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Currículo e Competências Socioemocionais

São Paulo deu o primeiro passo!

Que inveja!

Montou um currículo que inclui as Competências Socioemocionais nele. E mais… já pensou em formação de Professores. Porque vamos combinar… não somos formados para isso. Aprendemos teorias, correntes filosóficas, muito blá, blá, blá… Mas não somos preparados para lidar com tais competências.

Mas o que é isso?

Competências Socioemocionais…

Sentir, ter empatia, ser resiliente, curioso(a), focar em um objetivo, ser criativo(a), trabalhar em equipe… tudo isso se espera de um profissional. Do que adianta o cara saber muito de um processo altamente específico, de calcular como funciona uma peça e não saber compartilhar o seu conhecimento com outro? Ou um líder que sabe muito de seu cargo, das leis, mas não tem nenhuma simpatia pelo que o outro sente?

Isso tudo pode ser trabalhado na escola. Não como uma matéria específica mas como parte transversal de todas.

As competências socioemocionais são habilidades que você pode aprender; são habilidades que você pode praticar; e são habilidades que você pode ensinar

Veja algumas competências que estão relacionadas ao Socioemocional.

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O Big Five

Entre os psicólogos, tem crescido o reconhecimento de que é possível analisar a personalidade humana em cinco dimensões, conhecidas como Big Five:

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Trabalhar para que o aluno ganhe um pouco de cada uma dessas dimensões pode ser uma ajuda. Não que o menino de tímido vá virar um astro do rock. Mas ele pode aprender a trabalhar essa timidez. Podemos sim ajudar nossos alunos nisso.

Por exemplo: já tive alunos altamente resistentes ao novo. Eles tinham medo de errar, então não arriscavam. Com cuidado, fui mostrando que errar não era coisa tão feia assim. E meu primeiro passo era mostrar que eu errava e portanto… tudo bem. Depois, comecei a propor novidades e coloca-los como meus ajudantes no meu pensar.

Cada dia eles se mostravam mais abertos ao novo.

Também trabalhei a resiliência. Todos eles tinham uma enorme dificuldade de lidar com suas falhas e aquilo atrapalhava em projetos novos. Fui tirando esses meninos da zona de conforto: não deixava mais eles sentarem nos mesmos lugares em sala, ou trabalharem em um mesmo grupo… claro que lentamente.

Aproxime-se do seu (sua) aluno(a)…

Nada é mais prazeroso que sentar e escutar seu (sua) aluno(a). Mas se o currículo só vê o menino como um repositório de conteúdo… a gente fica meio preso. O cognitivo e o socioemocional têm que andar junto.

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Então, enquanto nosso currículo não nos facilita ( aliás os pensantes em educação nunca o fazem, com raríssimas exceções) explore as possibilidades.

Professores de Ciências têm uma carta na manga. Já experimentou conversar sobre as angústias e as delícias de ser adolescentes com seus alunos? Pare e ousa. O que eles sentem e querem não é muito diferente do que sentíamos e queríamos. O pano de fundo mudou, mas os atores sentem o mesmo.

Converse com eles e gaste esse tempo em ouvir.

A BNCC comum nos dá uma ajuda.

A versão atual da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) defende o desenvolvimento integral dos estudantes, não apenas a aprendizagem de conteúdos. Nessa perspectiva, as socioemocionais devem ser estimuladas enquanto se trabalha os saberes curriculares com a turma. Elas estão citadas nos itens que compõem as competências gerais e também nas específicas. Em Matemática, por exemplo, estão listados tópicos como: enfrentar situações-problema; investigar, organizar, representar e comunicar informações relevantes, para interpretá-las e avaliá-las crítica e eticamente; agir individual ou cooperativamente com autonomiaresponsabilidade flexibilidade; interagir com seus pares de forma cooperativa; sentir-se seguro da própria capacidade de construir e aplicar conhecimentos matemáticos, desenvolvendo a autoestima e a perseverança na busca de soluções.

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Em Ciências Naturais o mesmo acontece:

Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza para tomar decisões frente a questões científico-tec- nológicas e socioambientais e a respeito da saúde individual e coletiva, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.

Os alunos nos dão a deixa…

Se você, Professor(a), ouvir bem será surpreendido(a). Em uma sala de aula há vários autores prontos para ajudar e criar um ambiente propicio para se ensinar. Dar aula não é a mais ( somente) um exercício de ouvir,  aceitar, repetir e passar para outro tópico.

É muito mais… por isso, ser Professor(a) não é para todos. Ouça o que o seu(sua) aluno(a) diz:

 

 

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