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Gigogas nas Praias da Barra da Tijuca

Gigogas chegam à Praia da Barra

Todos os anos é a mesma notícia, talvez mais contundente ou mais veemente, só que é uma verdade: essas plantas aquáticas se espalham pelas praias da Barra e Recreio no Rio de Janeiro.

A planta em si, não é o problema. O problema é que ela indica uma grave poluição no complexo lagunar de Jacarepaguá.

Complexo Lagunar de Jacarepaguá

O que são as Gigogas?

Gigoga, Aguapé, Iguapé, Mururé, Camalote, Rainha-dos-lagos, Jacinto-d’água, Baroneza, Murumuru, Pavoa, Pareci. Em cada canto que ela aparece recebe um nome diferente, mas todos eles denominam a mesma planta: a Eichhornia crassipes.

São plantas aquáticas filtradores, que absorvem os restos orgânicos que estão diluídos na água para fazer a fotossíntese. Ela também auxilia na alimentação e reprodução de diversas espécies aquáticas. Suas raízes são utilizadas como alimento, proteção para pequenos peixes e serve como locais de desova.

Quando há abundância destes restos orgânicos, elas se reproduzem muito.

Qual é o problema?

O “boom” de reprodução da Gigoga é uma resposta ao grande derramamento de esgoto sem tratamento nestas lagunas. Significa que o Complexo Lagunar está lotado de cocô, na linguagem informal. Isso mostra que as lagunas estão morrendo, a taxa de oxigênio está baixa e algumas espécies podem estar em risco de extinção.

#FICAADICA

Muita Gigoga na praia é um sinal de alerta, sinal que as lagunas estão morrendo e portanto estamos perdendo a batalha na proteção do meio ambiente.

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Ciências com Sentido

Sarampo e Pólio, doenças facilmente evitáveis se a população se vacinar. Ambos os casos, o Brasil já tinha recebido o certificado de erradicação. Mas…

Estamos vivendo uma situação um tanto escandalosa. Famílias decidem não vacinar os filhos. Não por falta de vacina, mas porque acreditam na Pós -verdade.

tretas_news

Pós -Verdade

Conjunto de circunstâncias ou contexto em que é atribuída grande importância, sobretudo social, política e jornalística, a notícias falsas ou a versões .verossímeis dos factos, com apelo às emoções e às crenças pessoais, em detrimento de .fatos apurados ou da verdade .objetiva

“pós-verdade”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/p%C3%B3s-verdade [consultado em 07-07-2018].Conjunto de circunstâncias ou contexto em que é atribuída grande importância, sobretudo social, política e jornalística, a notícias falsas ou a versões .verossímeis dos factos, com apelo às emoções e às crenças pessoais, em detrimento de .fatos apurados ou da verdade .objetiva
Ou seja: você acredita no sentimento, na emoção e não nos fatos. Um Movimento Antivacina ganhou força entre os ” naturebas” de plantão e está fazendo o estrago na população. Essa é uma pós verdade que, fora a política, temos que nos vacinar.

Movimento Antivacina

antivacina

O médico britânico Andrew Wakefield, em 1998, espantou a comunidade científica com um estudo publicado na prestigiadíssima revista científica The Lancet. Ele analisou 12 crianças portadoras de autismo, das quais oito manifestaram os primeiros sintomas da síndrome apenas duas semanas após tomarem a tríplice viral, que protege contra caxumba, sarampo e rubéola. Conforme Wakefield, o sistema imunológico delas entrou em “pane” após os estímulos “excessivos” da vacina ao sistema imunológico. Resultados: inflamação do intestino que levaria toxinas ao cérebro. Os resultados apareceram em jornais e tevês do mundo inteiro.

 

Wakefield, no entanto,  pouco a pouco começou a ser desmascarado. Uma série de investigações descobriu que algumas crianças voluntárias do estudo haviam sido indicadas por um escritório de advocacia que queria entrar com ações contra a indústria farmacêutica. Em 2010, a The Lancet retirou o estudo de seu site. No mesmo ano, o Conselho Britânico de Medicina cassou a licença de Wakefield e ele não pôde mais atender pacientes no Reino Unido.  

Mas o estrago havia sido feito. Nos Estados Unidos, por exemplo, o sarampo atingiu 189 pessoas em 2013, após estar erradicado há quase 15 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Para controlar o estrago, vários estados não permitem a matrícula de alunos sem a apresentação da carteira de vacinação completa.

Apesar de toda a tentativa de apagar a falsa pesquisa, tem gente que ainda se referenda a ela para não se vacinar e o pior, não vacinar seus filhos.

Com uma parte da população não vacinada, podemos ter a volta da doença ( no caso do Sarampo isso já está ocorrendo aqui no Brasil) e, com o tempo, criar uma cepa de vírus ultra resistentes, isso tomaria uma população inteira desavisada imunologicamente e estaríamos em maus lençóis.

sarampo

Risco para a População

Entenda que não vacinar seu filho não é uma escolha sua, é uma escolha para a população. 

Se um grupo de vírus encontra as condições ideais de reprodução, essas condições são o corpo de um ser humano não vacinado, ele pode mutar. Essa mutação silenciosa pode ser aquela que o organismo vacinado não está preparado para ” reconhecer”. Então, ocorre a epidemia ou uma pandemia. 

Olhe para esse fato como uma seleção natural dos vírus que se volta contra o nosso corpo. E olhe para a campanha de vacinação como a solução e não como um mal a ser controlado.

E a escola?

pós verdade

Na escola temos que preparar nossos alunos para essas pós verdades. Não existe o eu optei por não vacinar meu filho ou eu não acredito em vacinas ou a teoria da conspiração.

É neste momento que a ciência tem que fazer sentido.

Papo sobre Água

Muitos leitores estão me pedindo sobre esse tema.

Mas essa aula vai para os meus leitores pequenos. Vamos lá?

Qual é a importância da água para os seres vivos? 

Aula de hoje:

 

Para baixar um Infográfico para você colar em seu caderno, clique na imagem abaixo:

01-vamos-salvar-planeta

Escreva a sua opinião

Por que as meninas não fazem Ciências?

Isso tem me incomodado muito. Sou mulher, fiz Ciências Biológicas e vejo o declínio de mulheres nessa área. Então… Vamos opinar?

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Entrevista com Jiang Xueqin

Um dos mentores na reformulação do Currículo do ensino secundário da China falou para o Jornal O Globo sobre escola e aprendizagem. Como acho que vai somar a tudo que venho pensando… Divido com vocês, leitores do Dicas:

Precisamos reformar a ideia de escolaridade e aprendizagem’, afirma educador e escritor

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As escolas de hoje são boas em preparar os estudantes para uma realidade global?

Muitos educadores afirmam que as escolas não estão preparando os alunos para a complexidade da realidade global que vivemos. As escolas são essencialmente um artefato da Revolução Industrial, e foram estabelecidas principalmente para fabricação em massa de trabalhadores alfabetizados e obedientes para fábricas e escritórios. Hoje em dia, vivemos num mundo extremamente complicado, e os profissionais do conhecimento precisam ser capazes de localizar informações, sintetizá-las, comunicá-las e, em seguida, agir sobre elas. Esses profissionais precisam estar constantemente atualizando suas habilidades, se comunicando através de línguas e culturas, e trabalhando com indivíduos de várias origens.

Por que isso é importante?

Para preparar os alunos para uma realidade em que o conhecimento está sempre mudando, as escolas estão se concentrando em quatro pontos: criatividade, colaboração, pensamento crítico e comunicação. Mas aqui está o paradoxo. Você não pode explorar este conjunto sem ensinar outro grupo tão fundamental: caos, complexidade, mudança e contradição. Para prosperar no mundo moderno, é preciso perceber que as coisas podem acontecer ao acaso e que tudo está interligado muito densamente, desafiando a simplificação.

Com mudar isso então?

Precisamos reformar fundamentalmente a ideia de escolaridade, aprendizagem e educação. Por que nós fechamos nossos alunos em salas de aula durante todo o dia? Será que eles não têm nada de positivo e substancial para contribuir com a sociedade? Se estamos pedindo aos nossos professores para ensinar os alunos a aprender, por que não estamos pedindo aos nossos professores para aprender também?

Você já disse que as escolas chinesas são muito boas em preparar seus alunos para testes, mas não conseguem prepará-los para a chamada “economia do conhecimento”. Por quê?

Psicólogos descobriram que o cérebro tem dois centros de processamento de pensamento que se excluem mutuamente. O primeiro é altruísta, e toma decisões com base em nossas conexões emocionais com as pessoas. O segundo é utilitarista, e se baseia em nosso benefício material. Descobriram, ainda, que o centro altruísta é também o local de empatia, inteligência emocional e criatividade, todas necessárias para o conhecimento. Infelizmente, por causa de seu foco em testes padronizados, o sistema educacional chinês enfatiza a unidade utilitarista dos alunos, o que limita o desenvolvimento de sua empatia, inteligência emocional e criatividade.

Quais os riscos dessa realidade?

Segundo psicólogos, o foco na unidade utilitarista torna as pessoas infelizes e inseguras, mais propensas a mentir. Incentivar pessoas através de prêmios por desempenho ativa sua movimentação utilitária, elevando a probabilidade de estresse, insegurança e trapaça. A curto prazo, isso aumenta a produtividade, mas a longo prazo diminui, e destrói a motivação interna. É o que vemos na China de hoje. Todo mundo está buscando atalhos e trapaças. Poucas pessoas têm prazer e orgulho de seu trabalho, e é por isso que a maioria dos produtos chineses é inferior.

O que a presença de Xangai no topo do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) proporcionou ao país?

O fato de ter ficado em primeiro lugar em 2009 e 2012 deu aos educadores a confiança para buscar uma reforma radical. Desde 2010, as escolas chinesas começaram a modernizar e internacionalizar seu currículo. Dentro da sociedade, todo mundo está mais esclarecido sobre as lacunas do sistema educacional, e há um desejo real de aprender com o resto do mundo e experimentar. Se a China tivesse ido mal, haveria mais resistência às mudanças.

Em que aspectos o país precisa melhorar agora?

Nos anos 1980 e 1990, a economia chinesa cresceu porque seu sistema de ensino havia produzido um excedente de trabalhadores da indústria alfabetizados e engenheiros. Mas a China não pode mais contar com mão de obra barata para alimentar seu crescimento. Se quer ser globalmente competitiva, é preciso profissionais do conhecimento e criativos, especialmente em design, TI e gestão. O sistema escolar de comando e controle é ruim em educar a classe criativa. Agora a China está tentando descobrir como reformar o seu sistema de ensino. Será um processo de descoberta gradual que vai levar de cinco a dez anos, talvez mais.

Leia mais sobre esse assunto em  http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/precisamos-reformar-ideia-de-escolaridade-aprendizagem-afirma-educador-escritor-17131170#ixzz3iKm4JiOP

A Borracha é um Erro em aula?

Segundo o cientista cognitivo Guy Claxton, professor visitante do Kings College London, no Reino Unido, a borracha deveria ser banida da escola.

O que o cientista defende é que motivamos a vergonha do erro. Como se o erro fosse para ser escondido. Sempre mostrei para meus alunos que, em uma correção, a gente deve apontar o erro e consertar. Observo que os meninos, apagam o que erraram e copiam, cegamente, do quadro o correto. Com o passar do tempo, na hora que vão estudar, esses alunos não olham com cuidado o erro para não errar mais. O que está errado, não é ruim em si, podemos e devemos compreender onde erramos e porque erramos.

Teacher cleaning chalkboard with duster --- Image by © Royalty-Free/Corbis

Teacher cleaning chalkboard with duster — Image by © Royalty-Free/Corbis

E para o Professor? O erro aponta um caminho para ser trilhado. Se uma turma quase que inteira está errando em determinado conceito, é hora de refazermos o caminho. Trabalhando de novo a habilidade por outro caminho, podemos desfazer o conceito errado.

“Observar os enganos cometidos por eles é uma parte essencial do trabalho de um bom professor”, acrescenta Coe. “É preciso ver as tentativas feitas para chegar à resposta para orientar melhor o aluno.”

Em sua proposta, Claxton defende que, ao negar ter cometido erros, os estudantes não estão sendo preparados para o mundo, onde enganos são cometidos – e é preciso conviver com as consequências disso.

O mal não está no objeto, na borracha, e sim acharmos que temos que acertar de primeira. Quantas vezes, temos que fazer e refazer alguma coisa até acertarmos? 

E mais: em Ciências, muitas descobertas vieram de erros. A comunidades_carentesescola deveria ser um laboratório de erros. Por que não se perguntar no momento que o aluno erra? Por que ele errou? O que aconteceu? A sua resposta me indica qual caminho?

E por que não ensinarmos ao nosso aluno a fazer perguntas parecidas no momento do erro? Fácil? Não! Mas isso é mais importante do que colocar o aluno para decorar a Tabela Periódica.

Para saber mais: A Borracha deveria ser Banida de sala de aula?

Qual é o mal de premiar o Mérito?

Quando há uma copa do mundo, quais são as seleções premiadas? Quando acontece uma competição de vôlei, quais são os times premiados? Parece óbvio que os que merecem prêmios são os melhores, ao menos os que melhor desempenharam aquele atributo naquele momento. Mas o mérito é dado aos melhores.

Parece um caminho lógico, não é ? Não é ! 

Quando falamos de mérito para Professores essa lógica é pervertida. Somos uma categoria que se auto protege, quase inexplicavelmente. Tudo pode, nada pode ou quase tudo é possível.

Para não vermos o rei nu, quebramos o termômetro e fazemos uma geleia geral. Todos nós, Professores, somos categorizados de coitados e mal remunerados. Somos mal formados ( todos nós) e por fazermos um trabalho mais ou menos, somos mal remunerados. Ou por sermos mal remunerados, não temos tempo de nos aperfeiçoar e por isso… mal remunerados.

E os bons Profissionais ? Conheço muitos. Mas onde estão? Na geleia geral! Todos estamos em um mesmo barco e não separamos quem é quem. Conheço pessoas que não deveriam estar dentro de uma sala de aula, nem para dar avisos para alunos e estão lecionando. Conheço Professores que deveriam estar na Universidades formando Professores. Mas não podemos premiar por mérito esse profissional.

Os sindicatos da vida fazem pouco e nomeiam de Meritocracia o sistema que dá o mérito ao bom Professor. E o uso da palavra Meritocracia é feito com desdém.  Vale dizer que Meritocracia é (do latim mereo, merecer, obter) é a forma de governo baseado no mérito. As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no merecimento, e há uma predominância de valores associados à educação e à competência. Mas isso não pode!

Por quê? Porque somos uma classe que deve ser unida. Não há diferenças entre um profissional e outro. Não há possibilidade de um ser melhor que outro. Nada disso! Somos todos iguais e não há forma de se medir essa diferença. O que rola é um cooperativismo perverso. Sei bem do que falo, pois conheço profissionais que são maravilhosos na Rede Particular e promovem copias de livros na Pública. A razão é que na Particular pode ser mandado embora e na Pública, ganha seu salário independente do que faça em sala, basta estar em sala!

Ai? Ai o IDEB cai ou não sobe com deveria! Enquanto não pudermos premiar quem merece,seremos isso: os bons profissionais não serão reconhecidos e não terão voz!

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Para pensar !

Espero que todos entendam!

Notas de aula e Lista de Exercícios

Para o 1o ano do Ensino Médio:

O núcleo ( Introdução)

Verticalização

Já escrevi sobre esse tema . Mas vou explorar mais um pouco neste post.

Sou Professora de uma escola particular no Rio de Janeiro que tem propostas ótimas. Fui aluna deste colégio e sou fruto destas propostas. Esse colégio se chama Don Quixote e pelo nome já dá para adivinhar que tipo de pessoa é formada ali: Os sonhadores, os inconformados e os que lutam contra “os moinhos de vento!”

Uma destas propostas é verticalizar. É assim:

Propomos um tema para o projeto e dividimos todos os segmentos em grupos. Cada grupo tem ao menos 2 alunos de cada ano. Então no turno da manhã, temos grupos com alunos de 6o, 7o, 8o , 9o anos e de Ensino Médio. Cada grupo tem alunos de todas as turmas.

O tema deste ano no Projeto foi Palavra de Honra. “Qual Palavra eu vou empenhar para fazer um Brasil melhor?” Isso que foi discutido e apresentando por cada grupo em forma de Jornal da TV.

A grande vantagem de uma Verticalização é trabalhar com o diferente. Os alunos de 6o e 7o anos têm que ter voz e vez como os de Ensino Médio. Os alunos de Ensino Médio aprendem que os menores têm muito o que ensinar. E essa mistura dá muito certo. No fim temos um grupo unido, trabalhando, fazendo, ousando… E é uma das estratégias para evitar o bullyng.

Veja bem: se o aluno se vê trabalhando com o menino de outra turma. Ouvindo, valorizando e respeitando este menino; ele não tem como fazer o bullyng. Como maltratar seu colega de grupo ?

Neste ano de 2010, nós tivemos excelentes resultados na verticalização. Os alunos do Colégio don Quixote empenharam a sua palavra para que esse país “mostre a sua cara”! E aprenderam a “com viver”. Aprenderam a esperar a sua vez, a respeitar o diferente, a respeitar o tempo do outro, a assumir suas limitações e a ser responsável por suas ações.

Verticalizar no fundo é ensinar ao aluno que cada um tem seu valor e que ninguém é totalmente desprovido de habilidades.

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