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O que é Partenogênese?


Essa foi uma pergunta feita para mim por uma amiga.

Bom… primeiro vamos lembrar da brincadeira de infância ( ao menos da minha infância) ?

Aiaiaicarrapato não tem pai”

Guarde ela na sua cabeça. Voltemos à pergunta: O que é partenogênese?

Esse é um tipo de reprodução que acontece quando há o desenvolvimento de um embrião sem que ocorra a fecundação. Não precisa do encontro dos gametas feminino e masculino para que um novo ser nasça. Simplesmente, as células da fêmea se desenvolvem em um embrião.

As abelhas, alguns crustáceos e os carrapatos fazem isso. Por exemplo, há populações inteiras de um tipo de crustáceo que é toda constituída de fêmeas e a reprodução se dá por partenogênese.

Partenogenese

Mas qual é a vantagem deste tipo de reprodução?

Para essa pergunta não há uma reposta, mas podemos elaborar uma hipótese mais ou menos aceitável. Devemos lembrar que a reprodução sexuada é um fator que aumenta a variabilidade genética da população, portanto a reprodução assexuada diminui essa variabilidade, em outras palavras, populações só de fêmeas são menos variáveis. Quando estes animais se reproduzem sexuadamente, eles aumentam a variabilidade das novas gerações, essa renovada carga gênica pode ajudá-los na conquista de um novo ambiente. Novamente devemos ter cuidado quando fazemos este tipo de afirmação, pois pode parecer que o objetivo é capacitar os indivíduos para a colonização do novo ambiente. O objetivo dos seres vivos é sobreviver e se reproduzirem. Em outros animais como os lagartos a partenogênese é um evento comum, existem muitas espécies descritas de lagartos só de fêmeas. Algumas dessas espécies podem ser encontradas na beira do rio Amazonas e seus afluentes. Para muitos estudiosos desse problema, a partenogênese nesses animais facilitaria a conquista de novos ambientes. É mais fácil fundar uma nova população só com uma fêmea, do que com uma fêmea e um macho. Em muitas espécies de animais com ampla distribuição geográfica, a partenogênese só acontece em determinadas condições ambientais. Existe uma espécie de pepino do mar que se distribui por toda a costa atlântica americana e que se reproduz sexualmente, ou seja, existem machos e fêmeas na mesma população, mas para baixo de uma determinada latitude, a mesma espécie descrita apresenta populações só de fêmeas. Nesse caso, como nos outros amplamente documentados na literatura, uma das principais interrogações é saber qual é o fator que induz a populações sexuadas optarem pelo tipo de estratégia reprodutiva assexuada. Um dos paradigmas evolutivos é o da variabilidade genética como estoque de possíveis adaptações; quanto mais variável uma população melhor estará capacitada para enfrentar qualquer mudança ambiental. A reprodução sexuada incrementa a variabilidade gênica.

Para muitos evolucionistas as espécies puramente partenogenéticas, ou seja, que não se reproduzem de outra forma, tem uma vida evolutiva muito curta. Esta afirmação é muito discutida, pois hoje em dia existem grupos de seres vivos que se reproduzem exclusivamente de forma assexuada, como as bactérias, e são grupos que existem desde os primórdios da vida

E agora, você sabe explicar o poema do carrapato: “Aiaiaicarrapato não tem pai”? Se sabe explique aqui!

Boas praticas para comentar em blogs

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