Os vírus são mutantes.


Por que é tão complicado fazer uma vacina de uma gripe comum? Já que existem vacinas para outras doenças causadas pelos vírus, como o sarampo e a rubéola por exemplo: Por que algumas doenças não temos vacinas?

Primeiro vamos entender bem o que é uma vacina:

A vacina é um jeito que temos para “treinar” nosso sistema imunológico.

Pega-se o agente infeccioso ( bactérias ou vírus) meio enfraquecidos e coloca-se em um meio que pode ser injetado no corpo. Desta maneira, nossos anticorpos treinam e fazem substâncias que nos protegem destes agentes. No momento que entramos em contato com o agente que não está enfraquecido, o nosso sistema imunológico já possui as ” armas” para deter a infecção.

Então, por que não se faz isso com a gripe comum ou com a AIDS?

Para fazer isso os vírus não podem se modificar muito e no caso do vírus que causa o sarampo ou a rubéola, eles são mais estáveis.

“O material genético dos vírus varia conforme o seu tipo. A rubéola e o sarampo, por exemplo, possuem um genoma mais conservado e sem diferentes segmentos, como se fosse um fio único. Já na influenza, o genoma não é contínuo, lembra um fio dividido em oito segmentos. Cada parte gera uma proteína específica do vírus e estes segmentos podem se combinar de formas diferentes, resultando em novos vírus” ( veja aqui: Fiojovem).

E a essa vacina que se toma anualmente para a gripe?

Neste caso, o vírus não é mutante rápido, mas muda. Tem que se fazer a vacina anualmente para cada variedade que aparece.

No caso da gripe comum, essa que pegamos as vezes, o vírus muda rápido e não adianta fazer uma vacina, já que é um vírus, praticamente, diferente para cada pessoa infectada.

Mas como o vírus muda ?

Minha primeira resposta seria assim: Cada fez que o vírus se multiplica acontece um erro em seu material genético que permite ou não ele ficar ” mais forte” ao nosso sistema imunológico ou a outros fatores. Mas é mais complexo que isso…

Os vírus são caixinhas de multiplicação e isso acontece com muita rapidez. É como colocássemos alguma coisa em uma copiadora. Depois de ( sei lá !) mil cópias … a cópia mil e um pode ser ligeiramente diferente da primeira. É essa diferença que pode dar toda a diferença. Este ” erro” no código genético pode dar ao vírus uma resistência a uma droga ou uma característica extra para enganar as nossas defesas. Dai… babau.

O vírus da AIDS ( o HIV) é um ” mestre” no assunto. A cada droga inventada para torna- lo menos eficaz em se multiplicar, o HIV arruma um jeito de driblar a droga. Mas sempre assim: uma parte das cópias aparece com “um erro” e essa diferença pode tornar essa parte mais eficaz na sua capacidade de se multiplicar.

Para saber mais leia:

CHC – Vírus mutante – 

Vírus Reprodução.

AIDS

 

 

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Andrea Barreto

Andrea Barreto

Sou professora de Ciências e de Biologia em Escolas da Rede Municipal e Particular do Rio de Janeiro ( Brasil). Elemento de equipe da Educopédia / Rioeduca ( Secretaria Municipal de Educação - RJ)

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