Notas de aula para o Primeiro dia

Primeiro dia de aula, a gente não está muito alerta. O cérebro anda enferrujado, acredite o meu também, e para ajudar estou colocando a disposição de vocês as notas de aula para imprimir.

Note que em cada nota de aula tem os Pontos de estudo que não têm respostas. É de propósito, para obrigar vocês a procurar as respostas e assim fazerem o resumo. Vamos desenferrujar ?

As notas de aula é só um caminho para as aulas , não é um substituto de Professor algum. Então… vamos nós ?

6o ano ( Ensino Fundamental)

7o ano  ( Ensino Fundamental)

8o ano ( Ensino  Fundamental)

Ensino Médio ( Aula 1- Comum)

Se ficou em dúvida em alguma coisa, deixe- a nos comentários!

Ensinar Ciências não é para sempre?

Tenho aproveitado as Férias para por a leitura em dia. E ando lendo muito sobre ensino de Ciências, o que é ensinar Ciências. Em poucos livros, para ser sincera muito poucos mesmo, tenho me deparado com algo que acho óbvio: Ciências é uma disciplina inacabada !

Já explico. Muitas coisas que ensinamos em Ciências são teorias que ainda estão em estudo, ou que já não se sabe se não é bem assim. Lembro-me bem o dia em que Plutão foi anunciado no Jornal Nacional como um Planeta Anão. Eu tinha acabado de explicar os planetas do Sistema Solar para uma turma de 6o ano , claro que inclui Plutão. Ai veio a notícia, meus alunos correram para mim com a seguinte frase: ” Puxa, Andréa, tudo errado: Plutão não é planeta! Como você ensina errado pra gente!”

E é ai que está a maravilha no ensino de Ciências: o que está dito agora não é o definitivamente correto. E é também ai que está o nosso ( Professores de Ciências) desafio: Preparar as gerações que estão por vir para ver o aprendizado de  Ciências como um movimento eterno e entender que aquilo que se aprende hoje é o fio condutor para o que se aprenderá amanhã. O que se aprende em Ciências não é para sempre.

Pode bater aquela angústia, não é mesmo ? Diante de tanta informação, nosso aluno é , por vezes, mais rápido que a gente. Vem sempre um menino com aquela pergunta de uma coisa que leu sobre animais em tal revista. Você mal conhece a revista… e ai? E ai é hora de abrir o jogo: “Não sei! Você podia nos contar ? Prometo pesquisar para conversarmos melhor!”

E é isso que é Ciências ao final de tudo. Não é aquele saber quadrado, estruturado, limpinho ( e chato!) dos livros. É esse maremoto de informações e ideias que mudam na sua frente. O nosso aluno tem que saber navegar por isso. Mais do que ensinar sobre Briófitas e Pteridófitas, mais do que falar sobre Células e Evolução,… temos que mostrar para a turma que Ciências é um saber mutante, provisório e enormemente novo.

Mas não vamos jogar fora velhos mestres como Galileu, Newton, Pasteur e Darwin pela janela. Pasmem, já ouvi uma destas ” autoridades” em ensino de Ciências dizer que devemos passar batito por Pasteur porque é muito velho. Nada disso ! Esses são os nossos pilares. Devemos conhecer e  ensinar aos alunos, para ir adiante. Não sou a favor destes modernimos loucos que quer jogar fora anos de conhecimento. Mas devemos ir além e mostrar para nosso aluno que Ciência é um conhecimento que se constrói e reconstrói diariamente.

Termino aqui com a definição do INEP sobre letramento científico – só para deixar a pulga atrás da orelha do leitor!

Entende-se como letramento científico a capacidade de empregar o conhecimento científico para identificar questões, adquirir novos conhecimentos, explicar fenômenos científicos e tirar conclusões baseadas em evidências sobre questões científicas. Também faz parte do conceito de letramento científico a compreensão das características que diferenciam a ciência como uma forma de conhecimento e investigação; a consciência de como a ciência e a tecnologia moldam nosso meio material, cultural e intelectual; e o interesse em engajar-se em questões científicas, como cidadão crítico capaz de compreender e tomar decisões sobre o mundo natural e as mudanças nele ocorridas.

O letramento científico refere-se tanto à compreensão de conceitos científicos como à capacidade de aplicar esses conceitos e pensar sob uma perspectiva científica.

Que venha 2012!

O ano 2012 vem com muitas esperanças !

Vai “rolar” o Rio +20 que é uma conferencia para retificar o desenvolvimento renovável, que foi pensado na Rio 92. Vamos tentar novamente, nosso planeta merece e a raça humana não pode perder mais essa chance.

O ano novo vai começar com um pensamento no novo. Parece clichê , mas é isso. Temos que reconsiderar o que estamos fazendo com a Terra. Somos uma espécie estranha, pois acabamos com os nossos recursos. É hora de agir, de participar, de procurar nossos representantes e exigir mudança. A conferência começa de fato em Junho, mas temos que ” tomar pé” a partir de ontem.

Então, bem vindo a 2012 ! Que venha 2012 !

Para saber mais sobre a RIO +20, clique aqui! 

Escolas de ” Ensino Forte”

Como ouvi esse termo em 2011! Em frases como : ” O ensino daqui é forte?” ou ” O ensino não é forte”. Tudo era no sentido do ensino ser forte ou fraco. Eu entendia de melhor ou pior qualidade.

Mas tudo isso é subjetivo, porque no fundo a pergunta que eu faço é : O que é um ensino forte ?

Analisando as Escolas que são classificadas nesta categoria, eu definiria um ensino forte como aquele que desespera pais e alunos, mas que nem sempre ensina. O desespero é tanto que muitos responsáveis tercerizam o trabalho da escola em fevereiro. Isso é: no início do ano letivo, a família contrata uma trupe de professores para estudar com os filhos. Assim, a escola joga a matéria e o aluno tem que ” correr atrás”. Os explicadores explicam ( desculpe-me a dobradinha mas é de propósito) a matéria que o Colégio não deu. Ou até deu, mas não explicou.

Ora, se isso é uma escola forte, não sei o que os Senhores Responsáveis pensam sobre qual é o papel real de uma escola. Se a instituição que deveria ensinar, fazer com que o aluno aprenda, não faz… essa instituição não é forte e não está fazendo o que deveria fazer. O responsável está pagando duas vezes a escola do filho: a escola de fato e os explicadores ( que muitas vezes são indicados pela própria coordenação da escola!),e, ainda está se desesperando.

Se o menino não está aprendendo uma parte de uma ou duas disciplinas, por quaisquer motivos, é diferente. Mas conheço muitas crianças que frequentam outra escola além do colégio onde estão matriculadas. E essas são as escolas fortes. Na minha opinião, essas são filtros.

E o que é isso ? Essas escolas selecionam, lentamente, os alunos que dão conta de seu currículo apesar dela mesma. É como colocar um monte de crianças em um filtro: as que passarem ( mesmo sem a explicação da escola) permanecem na instituição. As que não passarem, são convidadas a sair. E isso, definitivamente, não é uma escola. É óbvio que os resultados nos ENEMs da vida são maravilhosos, porque o filtro segura aqueles que não serão capazes de bom desempenho.

A escola deveria ser o local onde esses meninos com dificuldades teriam ajuda. Vamos combinar que trabalhar em filtros deve ser mais tranquilo: joga-se a matéria e o aluno ( a família) que se vire. Auxiliar o aluno com dificuldade é o que deveria ser feito, dentro da Escola. Acredite isso existe sim!

Mas essas escolas, que apostam no aluno que corre atrás mas apresenta alguma dificuldade, é rotulada de escola fraca! Bom… então fica ai a questão: O que você,  responsável, quer ? Uma escola forte ( como xarope) que é um filtro? Ou uma escola que abre oportunidades ? Se for a primeira: prepare-se para pagar duas escolas. Se for a segunda: prepare-se para ver seu filho feliz e se transformar em uma pessoa confiante.