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Somos uma Tecno – Espécie?

Serei ousada hoje! E logo vou avisando: a ideia/ conceito não é minha (meu)! É do Professor Carlos Nepomuceno  ! 

Mas vamos à ideia central!

Para compreender as mudanças atuais, é preciso fazer uma revisão na relação ser humano-tecnologia, pois estamos vivendo mudanças radicais por causa de alterações em tecnologias estruturantes da espécie: as de como nos relacionamos entre nós, a saber, comunicação, informação, trocas, aprendizado.

Desde que o Homo sapiens sapiens ou melhor o Homo sp.  se tornou espécie, usa tecnologia: um osso, uma pedra, o fogo… Tecnologias que nos fizeram o que somos. Para ser Homo sp. temos que nos relacionar, comunicar e usar a tecnologia. Nosso cérebro nos permitiu isso, usar e modificar o meio para sobreviver. Nossas mãos livres e o polegar opositor manipulou ossos, pedras, madeira… para fazermos objetos que facilitavam a nossa vida, nos habilitando a viver em um meio ambiente hostil ! Nossa capacidade de comunicar passou de geração para geração cada habilidade apreendida. 

O cérebro plástico, capaz de fazer novas sinapses e aprender com nossas próprias práticas e com as práticas dos outros, foi o grande órgão que possibilitou esse sucesso. Nossa espécie se adapta rápido em qualquer ambiente. O ser humano tem que fazer tecnologia para se adaptar e sobreviver ao meio.

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Mas o que está acontecendo agora? Vivemos o era da tecnologia, mudanças rápidas, usos diversos da tecnologia. Uma criança de dois anos usa um smartphone como extensão de seu corpo. Meninos e meninas pequenos clicam, abrem e procuram aplicativos no tablet sem saber ler. Não precisam de treinamento ou ensinamento prévio. É só olhar em volta e você vai concordar comigo! 

Será que a espécie mudou? Será uma mutação como Lamarck diria: a força do meio mudando nossos genes? Como as girafas de dando esticar o pescoço, tiveram o órgão esticado? Será que estamos observando mutações em massa? 

Bom… sou Darwinista e não acredito nisso. O que vejo é que estamos mutando mesmo e essa geração nova definitivamente não é como a minha! Talvez, com o tempo vejamos isso em nosso cérebro, quem sabe, em nossos genes. O que acho que está acontecendo? ( Veja bem, é minha percepção!). 

Acho que sempre tivemos essa capacidade em nosso cérebro ou melhor uma parte da população tem essa capacidade de usar novas tecnologia digitais em permanente mudança. O que está acontecendo é que o meio é outro e essa geração nova está usando essa parte do cérebro para se adaptar a essa mudança. Bom, que parte do cérebro é essa ou se é uma parte só; não sei! Estou conjecturando. Os adultos ( como eu), que não cresceram com essa nova tecnologia digital nas mãos, têm que procurar dentro do cérebro essa parte, e, como não exercitou essas sinapses desde cedo, têm uma dificuldade enorme de usá-las ! Mas crianças novas fazem essa sinapse rapidamente, muito cedo e usam elas de diferentes maneiras. Conclusão: dê um tablet para um menino de 2 anos, mostre como acessar a Galinha Pintatinha e você verá a mágica. 

Somos sim uma Tecno espécie, mas estamos nos tornando um Homo sapiens tecno? Ou estamos trocando o software do mesmo hardware ?

Sem respostas no momento!!!

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A sua Curiosidade pode virar um Post

Vamos colaborar com o Dicas ?

Será que você não tem uma curiosidade que não acha a resposta? Talvez, algo dito como bobo ou não adequado. A Ciência é feita de perguntas e, às vezes, de resposta. Curiosidade é o que move a gente.

Qual é a sua?

Lembre-se que não responderei trabalhos de alunos ou mesmo lista de exercícios.

O que dizes? Complete o formulário abaixo e eu farei de tudo para explicar:

MANIFESTO DA SBG SOBRE CIÊNCIA E CRIACIONISMO

A Cigarra canta até explodir ?

Minha Mãe tirou uma foto da “casquinha” de uma cigarra e postou no Facebook dela que tinha aprendido que esse inseto cantava até explodir!

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Não é verdade! Vamos por parte.

A “casquinha”é na verdade um exoesqueleto que serve para proteger o animal. Mas quando a cigarra cresce, ela tem que “mudar de roupa”, ou seja: perder o exoesqueleto e deixar crescer outro. Isso é chamado de ecdise ou muda. O que vemos é o exoesqueleto velho.

Mas, você deve estar perguntando: e a cantoria?

Ai vem a parte “romântica”: São os machos cantando para atrair as fêmeas. Para cantar, os machos precisam fazer vibrar as membranas que envolvem sua barriga, chamadas de tímbalos. Para isso, contraem alguns músculos que possuem no corpo. Só então, o som ecoa pelo ar.

Veja o vídeo abaixo:

Um pouco de Neandertal em nós

Pesquisa revela que mais de 20% do DNA do hominídeo extinto sobrevive nos homens

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As novas pesquisas mostram que cerca de 1% a 3% de nosso genoma tem um pouco do DNA do Homo neanderthalensis,o homem de Neandertal, que viveu e conviveu com a gente mais ou menos a 29.000 anos atrás. Estes nossos “primos”eram bem adaptados ao frio e não sobreviveram as mudanças dos últimos anos. 

As provas que conviveram e se relacionaram com a gente são bem fortes. Nossos antepassados trocaram tecnologia e até genes com eles. Os Neandertais eram capazes de produzir ferramentas de pedra bem características, chamadas de cultura musteriense. Viviam em núcleos familiares pequenos.

Mas o que sabemos deste grupo de hominídeos?

  1. Houve cruzamento entre os neandertais e o homem moderno?  Sim. De acordo com João Zilhão, arqueólogo português e pesquisador da Universidade de Barcelona, isso está provado pela anatomia de fósseis dos primeiros europeus da época posterior ao primeiro contato com o homem moderno. Esses fósseis apresentam alguns traços característicos dos neandertais. Além disso, mais recentemente, o cruzamento também foi comprovado com a comparação do genoma de um neandertal com o de indivíduos atuais de vários continentes. Essa comparação evidencia que a contribuição neandertal para o genoma humano persistiu até o presente e em porcentagem significativa.

  2. Os neandertais foram dizimados pelo homem moderno? Não se sabe ao certo por que os neandertais desapareceram da Terra há 30.000 anos. Algumas hipóteses, não excludentes, são epidemias, catástrofes naturais ou o extermínio por outras populações. O que se sabe é que os neandertais foram assimilados pelos homens modernos, por meio de cruzamentos, e sucedidos pelas populações originárias de África que ocuparam gradativamente a Europa e Ásia a partir de 50.000 anos atrás.

  3. Só o homem moderno desenvolveu pensamento abstrato? Não. Os neandertais também exercitavam o pensamento abstrato e faziam uso de símbolos. Eles enterravam os mortos, usavam objetos de adorno pessoal, pintavam os corpos com tintas minerais, usavam utensílios de osso e marfim com marcas decorativas abstratas e desenvolveram uma sofisticada tecnologia do fogo. Essa técnica incluía a fabricação da mais antiga matéria-prima artificial da humanidade – uma resina utilizada para fazer tinta – através de processos que só encontram equivalente nos fornos de cerâmica do Período Neolítico, muitos milhares de anos depois.

  4. Quais traços o homem moderno compartilha com os neandertais?  O homem moderno de 50.000 anos atrás tinha uma organização social, uma economia e uma cultura em tudo semelhantes com os neandertais. O homem moderno atual é, evidentemente, muito diferente: privilegia a acumulação de conhecimentos e desenvolvimentos tecnológicos e científicos.

  5. Qual era a aparência dos neandertais? Eram “gente como a gente”, salvo pequenas diferenças (o formato do queixo e a robustez das têmporas) dentro da margem de variação da humanidade atual. Provavelmente, seus cabelos também exibiam as mesmas variações de tonalidades que os do homem moderno. Os cientistas já fizeram experiências como atores maquiados como neandertais. A trupe passeou pelas ruas de grandes cidades e ninguém notou diferença.

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Kepler 186f: Um planeta “Gêmeo”?

Quando comecei a dar aulas em 1991, era uma pergunta recorrente em sala de aula: “Será que existe vida fora da Terra?”

A agência espacial NASA anunciou a descoberta de um planeta que tem toda a “pinta”de ter as condições iniciais para ter água no estado líquido na superfície, e, portanto, vida. O planeta foi batizado de Kepler 186f.

A NASA anunciou que foi identificado, pela primeira vez, um planeta que existe em uma área do espaço considerada “habitável” pelos cientistas: o Kepler 22B. A temperatura lá é parecida com a que temos na Terra. O ano tem 290 dias, e o planeta é só 2,4 vezes maior do que a Terra. Mas não vai se animando não! Pois há mais perguntas que respostas neste caso.

Não se tem a certeza de que o planeta seja rochoso mesmo, por exemplo.

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A única certeza mesmo é a de que o planeta está lá. O observatório Kepler, lançado ao espaço em março de 2009, usa o brilho de 150 mil estrelas conhecidas como “contraluz”. Quando outra estrela ou um planeta passa pela frente dos “faróis espaciais”, o telescópio é capaz de coletar centenas de informações sobre o que está fazendo sombra em suas lentes.

Assim, o projeto Kepler já descobriu novos planetas e estrelas pelo universo. Mas esta é a primeira vez que enxergamos, lá longe, um lugar parecido com nossa casa.

Veja o vídeo abaixo :

Nomes Científicos de animais

A leitora Gabrielly me pediu para postar os nomes científicos de animais “mais famosos”. Bom, vamos lá !

Não sei o que é famoso, então procurei os animais que achei que tivesse algum interesse. Mas olha só, não é para decorar o nome científico, isso é só para matar a curiosidade!


 

Para baixar: Nome Vulgar

Tucano- Animal Silvestre

Tucano

 

 

Peixe “Feinho”

Um concurso organizado na Grã-Bretanha elegeu o Peixe Bolha ( ‘Psychrolutes marcidus’) o animal mais feio do mundo.

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“Lembra um senhor velho e amargurado” – comentou alguém. O peixe é do Pacífico e é capaz de suportar a pressão de grandes profundidades marinhas. Está ameaçado de extinção pela pesca feita com rede de arrasto.

Mais de 3 mil pessoas participaram de uma consulta na internet para chamar a atenção sobre espécies pouco conhecidas e ameaçadas que desempenham seu papel no ecossistema. Em  segundo lugar ficou o kakapo, um pássaro que não voa e parece uma mistura de papagaio e coruja, que vive na Nova Zelândia. Em terceiro lugar ficou o axolotl, anfíbio mexicano apelidado de “peixe andarilho”.

É uma maneira criativa de chamar a atenção destes “bichos” pouco conhecidos. Afinal de contas, preservar o Urso Panda ou um Golfinho é fácil, mas esses são diferentes mesmo.

Veja mais aqui:

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Experiência para “Limpar a Água”

Veja que experiência super legal e fácil de se montar. O que é preciso é ter muita paciência. Mas fora isso, é maneiro.

Faça e me diga o que achou. E se souber explica, melhor ainda!

 

 

Gregor Mendel

Mendel ( 1822-1884) é conhecido como o Pai da Genética. Foi um Monge Austríaco, que fez experimentos com ervilhas e obteve informações surpreendentes. Seu grande mérito foi ter conseguido organizar os seus dados de maneira que fosse possível chegar a conclusões que hoje reconhecemos como a Genética Básica. Darwin chegou a fazer alguns experimentos cruzando ervilhas mas , mesmo a um passo da descoberta, não conseguiu ver o que Mendel viu.

Mendel, ao cruzar as suas ervilhas, percebeu que a herança genética ( esse termo não existia no seu tempo) não era uma mistura dos pais. As características que herdamos não é uma mistura das características dos nossos pais. Como se misturássemos tinta azul e amarela para  dar o verde. Não é assim. Há sempre uma característica ou um conjunto de características que ” falam” mais alto – Dominantes.

Assim, Mendel cruzou ervilhas amarelas e verdes, a sua primeira geração apareceu toda amarela. A característica amarela era ali a Dominante sobre a verde. Para nós , seres humanos, é como a cor dos nossos olhos: pai de olho verde e mãe de olho castanho é de esperar que nasçam mais filhos com olhos castanhos. A Primeira lei de Mendel diz assim:

Cada caráter é determinado por um par de fatores genéticos denominados alelos. Estes, na formação dos gametas, são separados e, desta forma, pai e mãe transmitem apenas um para seu descendente.

Lembrando que alelos e genético foram ideias ( conceitos) propostas(os) após Mendel ter morrido. Agora sabemos que os gens ” trabalham ” em pares, um gen do par é herdado do pai e o outro da mãe ( pares são os alelos) . E que cada gen é um pedacinho do DNA do ser vivo.

A nossa herança genética trabalha como um jogo de cartas (cartas são os genes) mas sabemos que essas cartas não estão fisicamente separadas e sim ” coladas’ formando o nosso DNA. A cada cruzamento as cartas são embaralhadas e redistribuidas. Assim, ocorre as variedades como irmãos que nascem um loiro e outro moreno.

Aqui vale também outra diferença: Fenótipo e Genótipo. Fenótipo é o que aparece, o ” jeitão” do ser vivo. Nas ervilhas amarelas o fenótipo é a cor das ervilhas , amarelas. Já o genótipo é a carga genética que o ser vivo tem. No exemplo das ervilhas amarelas, o seu genótipo pode ser o alelo (Aa); sendo o A o gen dominante para a cor amarela e o a , o gen recessivo ( que não ” fala alto” e precisa do outro para se impor) para a cor verde.

Se a ervilha tivesse o genótipo aa , seu fenótipo seria ervilha verde. Então, podemos carregar em nosso genótipo característica que são recessivas e por isso não aparecem em nosso fenótipo.

Pela Segunda Lei de Mendel :

Os fatores para duas ou mais características segregam-se no híbrido, distribuindo-se independentemente para os gametas, onde se combinam ao acaso.

Assim as características passam ao acaso ( lembra das cartas ?) , o mesmo acaso de Darwin para a evolução: as espécies mudam pelo acaso. O híbrido ai , para usar o exemplo das ervilhas , é o alelo Aa , que tem um gen de cada . Se cruzarmos dois híbridos – Aa X Aa – cada gameta poderá levar ou o A ( lembrando – dominante para cor amarela) ou o a ( recessivo para a cor verde). Isso poderá dar ao acaso plantas de ervilhas de cor verde ou amarela.

Na terceira lei, Mendel formulou os conceitos da dominância, em que os seres híbridos apresentam um caráter dominante que encobre segundo determinadas proporções o chamado caráter recessivo. Ou seja : o caráter dominante ” fala mais alto” sobre os recessivos.

O mais interessante é que as descobertas de Mendel só foram realmente reconhecidas no início do século XX ( mais ou menos 16 anos após a morte de Mendel), quando três botânicos – com trabalhos independentes- descobriram as leis da hereditariedade. A própria teoria da evolução de Darwin teve novo reforço importante quando Mendel foi redescoberto. Darwin não sabia ao certo explicar o como as características passavam de pai para filhos e como as variedades apareciam. Pronto, Mendel matou a charada.

Mendel tinha uma rara capacidade – tão importante nas ciências- de organizar e depurar seus dados. Fez vários cruzamentos com suas ervilhas e anotou todos os seus daodo. Isso o transforma no Grande Cientista reconhecido em todo o mundo.

Animais bem estranhos

Nesta época de férias, não gosto de escrever Posts que sugiram estudos ou conteúdo. Vamos descansar?  Mas vamos aprender?

Que tal conhecer alguns animais bem estranhos ?

Proteus anguinus é um anfíbio cego muito comum em águas subterrâneas de cavernas no sul da Europa. Vive exclusivamente em lugares sem luz, é também conhecido pelos habitantes da região como peixe humano por causa da cor de sua pele. Apesar dos olhos atrofiados, seu olfato e audição são muito desenvolvidos.

 

As rãs desta família são caracterizadas pela pele quase transparente. Vivem em florestas úmidas da América Central e do Sul. Também conhecida como rã de vidro, quase todos os seus órgãos são aparentes.

O Axolotl é uma espécie de salamandra mexicana que não se desenvolve. O nome é de origem asteca e significa monstro aquático.

O Macaco-narigudo vive em mangues em Bernéu, uma ilha da Ásia. Na época de acasalamento, ele emite um som com seu nariz grande e flexível. Porém, essa espécie corre risco de extinção.

O Társio é um dos menores primatas do mundo. Ele mede apenas 13 centímetros e traz os olhos grandes e arredondados como seu grande diferencial. O animal também tem habilidades ultrassônicas. Ele consegue produzir e ouvir sons que fogem do alcance da audição humana.

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De nome científico Daubentonia madagascariensisum, do grupo dos lemuriformes (primatas que habitam apenas a Ilha de Madagascar, na costa Sudeste da África) o Aye-Aye é um curioso animal que vive em árvores da selva tropical Malgaches. Pensava-se que este animal tinha desaparecido por completo em meados de 1933, porém foi redescoberto em 1957.

 

Qual bichinho você achou mais estranho? Escreva nos comentários! 

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