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Como as Pessoas Aprendem ?

livros3.jpgEstou lendo um livro ótimo – “Como as Pessoas Aprendem” ( Conselho Nacional de Pesquisa dos Estados Unidos) . Ainda estou lendo, não acabei, no entanto já vi muitas coisas para tirar proveito e gostaria de dividir com vocês.

Em primeiro lugar, leiam o livro ! Não se contentem somente com o meu relato, que pode ser , no mínimo tendencioso para o que acredito quanto à educação. E depois, tem coisas no livro que todo Professor de sala-de-aula já sabe; ou porquê já leu e comprovou em sala , ou porquê já viu se concretizar em sua prática. Mas vale a pena ler , mesmo o que já conhecemos ! Vamos lá para algumas observações sobre isso ?

Na parte II do livro, é falado sobre Aprendizes e Aprendizagem e se discute sobre Transferência de Aprendizagem. Sobre isso , eu tenho dito muita dificuldade em relação a essa nova leva de alunos. Em física , por exemplo, é gritante como eles não conseguem pegar o que aprenderam em Matemática ( será que aprenderam ?) e colocar na física. Uma simples fração, transforma a aula em uma dificuldade sem fim. Não que o conceito Físico não tenha sido assimilado, mas a fração… meu Deus ! A Transferência não é feita. Então, o livro me deu algumas luzes para me iluminar:

  • “O conhecimento excessivamente contextualizado pode reduzir a transferência; as representações abstratas do conhecimento podem ajudar a promover a transferência. “
    • É isso mesmo ! Quando a gente faz questão de contextualizar sempre, acaba criando uma camisa de força. E a impressão que passamos é que aquilo só vai acontecer dentro de certas situações. Aquelas que contextualizamos. No meu caso é quando, por exemplo, dou o conceito de Inércia e uso o ônibus como ilustração. Pronto, se falo de ônibus , os alunos lembram da Inércia. E se falo de Inércia, essa só poderá ocorrer dentro do ônibus. Assim , tenho tomado cuidado para dar vários exemplos e abstrair o máximo o que posso os conceitos. É claro partindo sempre de exemplos e vivências conhecidas pelos alunos.
  • “A transferência é considerada como processo ativo e dinâmico, mais do que um produto final passivo de um conjunto específico de experiências da aprendizagem.
  • “Toda aprendizagem nova envolve a transferência com base na aprendizagem prévia, e esse fato tem consequências importantes para o projeto de instruções que ajude os estudantes a aprender. “
    • A transferência em si não pode nunca ser o nosso objetivo final, pois o aluno que está aprendendo está transferindo conhecimento. E se ele está transferindo conhecimento , está aprendendo. Não é uma coisa parada, inerte e sem ação . É altamente ativa ! Para aprender uma coisa nova, você tem que já transferir uma outra coisa que já aprendeu.

Aprender, então, já é uma ato de transferência. O aluno, por exemplo, só é capaz de entender o conceito de célula , se ele já sabe diferenciar um ser vivo de algo não vivo. Se você, Professor, já parte do princípio que esse aluno sabe essa diferença e lança o conceito de célula… a sua informação vai ficar solta e sem nenhuma ponte com nada ! A tendência desse aluno é esquecer do conceito dado e não transferir mais tarde esse conhecimento, quando você ( ou outro professor) falar da digestão ( por exemplo)!

Assim, cuidado ao lançar conteúdo novo. Conheça a “bagagem ” do aluno ! Veja em que ponto se encontra , antes de seguir a diante. Às vezes um passo atrás , ajuda a esse aluno a engatar a primeira e navegar por conta própria.

Simples ? Não ! Como é complicado isso, né ?

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2 Comments »

  1. Complicadééééésimo!
    Aff!
    Mas extremamente válido!
    Gostei!Vou procurar por aqui este livro.
    =]
    Qto a tabela, eu a vi numa Revista Superinteressante do ano passado.
    Mas creio que para acessá-la por aqui você deve ter que ter o código de assinante deles..
    =/
    Mas se encontrá-la em algum site, passo aqui e te deixo o endereço, ok?1
    []’s
    Bom fim de tarde!

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