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Grupos de Estudo

Nessa reta final de Bimestre ou no início do próximo, você, Professor(a), já experimentou  montar grupos de estudo para auxiliar os seus alunos?

Vantagens de um grupo de estudos:

  1. Dar protagonismo ao aluno;
  2. Se a explicação é de aluno para aluno, tudo fica mais fácil;
  3. Dá tempo ao Professor de dar atenção mais individualizada;
  4. Trabalha liderança, organização, capacidade de síntese, empatia, resiliência…

Tipos de Grupos de Estudo:

Podemos montar vários tipos de grupos de estudo ( veja as sugestões abaixo), mas o importante é que se combine o modo de trabalho. Por exemplo, se for com outros colegas de outras disciplinas, como será o material e quem vai organizar. Se for com outras turmas, como será o espaço dos grupos.

Permita que os alunos se envolvam, fica mais fácil para o engajamento.

Sugestões de Tipos de Grupos:

  1. Grupos com uma turma só em uma matéria só.
  2. Grupos de várias turmas e anos em uma matéria só.
  3. Grupos de várias turmas e anos envolvidos em várias matérias.

Em todos os casos, podemos lançar mão de um formulário para começarmos a pensar nos grupos. Veja abaixo a sugestão de formulário.

 

 

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Ciências com Sentido

Sarampo e Pólio, doenças facilmente evitáveis se a população se vacinar. Ambos os casos, o Brasil já tinha recebido o certificado de erradicação. Mas…

Estamos vivendo uma situação um tanto escandalosa. Famílias decidem não vacinar os filhos. Não por falta de vacina, mas porque acreditam na Pós -verdade.

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Pós -Verdade

Conjunto de circunstâncias ou contexto em que é atribuída grande importância, sobretudo social, política e jornalística, a notícias falsas ou a versões .verossímeis dos factos, com apelo às emoções e às crenças pessoais, em detrimento de .fatos apurados ou da verdade .objetiva

“pós-verdade”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/p%C3%B3s-verdade [consultado em 07-07-2018].Conjunto de circunstâncias ou contexto em que é atribuída grande importância, sobretudo social, política e jornalística, a notícias falsas ou a versões .verossímeis dos factos, com apelo às emoções e às crenças pessoais, em detrimento de .fatos apurados ou da verdade .objetiva
Ou seja: você acredita no sentimento, na emoção e não nos fatos. Um Movimento Antivacina ganhou força entre os ” naturebas” de plantão e está fazendo o estrago na população. Essa é uma pós verdade que, fora a política, temos que nos vacinar.

Movimento Antivacina

antivacina

O médico britânico Andrew Wakefield, em 1998, espantou a comunidade científica com um estudo publicado na prestigiadíssima revista científica The Lancet. Ele analisou 12 crianças portadoras de autismo, das quais oito manifestaram os primeiros sintomas da síndrome apenas duas semanas após tomarem a tríplice viral, que protege contra caxumba, sarampo e rubéola. Conforme Wakefield, o sistema imunológico delas entrou em “pane” após os estímulos “excessivos” da vacina ao sistema imunológico. Resultados: inflamação do intestino que levaria toxinas ao cérebro. Os resultados apareceram em jornais e tevês do mundo inteiro.

 

Wakefield, no entanto,  pouco a pouco começou a ser desmascarado. Uma série de investigações descobriu que algumas crianças voluntárias do estudo haviam sido indicadas por um escritório de advocacia que queria entrar com ações contra a indústria farmacêutica. Em 2010, a The Lancet retirou o estudo de seu site. No mesmo ano, o Conselho Britânico de Medicina cassou a licença de Wakefield e ele não pôde mais atender pacientes no Reino Unido.  

Mas o estrago havia sido feito. Nos Estados Unidos, por exemplo, o sarampo atingiu 189 pessoas em 2013, após estar erradicado há quase 15 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Para controlar o estrago, vários estados não permitem a matrícula de alunos sem a apresentação da carteira de vacinação completa.

Apesar de toda a tentativa de apagar a falsa pesquisa, tem gente que ainda se referenda a ela para não se vacinar e o pior, não vacinar seus filhos.

Com uma parte da população não vacinada, podemos ter a volta da doença ( no caso do Sarampo isso já está ocorrendo aqui no Brasil) e, com o tempo, criar uma cepa de vírus ultra resistentes, isso tomaria uma população inteira desavisada imunologicamente e estaríamos em maus lençóis.

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Risco para a População

Entenda que não vacinar seu filho não é uma escolha sua, é uma escolha para a população. 

Se um grupo de vírus encontra as condições ideais de reprodução, essas condições são o corpo de um ser humano não vacinado, ele pode mutar. Essa mutação silenciosa pode ser aquela que o organismo vacinado não está preparado para ” reconhecer”. Então, ocorre a epidemia ou uma pandemia. 

Olhe para esse fato como uma seleção natural dos vírus que se volta contra o nosso corpo. E olhe para a campanha de vacinação como a solução e não como um mal a ser controlado.

E a escola?

pós verdade

Na escola temos que preparar nossos alunos para essas pós verdades. Não existe o eu optei por não vacinar meu filho ou eu não acredito em vacinas ou a teoria da conspiração.

É neste momento que a ciência tem que fazer sentido.

Poliomielite

A poliomielite, também chamada de paralisia infantil ou simplesmente pólio, é uma doença grave que leva o paciente à paralisia. Estima-se que, no final da década de 1980, cerca de 1.000 crianças ficavam paralíticas diariamente, o que chamou a atenção da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabeleceu metas para a erradicação da doença até o ano 2000. No nosso país, o último caso de poliomielite selvagem registrado e confirmado foi em 1989, e o certificado de erradicação foi recebido em 1994.

Polio Rehabilitation Center, at the St. Stevens Hospital.

Causa

É uma doença infectocontagiosa causada por vírus (poliovírus). Passa de pessoa para pessoa ( contágio direto).

Ela geralmente ocorre em crianças de até 5 anos, mas pode surgir em adultos que não tomaram a vacina.

A poliomielite é uma doença muito grave que pode levar à paralisia dos membros inferiores e, no pior dos casos, à morte dos portadores.

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Vírus da Pólio

Prevenção

A prevenção da doença é feita através da vacina oral (2 gotas) e da injeção. É muito importante a vacinação em crianças de até 5 anos, a qual é feita em quatro ou cinco doses.

Ela possui uma eficácia de 95% e combate o vírus por um longo período de tempo. Geralmente, essa vacina não possui efeito colateral, mas se a criança tiver diarreia ou vômito, deve tomar novamente a dose, pois esta pode não ter sido absorvida pelo corpo.

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Volta da Doença

O que assusta qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento em Biologia é o retorno da doença em países como a Venezuela e a Papuásia- Nova Guiné. Neste último país, foi detectado o primeiro caso de poliomielite na Papuásia-Nova Guiné em 18 anos. O vírus foi encontrado num rapaz de seis anos de idade, proveniente da província de Morobe. 

Essa onda de pessoas que resolvem, por conta própria, não vacinar seus filhos ou a si mesmo pode causar um surto grave de doenças que estavam praticamente erradicadas em alguns países, incluindo o nosso.

Se existe um grupo que ainda não foi imunizado, o vírus pode ficar nestas pessoas e mutar, até evoluir em alguma cepa que não tenhamos vacina… e estaremos em uma calamidade pública.

No Brasil…

Enquanto a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) investiga casos de pólio na Venezuela, médicos alertam que no Brasil o importante agora é aumentar a cobertura vacinal contra a doença. Ela já esteve no percentual de 95%, o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mas hoje está reduzida a 77%. O caso da Venezuela chamou a atenção para a queda da cobertura vacinal contra a pólio no país.

Governo e especialistas garantem que não há motivo para alarme porque não há risco, ao que tudo indica, do chamado vírus selvagem, que se alastra. Os casos venezuelanos parecem estar relacionados ao vírus vacinal comum, não mutado, que consegue atingir apenas crianças não vacinadas em casos raros. Mas, ainda assim, estados e municípios foram orientados a intensificar a vigilância e a vacinação.

 

 

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