Uma epidemia de TDAH ?


Antes de você se aventurar neste Post aviso: Não sou especialista no assunto! Não sou psicóloga ou psiquiatra ! Sou somente uma Professora que observa ( e muito) os meus alunos!

Depois de alguns anos ( mais ou menos 10) estou achando que vivemos uma epidemia de meninos com TDAH ( Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade). Chega muito aluno nas minhas mãos já com esse diagnóstico , medicado e tem que ser observado. Muitos realmente são casos disso. Outros… tenho lá minhas dúvidas!

Quando a metade da turma tem TDAH, a luz vermelha acende! O que está havendo?

Um aluno com essa síndrome realmente não para, não se aquieta, nem com trabalhos lúdicos! Algumas coisas o prendem, mas por longos 5 minutos ! Outras, nem por 2 segundos!

Mas outros alunos, diagnosticados como TDAH, medicados com a Ritalina, não se comportam assim. São hiperativos e com falta de atenção em algumas atividades, outras são mais organizados e menos hiperativos. “Tá” certo, são alunos medicados. Mas o primeiro grupo também é!

E ai vem a Professora aqui com a pergunta: talvez seja mais fácil medicar do que dar limites. Sei de casos de pessoas “diagnosticadas” em uma conversa de 30 minutos com o médico. E não se tem um diagnóstico sério desta síndrome em minutos! Sei de responsáveis que andam de médico em médico para ter o diagnóstico correto ( tic!) para o filho.

Com anos de sala de aula, vejo com preocupação isso acontecer! E não é só minha a preocupação, muitos outros profissionais da saúde falam o mesmo: no lugar do limite, Ritalina ! Será que essa é a solução ?

Um pouco sobre Fossilização

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4 respostas »

  1. Sou professor da rede estadual há um ano e meio e, mesmo nesse pouco tempo, tenho reparado algo assim. Fiquei preocupado com o que você escreveu sobre medicamentos e suas dúvidas se realmente seria um problema de TDAH. Ainda não fui informado de nenhum aluno meu sendo medicado por isso e, até o momento, tenho associado esse comportamento a uma falta de educação/respeito (inclusive com os próprios pai quando são chamados à escola) associadas a uma idéia subliminar de aprovação automática que leva a um grande desinteresse. “Pra quê estudar algas unicelulares? E, se vou passar de qualquer jeito, pra quê prestar atenção?”
    Juntando isso tudo, o que vejo em sala de aula é uma dispersão da maioria da turma que não se contenta somente em ficar conversando sobre nada em voz alta (vulgo “aos berros”) mas fica passeando pela sala o tempo todo. Isso sempre me leva a perguntas como “o problema é comigo?”, “será que estou pedindo demais”…? Não creio que medicamentos sejam solução. Um pouco de educação e respeito ao próximo – vindos de casa – bastariam.

    -Acompanho seu blog a um tempão e nunca comentei. Parece que juntei tudo num comentário só…

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    • Gabriel, comente a vontade.
      Acho que isso é preocupante. É óbvio que tem crianças com TDAH merecedoras da nossa atenção. Mas estamos vivendo com uma geração medicada ao extremo!
      Beijos

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Andrea Barreto

Andrea Barreto

Sou professora de Ciências e de Biologia em Escolas da Rede Municipal e Particular do Rio de Janeiro ( Brasil). Elemento de equipe da Educopédia / Rioeduca ( Secretaria Municipal de Educação - RJ)

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