Quase em um filme de fixação…


Um implante cerebral permite movimentos de um tetraplégico

Essa semana, passei o olho por essa notícia. Quando falo passei o olho, não é força de expressão, quando vi a notícia pensei: qual é a novidade? 

Bom, olhando mais atentamente, há uma novidade ! E que novidade! 

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Pacientes tetraplégicos são aquelas pessoas que sofreram alguma lesão na coluna, perdendo os movimentos das pernas e braços. 

Erik Sorto,californiano, foi atingido por uma bala aos 21 anos na medula espinal e perdeu os movimentos dos braços e pernas. E agora, com 34 anos, uma prótese colocada no seu cérebro lhe permitiu que ele pegasse um copo e tomasse um gole de cerveja. Fantástico! Mas como isso foi feito.

Alguns experimentos semelhantes já foram feitos. O paciente ganhava um capacete ou um exoesqueleto que permitiam um movimento artificial. Desta maneira a pessoa tinha que pensar o passo a passo do movimento: tenho que levantar o braço, esticar, abaixar, abrir os dedos… Porém, agora a novidade está em onde essa prótese foi implantada.

Os pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (CalTech) desenvolveram esse sistema de implante cerebral. A tecnologia funciona do seguinte modo: os chips neurais são implantados no córtex parietal frontal — uma região do cérebro que pode ser estimulada para fazer com que os membros se movimentem. É importante dizer que essa região não é responsável pelo movimento em si, mas pela “intenção do movimento”, podendo enviar impulsos para outros setores cerebrais com a função.

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Assim, o chip não foi colocado na área que controla o movimento e sim na área da intenção. O paciente precisa só pensar em executar o movimento e esse é feito de maneira mais natural. É claro que as pesquisas não acabam aqui, mas é um avanço substancial.

Como os próprios pesquisadores afirmam, isso ainda está um pouco longe de ser totalmente natural — pois exige uma repetição bem grande em testes até que a atividade se torne fácil de ser executada —, mas já é um avanço muito interessante. Para poder jogar “pedra, papel ou tesoura”, por exemplo, o paciente teve que praticar mais de 6 mil vezes até a tarefa ficar simples.

Para entender melhor, veja o vídeo ( em inglês):

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Andrea Barreto

Andrea Barreto

Sou professora de Ciências e de Biologia em Escolas da Rede Municipal e Particular do Rio de Janeiro ( Brasil). Elemento de equipe da Educopédia / Rioeduca ( Secretaria Municipal de Educação - RJ)

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