Gigogas chegam à Praia da Barra

Todos os anos é a mesma notícia, talvez mais contundente ou mais veemente, só que é uma verdade: essas plantas aquáticas se espalham pelas praias da Barra e Recreio no Rio de Janeiro.

A planta em si, não é o problema. O problema é que ela indica uma grave poluição no complexo lagunar de Jacarepaguá.

Complexo Lagunar de Jacarepaguá

O que são as Gigogas?

Gigoga, Aguapé, Iguapé, Mururé, Camalote, Rainha-dos-lagos, Jacinto-d’água, Baroneza, Murumuru, Pavoa, Pareci. Em cada canto que ela aparece recebe um nome diferente, mas todos eles denominam a mesma planta: a Eichhornia crassipes.

São plantas aquáticas filtradores, que absorvem os restos orgânicos que estão diluídos na água para fazer a fotossíntese. Ela também auxilia na alimentação e reprodução de diversas espécies aquáticas. Suas raízes são utilizadas como alimento, proteção para pequenos peixes e serve como locais de desova.

Quando há abundância destes restos orgânicos, elas se reproduzem muito.

Qual é o problema?

O “boom” de reprodução da Gigoga é uma resposta ao grande derramamento de esgoto sem tratamento nestas lagunas. Significa que o Complexo Lagunar está lotado de cocô, na linguagem informal. Isso mostra que as lagunas estão morrendo, a taxa de oxigênio está baixa e algumas espécies podem estar em risco de extinção.

#FICAADICA

Muita Gigoga na praia é um sinal de alerta, sinal que as lagunas estão morrendo e portanto estamos perdendo a batalha na proteção do meio ambiente.

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