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A difícil tarefa de colocar em prática aquilo que aprendemos na teoria!


“Na teoria, não há nenhuma diferença entre teoria e prática. Mas na prática há.” (Jan L. A. van de Snepscheut)

 As teorias em Educação são enormes. Pessoas que pensaram em formas de ensinar, ou mesmo ensinaram e depois pensaram no que estavam fazendo, nos somam muito. Mas na hora de colocarmos em prática… a coisa não é bem fácil.

Tenho vivido isso junto com jovens Professores. Moças e Rapazes excelentes, cheios de sonhos , ideias e… teorias. Sabem muito mesmo, são conhecedores daquilo tudo. Mas como é complicado transformar aquilo tudo em aula. Pior: uma aula que os meninos se interessem e aprendam.

Apresentando aos Professores um conjunto de habilidades e pedindo para montarem uma aula, percebi a dificuldade. Então, tento ajudar. E ai… a minha agonia. Não tinha me preparado de fato para aquele tipo de dificuldade e percebi que, com toda a minha prática, é complexo ajudar.

Voltei para casa pensando: Será que a gente só consegue isso depois de algum tempo em sala ? Não. Eu sabia fazer isso quando comecei e evidentemente alguém me ensinou. Legal! Mas, como me ensinou???

Lembro-me das minhas aulas de Prática de Ensino na Universidade. Será que ainda fazem isso? Meu Professor, um Senhor que era um Mestre em dar aulas de Ciências, fazia o passo a passo com a gente. Pegava o objetivo, transformava em aula e depois em uma avaliação. Foi assim que aprendi!

Transformar uma habilidade em aula, não é fácil. Não basta repetir a habilidade, com todos os termos técnicos para os meninos, tem que traduzir para eles. Talvez ( ou quase sempre?) nem é necessário falar os termos técnicos  citados na habilidade! O difícil é trazer a significância para o aluno. O perigo todo é transformar o aprendiz em papagaio, que repete e não sabe. Para montar uma aula, temos que pensar: Como farei com que o aluno se aproprie de fato daquela habilidade?

Para isso temos que construir devagar o conceito com a turma, articular esses conceitos e contextualizar. E ai é complicado: Outro perigo é forçar a barra nessa contextualização.

” A contextualização imprime significados e relevância aos conteúdos escolares.” Trazer, quando possível, o que se está aprendendo para junto do aluno é importante.  E isso em Ciências é muito mais fácil e muito difícil também. Muitos conceitos serão de fato apreendidos depois de anos de estudo. Então, paciência, Professor !

Talvez, a Universidade não esteja tratando essa tarefa de colocar em prática aquilo que ensina. E isso é preocupante. Pensemos juntos então para ensinar de fato nossos alunos.

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Sobre Andrea Barreto (1086 artigos)
Sou professora de Ciências e de Biologia em Escolas da Rede Municipal e Particular do Rio de Janeiro ( Brasil). Elemento de equipe da Educopédia / Rioeduca ( Secretaria Municipal de Educação - RJ)

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