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Nobel de Medicina – GPS cerebral


Você tem um GPS na sua cabeça, sabia?

Pois é! Bem antes de termos esses equipamentos em nossos celulares e em nossos carros, a natureza nos deu isso em nosso cérebro.

O norte-americano naturalizado britânico John O’Keefe e o casal de noruegueses May-Britt e Edvard Moser fizeram essa descoberta.

Por incrível que pareça, até 1971, os cientistas não sabiam bem como nós éramos capazes de nos localizar e mover no espaço. As especulações recaiam mais na área na filosofia, com teorias como a do alemão Immanuel Kant – que, no século 18, defendia que essa habilidade mental existia a priori, ou seja, independia da experiência.

Mas John O’Keefe e os noruegueses May-Britt e Edvard Moser pesquisaram essa nossa habilidade. Primeiro em ratos, que tiveram a sua atividade cerebral gravada ao correrem livremente em um determinado espaço. O pesquisador John O’Keefe descobriu que certo tipo de células nervosas do hipocampo era ativado toda vez que os animais assumiam um mesmo ponto no espaço. Para cada ponto de um local visitado, uma mesma célula neural era ativada. Essas células foram chamadas de ” células de lugar” ( ou ” células de localização”).

A ideia de O’Keefe continuou a ser aprimorada até receber uma importante complementação do casal May-Britt Moser e Edvard Moser, então estudantes de doutorado em psicologia na Universidade de Oslo (Noruega). O casal notou que as células de outra região do cérebro emitiam sinais elétricos toda fez que o ratinho andava para  um ponto específico e pensaram que talvez estivessem vendo algo semelhante às células de lugar.

Mas logo eles perceberam que essas células eram ativadas a todo instante, como se estivessem mapeando os movimentos dos animais enquanto eles andavam, não importando o ponto em que estavam.

Depois de muitas pesquisas, o casal chegou a conclusão que essas células formam o desenho de uma rede hexagonal, que parece independer do caminho feito pelo rato ou das informações do ambiente. É como se no cérebro dos animais houvesse um código universal usado como base para a construção cerebral dos mapas. Essa células foram batizadas ‘células de grid ou rede’.

Os cientistas acreditam que a malha de padrão hexagonal seja uma solução matematicamente perfeita que o cérebro usa para medir as distâncias e adicionar métrica aos mapas mentais do hipocampo. Para funcionar, o órgão lança mão ainda de informações de outros dois tipos de células, descobertas recentemente pelos Moser e que indicam a posição da cabeça do animal e a proximidade com paredes e barreiras físicas.

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As células de lugar, juntamente com as células de rede, constituem o GPS cerebral que nos permite ter noção e memória de nossa localização e movimentação pelo espaço.

Juntas, todas essas células formam um sistema eficiente de localização e navegação espacial no cérebro dos ratos – e muito provavelmente no cérebro humano e de todos os mamíferos. As células de lugar oferecem informação semelhante às coordenadas de longitude e latitude, enquanto as de rede auxiliam no reconhecimento das trajetórias tomadas.

Todos nós temos essa capacidade. Toda vez que você faz um caminho essas células são ativadas. Parece ficção científica, mas você tem um mapa na cabeça que se ativa no momento em que vai para a escola ou para a balada.

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