A Seca do Sudeste


Quando a seca bate a nossa porta…

Nós, moradores do Sudeste, estávamos muito confortáveis. Afinal, seca era um mal do Nordeste. Mas, agora, a realidade está em nossos calcanhares.

O interior paulista sofre com a maior seca dos últimos 70 anos. A seca provoca queimadas, qualquer pedaço de vidro pode causar um desastre. O Estado do Rio de Janeiro tem sofrido com as queimadas do pouco que nos resta da Mata Atlântica.

E como não bastasse, nas eleições os partidos se acusam e colocam na conta do outro. Mas o que ninguém explicou é que a nossa seca está relacionada com a Amazônia.

Os chatos de plantão…

Eu estou incluída. O Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) vem avisando que se continuarmos a desmatar, teremos problemas ( são os chatos de plantão). Eu mesma falo disso sempre que posso, mas parece que a Amazônia também não é problema nosso.

Todo o território brasileiro depende da chuva que a Amazônia gera e que está minguando devido ao desmatamento. Os chamados rios voadores são os responsáveis. As grandes massas de água, que viajam da Amazônia para o restante do território brasileiro, levam a umidade que alimentam as chuvas.

Pulmão do Mundo ou Torneira do Mundo?

A mídia não tem auxiliado nesse processo. Na maioria dos jornais, revistas, noticiários de TV,… chamam a Amazônia de pulmão do mundo. Mentira.

Graças à Amazônia, ou melhor, graças as árvores da Amazônia as águas das chuvas são mobilizadas e bombeadas novamente para a atmosfera. O fenômeno é conhecido como evapotranspiração, ou seja, a água das chuvas que fica retida nas copas das árvores evapora e permanece na atmosfera em forma de umidade. É exatamente essa umidade que forma os rios voadores.

A Amazônia está mais para torneira do Mundo.

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A resposta está no vento…

Segundo dados do Greenpeace, nos últimos 4 anos, o país contabilizou um aumento de 29% na destruição da floresta. Dados recentes do INPE apontam que esse ano temos um nova tendência de alta.

Vamos pensar maior. A solução não está somente nos reservatórios de São Paulo ou Rio de Janeiro, e, sim na Amazônia.

Os ventos da floresta trazem a umidade e a resposta estes ai.

Como cantou Bob Dylan:

“The answer, my friend, is blowin’ in the wind / The answer is blowin’ in the wind (…)”

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2 respostas »

  1. Aí está… Quando falamos do ciclo da água na Natureza, incluimos as correntes aéreas. Mas quando apresento questões em que a água que usamos no momento esteve na semana anterior correndo pelo leito do rio Solimões e outros…discordância geral! Isso é exagero! Difícil…

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    • Andre, por vezes para efeito pedagógico, temos que “pintar com cores mais fortes”as coisas para que os alunos entendam. Talvez, pela força da expressão, exageramos mesmo. As crianças, principalmente as menores, precisam disso.
      Lembre-se que estamos formando alunos do ensino fundamental e médio. Não biólogos ou ambientalistas. É claro que a chuva que cai aqui no Rio ou em São Paulo, não vem direto do Solimões. É uma força de expressão mesmo!
      Beijos

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Andrea Barreto

Andrea Barreto

Sou professora de Ciências e de Biologia em Escolas da Rede Municipal e Particular do Rio de Janeiro ( Brasil). Elemento de equipe da Educopédia / Rioeduca ( Secretaria Municipal de Educação - RJ)

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