A instalação de máquinas de camisinhas em colégios do Ensino Médio é uma proposta elaborada à 4 anos e que vem criando polêmica.

Como Professora de Ciências e também com vasta prática em aulas com adolescentes de Educação Sexual, permito-me a dar minha opinião:

A ideia é trazer e facilitar a prevenção, dando acesso ao preservativo, evitaremos as DSTs e gravidez indesejada. Mas sexo se resume a isso ?

Em um debate no Colégio don Quixote ( onde leciono) isso foi vastamente falado com os meninos. E criou e cria polêmica. Um dado assustador, se soma a isso: jovens entre 13 e 19 anos têm vida sexual ativa e não se previnem. A máquina seria um jeito fácil e pouco constrangedor de  conseguir o preservativo.

Mas sem a orientação da família e da escola , o preservativo seria usado ou ficaria na carteira ? A resposta é que a camisinha seria um troféu na carteira do jovem. Conheço muitos que sabem usar e não usam pois não estão convencidos da importância do  preservativo. A informação faltou neste caso.

E por que o constrangimento de ir à farmácia adquirir o preservativo? Será que se você não tem cara para comprar o preservativo, está preparado para o ato sexual? Tem uma enorme diferença entre saber usar a camisinha e ter ” cabeça ” para fazer sexo. Não é porque se tem acesso ao produto, que você tem que fazer sexo. Não podemos agir como pessoas inconseqüentes!!! Neste caso, falta orientação, que tem que ser dada pela família e pela escola.

E escola é local de se distribuir camisinha ? A orientação tem que ser dada na escola. Não se pode negar ao jovem esse tipo de informação. A escola não pode estar a parte deste processo de formar e informar. Se isso falhar, corremos o risco do jovem procurar esse tipo de orientação em outros locais. Mas acho que escola não é local de distribuição de camisinha. Podemos estar banalizando o ato, podemos estar influindo de modo errado essa galera, podemos estar atirando no que vemos e acertando o que não vemos…

Sou contra a distribuição de camisinha na escola. Tem outros lugares para fazer isso. Tem outros meios. Vamos informar e trabalhar contra a banalização do sexo, que já é grande ( ligue a TV nas novelas e veja). Temos que agir como o contra-ponto desta usina onde tudo é moderninho e tudo pode. A escola tem que orientar, sem sermos moralistas ao  extremo mas sem perdermos de vista nossa função social: de formar.

Não as máquinas de camisinha.

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Escrito por Andrea Barreto

Sou professora de Ciências e de Biologia em Escolas da Rede Municipal e Particular do Rio de Janeiro ( Brasil). Elemento de equipe da Educopédia / Rioeduca ( Secretaria Municipal de Educação - RJ)

4 comentários

  1. oi,gostaria de saber quais sua motivaçao para menter este blog,quais sao as fontes bibliograficas que utiliza?

    Responder

  2. Roque Nascimento 02/10/2010 às 15:31

    Favor informar onde posso fazer a citação desse artigo.

    Fico no aguardo, muito obrigado!

    Responder

    1. Como assim ?
      O artigo é meu !
      Não entendi!
      Beijos

      Responder

  3. eu sou a favor porq com a maquina de camisinha vai diminui mas adolesentes com doencas e meninas gravidas q o sexo hoje ta transmitido muita doencas mas com adolesentes q estam passado pelo um periodo da sua vida e mas e dentro com a dolesentes de dentro do colegio consetesa vai diminui muitos problema de sexo com adolesentes de escola

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