Poliomielite

A poliomielite, também chamada de paralisia infantil ou simplesmente pólio, é uma doença grave que leva o paciente à paralisia. Estima-se que, no final da década de 1980, cerca de 1.000 crianças ficavam paralíticas diariamente, o que chamou a atenção da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabeleceu metas para a erradicação da doença até o ano 2000. No nosso país, o último caso de poliomielite selvagem registrado e confirmado foi em 1989, e o certificado de erradicação foi recebido em 1994.

Polio Rehabilitation Center, at the St. Stevens Hospital.

Causa

É uma doença infectocontagiosa causada por vírus (poliovírus). Passa de pessoa para pessoa ( contágio direto).

Ela geralmente ocorre em crianças de até 5 anos, mas pode surgir em adultos que não tomaram a vacina.

A poliomielite é uma doença muito grave que pode levar à paralisia dos membros inferiores e, no pior dos casos, à morte dos portadores.

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Vírus da Pólio

Prevenção

A prevenção da doença é feita através da vacina oral (2 gotas) e da injeção. É muito importante a vacinação em crianças de até 5 anos, a qual é feita em quatro ou cinco doses.

Ela possui uma eficácia de 95% e combate o vírus por um longo período de tempo. Geralmente, essa vacina não possui efeito colateral, mas se a criança tiver diarreia ou vômito, deve tomar novamente a dose, pois esta pode não ter sido absorvida pelo corpo.

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Volta da Doença

O que assusta qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento em Biologia é o retorno da doença em países como a Venezuela e a Papuásia- Nova Guiné. Neste último país, foi detectado o primeiro caso de poliomielite na Papuásia-Nova Guiné em 18 anos. O vírus foi encontrado num rapaz de seis anos de idade, proveniente da província de Morobe. 

Essa onda de pessoas que resolvem, por conta própria, não vacinar seus filhos ou a si mesmo pode causar um surto grave de doenças que estavam praticamente erradicadas em alguns países, incluindo o nosso.

Se existe um grupo que ainda não foi imunizado, o vírus pode ficar nestas pessoas e mutar, até evoluir em alguma cepa que não tenhamos vacina… e estaremos em uma calamidade pública.

No Brasil…

Enquanto a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) investiga casos de pólio na Venezuela, médicos alertam que no Brasil o importante agora é aumentar a cobertura vacinal contra a doença. Ela já esteve no percentual de 95%, o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mas hoje está reduzida a 77%. O caso da Venezuela chamou a atenção para a queda da cobertura vacinal contra a pólio no país.

Governo e especialistas garantem que não há motivo para alarme porque não há risco, ao que tudo indica, do chamado vírus selvagem, que se alastra. Os casos venezuelanos parecem estar relacionados ao vírus vacinal comum, não mutado, que consegue atingir apenas crianças não vacinadas em casos raros. Mas, ainda assim, estados e municípios foram orientados a intensificar a vigilância e a vacinação.

 

 

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