voltei.

E trago uma novidade para Professores que uma amiga minha, super alfabetizadora, Larissa Manhães me ensinou: o Kahoot!

É um site onde você monta um jogo de perguntas e respostas, os alunos em um tablete ou celular ou mesmo no computador, têm somente as opções para clicar.

A corrida é contra o tempo e pode-se fazer uma competição sadia de conhecimentos. Quem sabe não “rola” uma premiação?  Chocolates?

Para o Professor, é um jeito legal de avaliar e fazer uma revisão.

Veja o exemplo que fiz: Animais Vertebrados e Invertebrados.

Use com sua turma e faça os comentários. “Bora?”

Neurociência do Aprendizado

 

Aprender é um ato natural para o cérebro. Um bebê aprende por imitação. A mãe fala e ele repete, o pai faz ele repete. Uma criança aprende por imitação e se tiver o estimulo necessário.

A recompensa é uma arma que o cérebro usa para se “alimentar” de mais aprendizado. Aprender requer recompensa. O jogo faz isso: toda fez que você sobe de nível, seu cérebro ativa o sistema de recompensa, é bom e ele “quer” fazer melhor.

Se a gente, Professor, entender isso, trabalharemos com mais facilidade.

Veja o vídeo abaixo e entenda como acontece o aprendizado no cérebro:

E veja como isso se dá de maneira natural. Basta usar os ingredientes certos. Um pai fazendo bolo com os filhos ensina muito mais que fazer o bolo. E como o cérebro “gosta desse aprendizado”, os meninos sempre irão desejar mais. Aprender é natural.

Sala de Aula Invertida ou Flipped Classroom

Pensando no tempo em sala de aula.

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Fizemos uma pesquisa para um tema para um artigo aqui no Dicas. O tema escolhido fui a Sala de Aula Invertida.

Vamos começar por uma definição.

Nela, o aluno estuda os conteúdos básicos antes da aula, com vídeos, textos, arquivos de áudio, games e outros recursos. Em sala, o professor aprofunda o aprendizado com exercícios, estudos de caso e conteúdos complementares. Esclarece dúvidas e estimula o intercâmbio entre a turma. ( G1 – Andréa Ramal http://g1.globo.com/educacao/blog/andrea-ramal/post/sala-de-aula-invertida-educacao-do-futuro.html)

Ou seja: inverte-se a lógica. Normalmente, o aluno assiste a aula, assimila o conteúdo e faz um exercício de fixação em casa. Na sala de aula invertida, o aluno faz toda a preparação da aula em casa ( ou na escola mesmo). Vê vídeos, lê alguma coisa, ouve… Depois em sala de aula, há o debate, tira-se dúvidas e o Professor tem tempo de aprofundar o conteúdo.

Gosto de pensar que é pensar no que é importante para se trabalhar em sala de aula.

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Um ponto importante que temos que levar em conta é o que o aluno vai fazer sem a sua supervisão. Tem que ser algo que ganhe a atenção do aluno, mas não pode ser óbvio demais ( para gerar  debate depois!). Complicado? Nem tanto.

Já fiz isso. Montei uma aula aqui no Blog com a ajuda do Moodle. O bom é que eu monitorava o aluno: o que ele viu, quanto tempo passou no Moodle, o que ele fez, os “erros” que cometeu… Em sala, ia nos pontos que estava fracos e os meninos viam com muitas questões.

Mas fiz coisas mais simples: mostrei um vídeo para os alunos em sala ( detalhe eles nunca tinham dito contato com a matéria), depois reuni a turma em grupos, e, eles listaram o que tinham achado legal e as dúvidas. Em outra aula, eu misturei os grupos e o papo continuou. Por fim, listamos as dúvidas e as coisas que eles levantaram. E eu sistematizei tudo.

Veja o vídeo que usei. Detalhe não usei todo pois ficou cansativo para a turma, mas passei quase a metade.

Também temos alguns mitos que podemos pensar na hora de montar nossa aula. Aqui estão o 7 mitos sobre a sala de aula invertida:

Mito 1: Salas de Aula Invertidas estão essencialmente relacionadas com a disponibilização de aulas expositivas em vídeos online. Desmitificado: Salas de Aula Invertidas podem se valer da disponibilização de aulas expositivas em vídeos online e fazer com que os estudantes realizem o “trabalho de casa” em aula, porém elas podem, e devem, ser muito mais que isso. Métodos baseados em pesquisa em ensino para inverter sua aula incluem o Ensino sob Medida (Just-in-time Teaching) e a Instrução pelos Colegas (Peer Instruction).

Mito 2: Você precisa inverter sua aula inteira. Desmitificado: Você pode inverter apenas um conceito ou um tópico, alguns, ou todos. Quando você está começando com o ensino invertido é uma boa ideia selecionar apenas um conjunto de conceitos principais, ou tópicos, que são mais difíceis para os estudantes e partir desse ponto.

Mito 3: Os estudantes irão adorar não ter aulas expositivas em sala de aula. Desmitificado: Embora a maioria de nós já tenha presenciado uma sala de aula cheia de alunos entediados, quase adormecidos ao assistirem nossas exposições orais, ao tentar inverter sua aula você poderá enfrentar resistências por parte dos estudantes, especialmente, quanto à exigência por mais aulas do tipo expositivas. Veja este post com algumas dicas de como lidar com isso.

Mito 4: Salas de Aula Invertidas são a última tendência educacional. Desmitificado: A primeira inovação incitada para a cobertura de informação fora de sala de aula e práticas orientadas apareceram em torno do final do século XIX, com o método de estudos de caso. Gravações prévias de exposições orais, para serem assistidas fora de sala de aula, aparecem na literatura por volta do ano 2000 DC.

Mito 5: Existe apenas uma maneira de inverter uma aula. Desmitificado: De acordo com Bergmann e Sams 2012, existem diversas maneiras de inverter uma aula e não apenas uma. Bergmann recentemente postou sua definição aqui. Ele ratifica “veja, não há apenas uma maneira de inverter uma aula e é nisso que reside um dos pontos fortes desta metodologia.” A Instrução pelos Colegas é, sem dúvidas, nossa maneira favorita de inverter a sala de aula. Entretanto, nos também somos grandes fãs da metodologia ensino baseadas no trabalho em grupo (team-based learning) e no desenvolvimento de projetos (Project-based learning).

Mito 6: Salas de Aulas Invertidas substituem docentes por computadores. Desmitificado. Esse não é realmente o caso. Em uma sala de aula invertida, os professores são essenciais e realizam as mesmas tarefas que fariam em ambientes de ensino tradicional, tais como auxiliar a aprendizagem dos estudantes, selecionar e cobrir conteúdos e avaliar o desempenho dos estudantes. A diferença mais importante é que em uma sala de aula invertida aproveita-se de forma diferente as competências do professor dentro e fora do ambiente escolar. A aprendizagem invertida opera a partir do pressuposto de que a cobertura de conteúdo ocorre principalmente fora da sala de aula e deve ser uma tarefa compartilhada com os alunos ao invés de um trabalho exclusivo do professor.

Mito 7: Os estudantes não irão trabalhar fora de sala de aula, mesmo valendo nota. Desmitificado: Um membro da rede Instrução pelos colegas, Prof. Ives Araujo, também pensou dessa forma. Então, por um semestre ele avaliou o comprometimento e o engajamento de seus estudantes em atividades prévias às aulas durante um curso com duração de um semestre. Em média, a grande maioria dos estudantes realizou as atividades prévias e demonstrou grande esforço. Leia aqui como ele mediu isso. Desde então, ele passou a observar o mesmo tipo de engajamento nas salas de aula do ensino médio. No entanto, encontramos a necessidade de atribuir notas como fator de incentivo para a realização das atividades.

(http://blog.peerinstruction.net/7-mitos-sobre-a-sala-de-aula-invertida-desmitificados/)

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Boa aula!

O Segredo é não ter segredos

Procuramos modelos para melhorar o nosso sistema educacional. Olhamos sempre outros países e, por vezes, nos contentamos com os “patinhos feios da vida”. É uma síndrome do brasileiro, excetuando o futebol, nos contentamos com pouco.

Mas olhemos os cisnes da educação, a Finlândia.

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Nunca me contentei com pouco em sala de aula. Se meu aluno não tem acesso ao que é de melhor, corro atrás para que tenha. Não importo se ele é aluno de lugares mais pobres ou mais ricos, meu aluno tem que ter o melhor! Por que não fazemos isso em âmbito nacional?

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A Finlândia é um dos melhores países em termos de educação. Começou sua reforma nos anos 1960 e não parou. A educação não pode ser mudada em 4 anos, por decreto ou por força de um governante. É um processo.

Na Finlândia, o Professor é valorizado. Isso não significa que ele não é cobrado. Valorizar ( aumentar salários ) somente, não garante um ensino de qualidade. Claro, que o Professor ( com P maiúsculo) tem que ser valorizado, mas há de se ter um conjunto de propostas que garantem a mudança de fato. Na Finlândia, as boas práticas foram pinçadas de dentro das salas de aula e valorizadas. O Professor protagonista, não qualquer Professor, o Professor que garante o aprendizado.

O conteúdo foi rearrumado. Conteúdo pelo conteúdo, não funciona. Temos que dar significado ao conteúdo, aproximando do aluno. Mas cuidado para não se contentar com a realidade do aluno, porque pobre do aluno pobre. Vamos nos contentar com o que ele tem ( ou não tem)? A educação tem que ser um agente de mudança.

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O currículo finlandês é aberto o bastante de maneira que o Professor possa trabalhar as singularidades em sala, no entanto, garante o aprendizado de todos.

Transdiciplinaridade ! Trabalhar com componentes disciplinares estanques? Não dá mais. A vida não requer somente uma habilidade. Se formos ao mercado como aprendemos os conteúdos nas escolas, passaríamos um ano fazendo as compras do mês. Primeiro, Matemática: vamos ver os preços ,fazer as contas. Depois, Português: vamos ler os rótulos. Agora, Ciências: vamos ver os nutrientes… Já pensaram nisso? A vida é transdisciplinar por excelência. Por que não é assim nas escolas?

Competências e habilidades novas são trabalhadas via esses conteúdos: cooperação, empatia, concentração, criatividade.. E porque não dizer: amar o ato de aprender!!!

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O sistema finlandês é tão cheio de obviedades que dói. Por que não olhar para ele com mais calma? Dizemos que a realidade deles é diferente da nossa, que eles já partiram de um patamar melhor ( será?), … Mas não temos coragem de garimpar o que deu certo e fazer aqui. Por que não?

Vejam o vídeo,que não é atual ( 2013)  mas dá pra ver como é a Educação na Finlândia e comente:

Qual será o Uber da Educação?

Vejo o Uber como uma alternativa para o transporte. E como toda novidade, tem seus seguidores e admiradores,e, do outro lado os opositores. Mas o que quero me ater é a razão do Uber aparecer e estar crescendo. Minha percepção é que apareceu uma lacuna no serviço autorizado ( táxi) e o Uber entrou nesta oportunidade. Serviço melhor, motoristas atenciosos, pontuais e, por vezes, mais baratos.

File illustration picture showing the logo of car-sharing service app Uber on a smartphone next to the picture of an official German taxi sign in Frankfurt, September 15, 2014. A Frankfurt court earlier this month instituted a temporary injunction against Uber from offering car-sharing services across Germany. San Francisco-based Uber, which allows users to summon taxi-like services on their smartphones, offers two main services, Uber, its classic low-cost, limousine pick-up service, and Uberpop, a newer ride-sharing service, which connects private drivers to passengers - an established practice in Germany that nonetheless operates in a legal grey area of rules governing commercial transportation. REUTERS/Kai Pfaffenbach/Files (GERMANY - Tags: BUSINESS EMPLOYMENT CRIME LAW TRANSPORT)

O Uber chegou para preencher um vazio do péssimo serviço dos táxis que, ao menos aqui no Rio de Janeiro, somos submetidos. Não quero entrar no debate de que é ou não legal, no entanto, vejo o Uber como um serviço disruptivo, que se auto regula.  Avaliamos o serviço e nesse  momento, estamos criando uma trilha que outros poderão seguir. O serviço funciona porque tem o olho do cliente e ele prima (ao menos na teoria) por manter a qualidade, ou, vai desaparecer.

Vamos para a Educação, então. Acompanho as escolas particulares e públicas aqui na minha cidade maravilhosa. Converso com os alunos e pais. O que tenho visto é que a escola atual deixa enormes lacunas. Ou não forma e não prepara para nada ou delega aos pais uma boa parte da formação do aluno.

Observo escolas onde o aluno comparece as aulas para saber o que vai cair na prova e vai para casa estudar. Leia estudar como: os pais contratam uma outra escola na forma de professores particulares para ensinar o que a escola não ensinou.

Do outro lado observo escolas que são depósitos de crianças, o aluno está lá mas nada acontece para a sua formação. Não vejo diferenças entre as duas escolas, a única diferença está na família das crianças: em uma escola a família, de alguma maneira supre o que a escola não dá e na outra escola, a família não pode ou não faz isso. Aqui temos uma lacuna, a escola não faz aquilo que deveria está fazendo. Por vezes, a escola cobra caro para formar o aluno e não faz o seu papel.

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As razões são muitas e daria outro post aqui. Mas, percebo que o pior é sentir que os alunos estão na escola porque é uma fase para passar. O que fazer? Estão ali entediados, tristes, sofrendo bullying,… Claro que há exceções, mas no todo vejo isso. A escola não está servindo nem para a família e nem para o aluno. Qual seria a alternativa?

Um movimento bem intenso está aparecendo aqui no Brasil e no mundo. A educação em casa, talvez, seja um dos Ubers da educação. Mais barato, melhor qualidade e o olho do cliente/ responsável regula a sua qualidade. O lado ruim desta maneira de educar é que aqui no Brasil, para obter certificado, tem que se matricular em uma escola. E o papel conta aqui neste pais. Outro lado ruim é que as famílias mais bem instruídas terão possibilidade de instruir melhor, aumentando o abismo entre as classes sociais.

Mas o lado bom é que, pelo testemunho dos próprios pais e crianças, essa forma de educar está cumprindo o seu papel. Os meninos aprendem, ficam mais confiantes e se envolvem mais na sua formação. Trocando em miúdos: os alunos aprendem e gostam de aprender.

O que quero é mexer em um monstrinho: a escola como instituição de formação está falida. Temos que repensar na escola, nessa nova geração, neste currículo, neste fazer cotidiano que estamos lidando nas escolas. Não defendo o homeschooling mas vejo nesse movimento um pedido de socorro da sociedade por uma educação de qualidade.

Entrevista com Jiang Xueqin

Um dos mentores na reformulação do Currículo do ensino secundário da China falou para o Jornal O Globo sobre escola e aprendizagem. Como acho que vai somar a tudo que venho pensando… Divido com vocês, leitores do Dicas:

Precisamos reformar a ideia de escolaridade e aprendizagem’, afirma educador e escritor

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As escolas de hoje são boas em preparar os estudantes para uma realidade global?

Muitos educadores afirmam que as escolas não estão preparando os alunos para a complexidade da realidade global que vivemos. As escolas são essencialmente um artefato da Revolução Industrial, e foram estabelecidas principalmente para fabricação em massa de trabalhadores alfabetizados e obedientes para fábricas e escritórios. Hoje em dia, vivemos num mundo extremamente complicado, e os profissionais do conhecimento precisam ser capazes de localizar informações, sintetizá-las, comunicá-las e, em seguida, agir sobre elas. Esses profissionais precisam estar constantemente atualizando suas habilidades, se comunicando através de línguas e culturas, e trabalhando com indivíduos de várias origens.

Por que isso é importante?

Para preparar os alunos para uma realidade em que o conhecimento está sempre mudando, as escolas estão se concentrando em quatro pontos: criatividade, colaboração, pensamento crítico e comunicação. Mas aqui está o paradoxo. Você não pode explorar este conjunto sem ensinar outro grupo tão fundamental: caos, complexidade, mudança e contradição. Para prosperar no mundo moderno, é preciso perceber que as coisas podem acontecer ao acaso e que tudo está interligado muito densamente, desafiando a simplificação.

Com mudar isso então?

Precisamos reformar fundamentalmente a ideia de escolaridade, aprendizagem e educação. Por que nós fechamos nossos alunos em salas de aula durante todo o dia? Será que eles não têm nada de positivo e substancial para contribuir com a sociedade? Se estamos pedindo aos nossos professores para ensinar os alunos a aprender, por que não estamos pedindo aos nossos professores para aprender também?

Você já disse que as escolas chinesas são muito boas em preparar seus alunos para testes, mas não conseguem prepará-los para a chamada “economia do conhecimento”. Por quê?

Psicólogos descobriram que o cérebro tem dois centros de processamento de pensamento que se excluem mutuamente. O primeiro é altruísta, e toma decisões com base em nossas conexões emocionais com as pessoas. O segundo é utilitarista, e se baseia em nosso benefício material. Descobriram, ainda, que o centro altruísta é também o local de empatia, inteligência emocional e criatividade, todas necessárias para o conhecimento. Infelizmente, por causa de seu foco em testes padronizados, o sistema educacional chinês enfatiza a unidade utilitarista dos alunos, o que limita o desenvolvimento de sua empatia, inteligência emocional e criatividade.

Quais os riscos dessa realidade?

Segundo psicólogos, o foco na unidade utilitarista torna as pessoas infelizes e inseguras, mais propensas a mentir. Incentivar pessoas através de prêmios por desempenho ativa sua movimentação utilitária, elevando a probabilidade de estresse, insegurança e trapaça. A curto prazo, isso aumenta a produtividade, mas a longo prazo diminui, e destrói a motivação interna. É o que vemos na China de hoje. Todo mundo está buscando atalhos e trapaças. Poucas pessoas têm prazer e orgulho de seu trabalho, e é por isso que a maioria dos produtos chineses é inferior.

O que a presença de Xangai no topo do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) proporcionou ao país?

O fato de ter ficado em primeiro lugar em 2009 e 2012 deu aos educadores a confiança para buscar uma reforma radical. Desde 2010, as escolas chinesas começaram a modernizar e internacionalizar seu currículo. Dentro da sociedade, todo mundo está mais esclarecido sobre as lacunas do sistema educacional, e há um desejo real de aprender com o resto do mundo e experimentar. Se a China tivesse ido mal, haveria mais resistência às mudanças.

Em que aspectos o país precisa melhorar agora?

Nos anos 1980 e 1990, a economia chinesa cresceu porque seu sistema de ensino havia produzido um excedente de trabalhadores da indústria alfabetizados e engenheiros. Mas a China não pode mais contar com mão de obra barata para alimentar seu crescimento. Se quer ser globalmente competitiva, é preciso profissionais do conhecimento e criativos, especialmente em design, TI e gestão. O sistema escolar de comando e controle é ruim em educar a classe criativa. Agora a China está tentando descobrir como reformar o seu sistema de ensino. Será um processo de descoberta gradual que vai levar de cinco a dez anos, talvez mais.

Leia mais sobre esse assunto em  http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/precisamos-reformar-ideia-de-escolaridade-aprendizagem-afirma-educador-escritor-17131170#ixzz3iKm4JiOP

Vamos continuar o debate?

Quero saber o que você, Professor, acha sobre a Escola do Século XXI:

Preencha o documento abaixo e vamos trocar ideias?

Um novo olhar…

Estou verificando que o Dicas de Ciências, que foi originalmente criado para os meus alunos, está sendo muito utilizado por Professores, também.

Então, com a coragem de falar das minhas incertezas, vou abrir aqui uma enquete para que possamos debater temas novos ( ou nem tão novos) sobre educação. Meu objetivo é explicar e deixar questões abertas sobre esses temas. Para tanto, vamos entender a nossa demanda.

Então, votem:

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