Vejo o Uber como uma alternativa para o transporte. E como toda novidade, tem seus seguidores e admiradores,e, do outro lado os opositores. Mas o que quero me ater é a razão do Uber aparecer e estar crescendo. Minha percepção é que apareceu uma lacuna no serviço autorizado ( táxi) e o Uber entrou nesta oportunidade. Serviço melhor, motoristas atenciosos, pontuais e, por vezes, mais baratos.
O Uber chegou para preencher um vazio do péssimo serviço dos táxis que, ao menos aqui no Rio de Janeiro, somos submetidos. Não quero entrar no debate de que é ou não legal, no entanto, vejo o Uber como um serviço disruptivo, que se auto regula. Avaliamos o serviço e nesse momento, estamos criando uma trilha que outros poderão seguir. O serviço funciona porque tem o olho do cliente e ele prima (ao menos na teoria) por manter a qualidade, ou, vai desaparecer.
Vamos para a Educação, então. Acompanho as escolas particulares e públicas aqui na minha cidade maravilhosa. Converso com os alunos e pais. O que tenho visto é que a escola atual deixa enormes lacunas. Ou não forma e não prepara para nada ou delega aos pais uma boa parte da formação do aluno.
Observo escolas onde o aluno comparece as aulas para saber o que vai cair na prova e vai para casa estudar. Leia estudar como: os pais contratam uma outra escola na forma de professores particulares para ensinar o que a escola não ensinou.
Do outro lado observo escolas que são depósitos de crianças, o aluno está lá mas nada acontece para a sua formação. Não vejo diferenças entre as duas escolas, a única diferença está na família das crianças: em uma escola a família, de alguma maneira supre o que a escola não dá e na outra escola, a família não pode ou não faz isso. Aqui temos uma lacuna, a escola não faz aquilo que deveria está fazendo. Por vezes, a escola cobra caro para formar o aluno e não faz o seu papel.
As razões são muitas e daria outro post aqui. Mas, percebo que o pior é sentir que os alunos estão na escola porque é uma fase para passar. O que fazer? Estão ali entediados, tristes, sofrendo bullying,… Claro que há exceções, mas no todo vejo isso. A escola não está servindo nem para a família e nem para o aluno. Qual seria a alternativa?
Um movimento bem intenso está aparecendo aqui no Brasil e no mundo. A educação em casa, talvez, seja um dos Ubers da educação. Mais barato, melhor qualidade e o olho do cliente/ responsável regula a sua qualidade. O lado ruim desta maneira de educar é que aqui no Brasil, para obter certificado, tem que se matricular em uma escola. E o papel conta aqui neste pais. Outro lado ruim é que as famílias mais bem instruídas terão possibilidade de instruir melhor, aumentando o abismo entre as classes sociais.
Mas o lado bom é que, pelo testemunho dos próprios pais e crianças, essa forma de educar está cumprindo o seu papel. Os meninos aprendem, ficam mais confiantes e se envolvem mais na sua formação. Trocando em miúdos: os alunos aprendem e gostam de aprender.
O que quero é mexer em um monstrinho: a escola como instituição de formação está falida. Temos que repensar na escola, nessa nova geração, neste currículo, neste fazer cotidiano que estamos lidando nas escolas. Não defendo o homeschooling mas vejo nesse movimento um pedido de socorro da sociedade por uma educação de qualidade.




O uber da educação serão os eads. Mas para quem tenha autodisciplina, foco, e que queira aprender. Para os demais…vai ser doido.
Para adultos e adolescentes mais velhos talvez isso funcione. Mas acho que a resposta não é tão simples assim!