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“Desligando” o cromossomo que causa a Trissomia do 21


Trissomia do 21 ou Síndrome de Down é uma das síndromes que acometem os seres humanos. Cada ser humano possui 23 pares de cromossomos em cada uma de suas células. É como se  a gente carregasse uma biblioteca de informações dos nossos pais em cada célula. Mas em alguns casos acontece uma falha. No caso da Síndrome de Down o par 21 vem com mais um cromossomo, dai o nome:Trissomia ( Tri- três) do 21!

Neste caso, a criança e depois, o adulto tem várias características próprias e possui uma dificuldade no aprendizado, entre outras coisas.

A boa notícia é que Cientistas foram capazes de neutralizar o cromossomo extra responsável por causar a Síndrome de Down em células humanas isoladas. O resultado do experimento, apesar de estar longe de ser aplicado em humanos, representa um avanço na construção de um possível tratamento.

Os pesquisadores deixam claro que um tratamento completo da síndrome ainda está muito distante, mas que sua descoberta traz esperanças para a diminuição desses ‘efeitos colaterais’ da anomalia genética. “Vamos entender melhor os defeitos celulares da síndrome de Down e descobrir se eles podem ser tratados com medicamentos. Há uma possibilidade remota de que possamos desenvolver uma terapia de cromossomos para a síndrome de Down, mas isto daqui a mais de 10 anos. Não quero aumentar as esperanças das pessoas”, declarou a cientista Jeanne Lawrence, uma das responsáveis pela pesquisa.

Como se fez isso?

Nos 23 pares de cromossomos temos 1 par que é responsável pelas características do sexo. Se a pessoa é do sexo masculino o par é XY e se for mulher XX. O caso é que o cromossomo X é um pouco maior que o Y e no caso das mulheres que possuem um par de X, isso poderia ser um problema. Com mais informações, as células poderiam se  “atrapalhar”. Mas existe um gene chamado de XIST que desativa o que tem a mais no caso do par XX.

Foi esse gene XIST que foi usado para “calar” o cromossomo a mais na Trissomia do 21.

Agora os cientistas analisam os resultados do tratamento em ratos, silenciando o cromossomo 21 extra em embriões. O mesmo método, por enquanto, não pode ser aplicado em humanos, tanto por uma impossibilidade técnica quanto por problemas éticos – o tratamento precisaria ser feito no útero e a maioria, se não todas, as células do embrião precisariam ser corrigidas uma a uma.

Isso é ou não um avanço?

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