Formação de Professores


Ando me arriscando nesse campo e gostando. Trocar ideias com meus pares e ter outro olhar… é muito legal.

Minha experiência como Professora de sala de aula e como Coordenadora de Ciências Naturais, me dá uma certa autoridade. No entanto, não é só isso que me chama atenção. Ser parte de um processo, de procurar diferentes caminhos, me dá um novo gás.

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Professor é uma profissão atropelada. Temos que nos atualizar constantemente, estamos vivendo no olho do furacão das mudanças, mas, por outro lado, temos que trabalhar em 2 ou 3 escolas diferentes para sobreviver. O tempo é curto. O que não podemos nunca fazer é fossilizar. E aí que está meu ponto polêmico.

Claro que não estou generalizando, mas alguns Professores ( novos, por vezes!) estão quadradinhos. “Sempre fiz assim! Sempre se aprendeu assim! Eu aprendi assim e não morri!” E assim, ficamos na mesma. Esperamos por resultados diferentes, fazendo o mesmo.

As salas lotadas, os alunos pouco interessados, as condições ruins… São o cenário. É o que temos. Não estou dizendo que temos que engolir esse sapo. Mas o que fazer enquanto o melhor dos mundos não acontece? Parar? Esperar que o Governo mude? Ou criar demandas? Fazer pequenas revoluções em sala de aula?

Sou Professora da Rede Municipal Carioca desde 1994. O cenário não é o ideal. Mas sempre procurei fazer o melhor! Se precisasse dar aulas no pátio, para ter mais espaço, ia para o pátio. Se a escola não tinha laboratório, levava a experiência para dentro de sala. Se não tinha internet, montava a aula em casa e dava aula o mais interativa possível. Para quê? Para ensinar! Simples assim.

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Depois, meu trabalho ia aparecendo e a direção da escola ( ou instâncias maiores) percebia as necessidades. Demanda criada e eu ia colocando as pessoas na área de desconforto. Veja bem, não fazia para isso, fazia para ensinar. Meu objetivo sempre é atingir o aluno. Se para isso tenho que encher a paciência dos outros… Vamos lá!

Não pense também que a Rede Particular lhe dá tudo. A maioria das escolas particulares é extremamente tradicional. Inovar é um jogo de paciência. Já fui demitida com essa justificativa: “Você inova demais. Talvez daqui a 10 anos, vamos te querer como Profissional!”

Bom… O que tenho visto nas formações e o que me incomoda muito é a sensação de falar para um grupo ( não quero generalizar) que me vê como a direção dessa escola: “Isso só poderá ser feito daqui a 10 anos!” Se esperarmos as condições ideais de pressão e temperatura, vamos combinar outra atividade? Vamos tomar um Chopp?

Se para ser um Professor que faça a diferença em sala de aula, temos que montar aulas em casa ou levar um material diferente para a sala; faremos. Não sei se você concorda, mas amo quando percebo que consegui chegar lá com os alunos. Ser Professor é uma escolha. E você, o que escolhe?

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Andrea Barreto

Andrea Barreto

Sou professora de Ciências e de Biologia em Escolas da Rede Municipal e Particular do Rio de Janeiro ( Brasil). Elemento de equipe da Educopédia / Rioeduca ( Secretaria Municipal de Educação - RJ)

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