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Camuflagem e Mimetismo

Lagarto

Muitas vezes vejo as pessoas usarem esses dois termos como sinônimos, no entanto é errado pensar nesses dois termos com o mesmo significado. Vamos ver as diferenças?

É bem fácil! Vou primeiro mastigar e depois vou comentar melhor!

1) Camuflagem- o animal se confunde com o ambiente. É um lagarto, por exemplo, que fica com a mesma cor que uma pedra.

2) Mimetismo – o animal se parece com outro que é venenoso ou perigoso. Uma cobra não venenosa, por exemplo, pode ficar com o mesmo “jeitão” que outra com veneno.

Vamos agora, discutir os termos! Não pare de ler, você vai gostar!

Camuflagem:

A camuflagem é uma adaptação bem interessante porque o animal se esconde dos seus predadores se misturando ao meio. Pode ser dividida entre a homocromia e a homotipia, na homocromia o animal tem a mesma cor do meio em que vive e nahomotipia o animal tem a forma dos objetos que formam o meio.

Veja as fotos abaixo e descubra o animal nelas:

Mimetismo:

Este caso é bem interessante também! O animal “copia”o jeitão do outro animal. Digo sempre que um aluno é capaz de mimetizar: sabe aquele momento de enrolação que você que mostrar saber para seu Professor e fala nada com coisa nenhuma? Você mimetizou! 

Um exemplo:

É o caso da cobra-coral-verdadeira e da cobra-coral-falsa. A cobra-coral-verdadeira se caracteriza por possuir as cores preta, vermelha e branca, formando anéis ao longo do corpo, e também por possuir um veneno muito forte capaz de provocar a morte de uma pessoa. Já a cobra-coral-falsa possui as mesmas cores da cobra-coral-verdadeira, porém é inofensiva e não possui veneno algum. A cobra-coral-falsa foi adquirindo as cores da cobra-coral-verdadeira ao longo de milhões de anos (durante a evolução da espécie), para sua defesa e proteção, afinal, quando o predador vê a cobra, ele não quer saber se ela é a cobra verdadeira ou a falsa.

Outro exemplo é o caso das borboletas vice-rei (Limenitis archippus), de sabor agradável aos pássaros, apresentam grande semelhança com as borboletas monarca (Danaus plexippus), de sabor desagradável e extremamente tóxicas , sendo ambas evitadas por pássaros predadores, com evidente benefício para a “imitadora” (borboleta vice-rei), que, em última análise, mimetiza a monarca, que armazena toxinas em seus tecidos. Os predadores “aprendem” a associar o padrão de coloração (coloração de advertência ou coloração de aviso) ao sabor desagradável e evitam capturar essas borboletas. Essa relação borboleta vice-rei/borboleta monarca é um exemplo clássico de mimetismo batesiano, que veremos mais adiante.

Veja as fotos abaixo:

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Sobre Andrea Barreto (1086 artigos)
Sou professora de Ciências e de Biologia em Escolas da Rede Municipal e Particular do Rio de Janeiro ( Brasil). Elemento de equipe da Educopédia / Rioeduca ( Secretaria Municipal de Educação - RJ)

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