Segundo o cientista cognitivo Guy Claxton, professor visitante do Kings College London, no Reino Unido, a borracha deveria ser banida da escola.
O que o cientista defende é que motivamos a vergonha do erro. Como se o erro fosse para ser escondido. Sempre mostrei para meus alunos que, em uma correção, a gente deve apontar o erro e consertar. Observo que os meninos, apagam o que erraram e copiam, cegamente, do quadro o correto. Com o passar do tempo, na hora que vão estudar, esses alunos não olham com cuidado o erro para não errar mais. O que está errado, não é ruim em si, podemos e devemos compreender onde erramos e porque erramos.

E para o Professor? O erro aponta um caminho para ser trilhado. Se uma turma quase que inteira está errando em determinado conceito, é hora de refazermos o caminho. Trabalhando de novo a habilidade por outro caminho, podemos desfazer o conceito errado.
“Observar os enganos cometidos por eles é uma parte essencial do trabalho de um bom professor”, acrescenta Coe. “É preciso ver as tentativas feitas para chegar à resposta para orientar melhor o aluno.”
Em sua proposta, Claxton defende que, ao negar ter cometido erros, os estudantes não estão sendo preparados para o mundo, onde enganos são cometidos – e é preciso conviver com as consequências disso.
O mal não está no objeto, na borracha, e sim acharmos que temos que acertar de primeira. Quantas vezes, temos que fazer e refazer alguma coisa até acertarmos?
E mais: em Ciências, muitas descobertas vieram de erros. A
escola deveria ser um laboratório de erros. Por que não se perguntar no momento que o aluno erra? Por que ele errou? O que aconteceu? A sua resposta me indica qual caminho?
E por que não ensinarmos ao nosso aluno a fazer perguntas parecidas no momento do erro? Fácil? Não! Mas isso é mais importante do que colocar o aluno para decorar a Tabela Periódica.
Para saber mais: A Borracha deveria ser Banida de sala de aula?


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No velório do meu pai, falando sobre ele eu contei de algo que me ensinou ainda em criança:
“Lembro também, de eu ainda criança, apagando algo no meu caderno da escola, ele perguntou:
– Filha, o que houve?
– Ah Pai! Está tudo errado. Errei isso…
_ Espera.
Então saiu e voltou em seguida com um caderno do curso que fazia no Piauí*². E foi apontando palavras… Todas elas estavam com uma linha ao meio.
_Filha! Esses são os erros do seu pai. Se você apagar os seus erros, como irá aprender com eles numa revisão?
A partir dai, adotei isso. E minha borracha durou anos e anos…”
https://cadeiranteemprimeirasviagens.wordpress.com/2012/09/08/o-adeus-ao-meu-pai/
Em sala de aula de aula, o deixar o erro marcado, ajuda sim numa revisão porque se dá mais atenção a esses trechos. Evitando errar de novo. Eu adotei essa de fazer um risco ao meio da palavra ou nos trechos com erros. Segui fazendo isso em toda vida escolar… O estranho foi que em uma das séries teve uma professora que implicou com isso: “dizendo que o caderno ficara feio”. Fomos nós duas parar na Diretoria… Ganhei a causa 😀
E na vida a fora eu também adotei o reconhecer meus erros, não apagá-los 🙂
SIM! A Borracha é um erro em aula!