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Celular em Sala de Aula: pode ou não pode?


“Não usem o celular na minha aula! Eu não usarei e vocês também não!”- essa era a minha ordem no primeiro dia de aula. Sem tempo para discussões, era uma das minhas regras que eu não abria mão. 

Detestava e ainda detesto quando estava explicando e um celular tocava para… sei lá! Por vezes, era o próprio responsável do aluno para falar com ele. O mais incrível era que os responsáveis achavam que aquilo era um ato natural. 

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Mas um dia, estava eu lá tentando descrever um animal. Todos que me conhecem sabem que sou terrível em desenho e quanto mais eu explicava, mais os alunos ficavam curiosos. Até que um deles levantou o dedo e me sugeriu… “e se eu fizesse uma busca no meu celular pela imagem do Kakapo? Posso, Professora?” 

Respondi que podia e quem quisesse poderia fazer. Foi um reboliço, todos procuraram e quem não tinha, olhava no celular do outro. Mais um paradigma quebrado: Por que não usar o celular em sala?

Claro! Tive que amadurecer, ler, negociar com a Direção da Escola e com os alunos. O uso do celular em sala deve ser visto para fins pedagógicos. Ainda acho o fim, aluno receber ligações de qualquer outra pessoa!  Se os pais ou responsáveis querem falar ( precisam desesperadamente falar), que liguem para a secretaria da escola. Vamos combinar que em algum tempo passado, não havia celular e os nossos pais conseguiam falar com a gente. 

Porém, se usarmos com cuidado, dá samba. Expliquei para as minhas turmas como usaria o celular, que o momento de usar o celular era aquele momento e não era para buscar outras coisas. Quem não podia usar o celular, sentaria junto a um colega para não perder a aula. Expliquei aos pais, avisava à Direção… Tudo bem planejado. Neste momento, não improvise.

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Vamos pensar nos motivos que nos levam a usar o celular em sala? Claro que os motivos que nos fazem proibir são vários, mas pense nisso:

O celular é o prolongamento do braço

O aluno leva toda a informação consigo, a movimenta, intercambia, compartilha em rede, fora e dentro da classe. Desta forma, aprende de maneira intuitiva, mesmo sem estar consciente disso. O celular é a chave para os estudantes. “Chegará um dia em que o professor dirá aos alunos no início da aula: ‘Liguem os celulares’, em vez de mandar desligá-los”, explica o diretor de educação da Fundação Santillana, Mariano Jabonero. Há tempo já se dizia que o mouse do computador tinha se transformado no prolongamento do braço das novas gerações de crianças e jovens. Mas hoje seu celular o é ainda mais.

Aplicativos contribuem na educação

A classe não é mais o único lugar onde se aprende. O uso de aplicativos educacionais como complemento das disciplinas começa a ser uma realidade. E as iniciativas de empreendedores para criá-los são cada vez mais numerosas. O setor calcula que atualmente existam mais de 80 mil apps educativos. São gratuitos e ajudam a aumentar a motivação do aluno. Muitos professores e especialistas insistem em sua utilidade durante a aula. Os conteúdos vêm de fora da classe, na qual entram pela tecnologia através dos celulares e outros suportes.

Professores também estão familiarizados

O professor sabe usar a tecnologia como o aluno. “O tópico de que os alunos usam mais a tecnologia e estão mais familiarizados com ela do que os professores se rompeu”, lembra Jabonero. Essa premissa, que era repetida incansavelmente há anos, não é mais verdadeira. Todo mundo usa a tecnologia em sua vida cotidiana e profissional, seja para enviar mensagens, navegar, jogar, ouvir música ou alguns, inclusive, para ensinar. Sem mencionar que muitos professores que hoje atuam na educação não universitária já pertencem a gerações que nasceram na era tecnológica.

Recursos digitais já estão disponíveis

A transformação da educação pela tecnologia tem três pés: os recursos digitais com os quais se dotam a classe e os alunos (desde as lousas digitais aos computadores), o acompanhamento do professorado e um currículo digitalizado. E os recursos já não são a matéria pendente, ressaltam os especialistas. De fato, 85% dos centros secundários nos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômicos) já em 2012 estavam dotados de computadores de mesa; 41% de portáteis e 11% de tablets, segundo dados da organização. Os passos seguintes são ampliar o currículo digital, assim como o acompanhamento e o apoio do professorado no ensino com esses materiais.

Investimento geral em tecnologia é cada vez maior

O gasto público em tecnologia cresce nos países mais avançados, apesar de diminuir o gasto em educação. Países como EUA ou Inglaterra seguiram essa linha em plena crise. Mas nem sempre o investimento em tecnologia para a educação se traduziu em uma melhora dos resultados dos alunos. De fato, alguns países que menos investem nela (como Finlândia, Japão ou Coreia do Sul) saem nos primeiros lugares das provas Pisa, assim como outros que, pelo contrário, investem muito nela (como Cingapura, Países Baixos ou Estônia).

Pensemos juntos… E agora, como você, Professor, vê o uso de celulares em sala?

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